UMA BASE LUNAR ESPIRITUAL
Base Lunar da Espiritualidade Comentários Usuários Player Compacto Seu navegador não suporta o elemento de áudio. “Dr. Bezerra de Menezes: Quebrando O Silêncio Natural” Acompanhando o Dr. Bezerra de Menezes, Adelino e Jerônimo rumaram para o satélite terrestre. Entendendo que as modificações climáticas se realizam em obediência a leis naturais que visam garantir o progresso de todos, não restava dúvida a respeito de serem, os tempos atuais, aqueles em que a transição planetária se acentuava. O trajeto na companhia do médico amigo era marcado pelas emoções do encontro recente com aquela que tanto Amor derramava em favor da Humanidade. Jerônimo tocou no assunto: Querido amigo, como interpretar as lágrimas espontâneas da Mãe Devotada? Poderia a angústia residir no coração puro de um ser tão superior? Tocando-lhe o ombro com carinho, Bezerra respondeu: Sabe, meu filho, uma das mais belas demonstrações de Amor Verdadeiro é sofrer pelo outro, mesmo que tal sofrimento esteja acompanhado pela serenidade dos que sabem que o outro necessita sofrer para despertar. O esforço de um pai para salvar o filho que ama não dispensa, muitas vezes, o recurso drástico da amputação do membro apodrecido para garantir a sobrevivência do corpo. No entanto, por mais que se alegre por estar salvando a vida do filho, isso não impede que o pai sofra por sabê-lo mutilado a partir de então. Por isso, quanto mais cresce o Amor Verdadeiro no coração das almas, mais elas entendem as necessidades dos semelhantes e mais sofrem por seus destinos infelizes, sobretudo por compreenderem que, pela indiferença, pelo descaso, pela irresponsabilidade deles mesmos, elegeram a coroa de espinhos, aumentando o peso da própria cruz. “Chegando Ao Satélite” Graças à Misericórdia: Estamos nos aproximando do satélite terreno, esse ponto da Criação que, por bênçãos da Misericórdia Divina, já acolhe em seus domínios todos aqueles seres que, até o presente instante, foram retirados das vibrações densas do campo magnético diretamente vinculado à Terra. Ali, encontram-se recolhidos em estado de reajuste, experimentando os frutos amargos e inevitáveis das próprias escolhas, frutos que germinaram ao longo de sucessivos séculos de desatenção, e, em muitos casos, até mesmo de milênios de sementeira marcada pela indiferença, pelo descuido e pela resistência ao chamado superior. Esses Espíritos, agora em processo de expiação e aprendizado, vivem os desdobramentos de suas obras passadas, enfrentando o resultado natural de suas atitudes e das sendas equivocadas que decidiram percorrer. No entanto, importa salientar que tal destino não estava rigidamente traçado, pois lhes foram oferecidas, em abundância, oportunidades de esclarecimento e de orientação. Receberam avisos claros, conselhos fraternos, exemplos edificantes e demonstrações vivas do bem, que poderiam ter iluminado seus caminhos. Se tivessem acolhido essas luzes com a devida seriedade, poderiam ter moldado, com as próprias mãos, destinos mais suaves e fecundos, livres do peso das lágrimas que hoje regam as veredas ásperas e tortuosas que escolheram trilhar. Ainda assim, a Justiça se manifesta sempre em perfeita união com a Misericórdia, pois mesmo na dor e na colheita amarga, permanece a semente da esperança, convidando-os a reencontrar a estrada reta, cujo traçado conduz à libertação e à paz verdadeira. “Nossos Irmãos de Humanidade” Observemos Como estão nossos irmãos de humanidade, compelidos a viver encerrados em um corpo celeste como a Lua, no aguardo do translado para a casa nova que se aproxima. O ambiente espiritual da Lua estava transformado pelo constante abastecimento de entidades retiradas das esferas vibratórias ao redor do núcleo da Terra. Por isso, seu clima psíquico era lastimável. Multidões em movimento como manadas animalescas se atritavam, agarrando-se aos antigos vícios e condutas que caracterizavam seus interesses comuns. Violência e perversidade se conjugavam no entrechoque do ódio, do desejo do mal, da revolta e do crime. Compostas em sua maioria por espíritos impuros, aqueles cujas características predominantes são o desejo do mal, a indiferença ao bem, a inclinação para todos tipo de vício e o combate às virtudes, tais multidões se nutriam dos defeitos que as faziam algozes de si próprias. Inconformadas com o afastamento compulsório do ambiente terreno de onde julgavam que jamais seriam banidas, estas entidades se hostilizavam mesmo quando pareciam estar unidas pelo pavor do desconhecido. “O Planeta Azul” O Berço Generoso: Aquelas almas sabiam, que algo muito grave lhes ocorria, e o temor do futuro lhes repercutia nas condutas desesperadas. Seres monstruosos, animalescos, tirados das entranhas da Terra, como que libertados de cadeias lodosas, se arrastavam, selvagens, confusos e violentos diante da nova condição. O calor e frio, a escuridão e luz promoviam modificações extremas nas sensações físicas e psíquicas de todos. Entidades menos atrasadas, pertencentes a outros graus de evolução, também fugiam dos ataques de seus irmãos de sofrimento, migrando para outras regiões do satélite, como andarilhos aterrorizados que nunca houvessem encontrado um pouso seguro. Por toda parte a desolação e o desespero e a loucura já se havia instalado em cada um deles. Ao longe, nascendo no horizonte lunar, o Planeta Azul, o berço generoso que tanto sofrera com os ataques da ignorância, que tanto suportara o peso explorador daqueles indiferentes espíritos que seriam instrumentos para a evolução da alma. “Magnatas Ególatras” Magnatas ególatras, governantes corruptos, ditadores déspotas, líderes religiosos indignos, conquistadores ambiciosos, magistrados venais, cientistas doentes da inteligência, homens e mulheres inferiorizados pelos hábitos pecaminosos de sua vida pessoal, por toda parte se viam assustados na companhia de outros seres ainda mais grotescos. Haviam sido os gozadores do mundo, os que conquistaram as recompensas terrenas, os que cultivavam o Bezerro de Ouro que, finalmente, encontravam-se no Reino que tanto lhes havia seduzido. Poderemos supor que estejam esquecidos da Misericórdia de Deus. Vendo-os assim, como alucinados em debandada sem rumo, o coração que ama se condói até as mais profundas fibras. No entanto, estamos presenciando a amputação para garantir-se a vida e o crescimento da alma. Não parece doloroso presenciar esses momentos de destruição para a reconstrução? Todos os Espíritos disponíveis na Terra, neste instante, se multiplicam para a implantação do Reino de Deus no coração das criaturas. Nesse mesmo momento, filhos e filhas, almas dos
