ABORTO – A MORTE OCULTA
O que diz a medicina espírita?
As complicações clínicas advindas dos abortos provocados na esfera ginecológica são inúmeras e podem, inclusive, determinar o êxito letal da mulher.
No campo psicológico, são comuns os processos depressivos subseqüentes que acometem as mulheres que se submeteram à eliminação da gestação indesejada. A sensação de vazio interior, mesclada com um sentimento de culpa consciente e inconsciente, freqüentemente, determina uma acentuada baixa de vibração na psicosfera feminina.
Paralelamente, a ação do magnetismo mental do espírito expulso passará gradativamente a exacerbar a situação depressiva materna.
Como já estudamos, em muitos casos, aquele que reencarnaria como seu rebento estava sendo encaminhado para um processo de reconciliação afetiva. O véu do esquecimento do passado é que possibilitaria a reaproximação de ambos sob o mesmo teto. Com o aborto provocado, à medida que o espírito recobra a consciência, passa, nesses casos, a emitir vibrações que, pelo desagrado profundo, agirão de forma nociva na psicosfera materna. Em que pese o esforço protetor exercido pelos mentores amigos, em muitas circunstâncias se estabelece o vínculo simbiótico, mergulhando a mãe nos tristes escaninhos da psicopatologia.
Ao desencarnar, de volta ao plano espiritual, a mãe apresentará em diversos níveis, conforme o seu grau de responsabilidade, distonias energéticas que se farão representar por massas fluídicas escuras que comporão a estrutura de seu psicossoma (perispírito). Apesar de serem atendidas com os recursos e as técnicas terapêuticas existentes no mundo astral, a chaga energética, em muitos casos, se mantém, em função da gravidade e agravantes existentes.
As lesões na textura íntima do psicossoma a que nos referimos, muitas vezes, só podem ser eliminadas numa próxima encarnação de características expiatórias.
Expiação, longe de ter uma conotação punitiva, pois esse critério não existe na planificação superior, é um método de eliminação das desarmonias mais profundas para a periferia do novo corpo físico. A expiação sempre tem função regeneradora e construtiva e visa restaurar o equilíbrio energético perdido por posturas desequilibradas do passado.
As deficiências que surgirão no corpo físico feminino, pelo mecanismo expiatório, visa, em última análise, suprimir o mal, drená-lo para a periferia física. Segundo os textos evangélicos: “A cada um de acordo com as próprias obras”.
Os desajustes ocorrem inicialmente nas energias psicossomáticas do chacra genésico, implantando-se nos tecidos da própria alma as sementes que germinarão no seu novo corpo físico, em encarnação vindoura, como colheita de semeadura anterior.
RESPONSABILIDADE PATERNA
Se é verdade que a mulher se constitui no ninho onde se aconchegam os ovos, que, acalentados pelo amor, abrir-se-ão em novos filhotes da vida humana, não há como se esquecer da função paterna.
A pretensa igualdade pregada por feministas, que mais se mostram como extremistas, não permite que se enxergue pela embaciada lente do orgulho, que a mulher jamais será igual ao homem. A mulher é maravilhosamente especial para se igualar a nós homens.
Já nos referimos às complexas conseqüências para o lado materno no caso da interrupção premeditada da gestação.
Faz-se necessário, não só por uma questão de esclarecimento, mas até por justiça, estudarmos os efeitos sobre o elemento paterno que, muitas vezes, é o mentor intelectual do crime.
Desertando do compromisso assumido, ou pressionando pela força física ou mental, o homem, a quem freqüentemente a mulher se subordina para manter a sobrevivência, obriga a sua companheira a abortar. Não estamos eximindo quem quer que seja da responsabilidade, pois cada qual responde perante a lei da natureza proporcionalmente à sua participação nos atos da vida. A mãe terá sua quota de responsabilidade, ou de valorização, devidamente codificada nos computadores do seu próprio espírito.
O homem, freqüentemente, obterá na existência próxima a colheita espinhosa da semeadura irresponsável. Seu chacra coronário ou cerebral, manipulador da indução ao ato delituoso, se desarmonizará gerando ondas de baixa freqüência e elevado comprimento ondulatório. Circuitos energéticos anômalos se formarão nesse nível, atraindo por sintonia magnética ondas de similar amplitude e freqüência, abrindo caminho à obsessão espiritual.
As emanações vibratórias doentias do seu passado, que jaziam adormecidas, pulsarão estimuladas pela postura equivocada atual e abrirão um canal anímico de acesso aos obsessores.
O chacra genésico também recebe o influxo patológico de suas atitudes, toma-se distônico e, na seguinte encarnação programa automaticamente pelos computadores perispirituais a fragilidade do aparelho reprodutor. Objetivamente, veremos moléstias testiculares e distúrbios hormonais como reflexos do seu pretérito.
Lembramos sempre que não se pode generalizar raciocínios nem padronizar efeitos, pois cada espírito tem um miliar de responsabilidades e, a cada momento, atos de amor e de crescimento interior diluem o carma construído no passado.
CONSEQÜÊNCIAS PARA O ABORTADO
A especificidade de cada caso determina situações absolutamente individuais no que se refere às repercussões sofridas pelo espírito eliminado de seu corpo em vias de estruturação.
Se existe na ciência do espírito uma regra fundamental que rege a lei de causa e efeito, poderíamos enunciá-la assim: A reação da natureza sempre se fará proporcional à intencionalidade da ação. Isto é, jamais poderemos afirmar que um determinado ato levará inexoravelmente a uma exata conseqüência.
Quando a responsabilidade maior da decisão coube aos encarnados, pai e ou mãe, eximindo o espírito de participação voluntária no aborto, teremos um tipo de situação a ser analisada.
O espírito, quando de nível evolutivo mais expressivo, tem reações mais moderadas e tolerantes. Muitas vezes seria ele alguém destinado a aproximar o casal, restabelecer a união ou, mesmo no futuro, servir de amparo social ou efetivo aos membros da família. Lamentará a perda de oportunidade de auxílio para aqueles que ama. Não se deixará envolver pelo ódio ou ressentimento, mesmo que o ato do aborto o tenha feito sofrer física e psiquicamente. Em muitos casos, manterá, mesmo desencarnado, tanto quanto possível, o seu trabalho de indução mental positiva sobre a mãe ou os cônjuges.
Nas situações em que o espírito se encontrava em degraus mais baixos da escada evolutiva, as reações se farão de forma mais descontrolada e, sobretudo, mais agressiva.
Espíritos destinados ao reencontro com aqueles a quem no passado foram ligados por liames desarmônicos, ao se sentirem rejeitados, devolvem na idêntica moeda o amargo fel do ressentimento.
Ao invés de se sentirem recebidos com amor, sofrem o choque emocional da indiferença ou a dor da repulsa. Ainda infantis na cronologia do desenvolvimento espiritual, passam a revidar com a perseguição aos cônjuges ou outros envolvidos na consecução do ato abortivo.
Em determinadas circunstâncias, permanecem ligados ao chacra genésico materno, induzindo consciente ou inconscientemente a profundos distúrbios ginecológicos aquela que fora destinada a ser sua mãe.
Outros, pela vampirização energética, tornam-se verdadeiros endoparasitas do organismo perispiritual, aderindo ao chacra esplênico, sugando o fluido vital materno.
As emanações maternas e paternas de remorso, de culpa ou outras que determinam o estado psicológico depressivo, abrem caminho no chacra coronário dos pais para a imantação magnética da obsessão de natureza intelectual.
A terapêutica espiritual, além da médica, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora freqüentemente venha a ser longa e trabalhosa.
Há também espíritos que, pela recusa sistematicamente determinada em reencarnar, para fugir de determinadas situações, romperam os liames que os unia ao embrião. Estes terão seus débitos cármicos agravados e muitas vezes encontrarão posteriores dificuldades em reencarnar, sendo atraídos a gestações inviáveis e a pais necessitados de vivenciar a valorização da vida.
No entanto, o grande remédio do tempo sempre proporcionará o amadurecimento e a revisão de posturas que serão gradativamente mais harmoniosas e, sobretudo, mais construtivas.
Todos terão oportunidade de amar.
A VISÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO ABORTO
Devido à complexidade do tema aborto, é fundamental aliar a abordagem cientifica a espiritual. Para tanto, entrevistamos a dra. Marlene Nobre, médica ginecologista, presidente do Grupo Espírita Cairbar Schutel e da AME (Associação Médico-Espírita) do Brasil e Internacional. É também autora dos livros: Lições de Sabedoria, A Obsessão e Suas Mascaras, Nossa Vida no Além, A Alma da Matéria e O Clamor da Vida. Este último foi escrito com o propósito de ressaltar os argumentos científicos contra o aborto e propiciar ao publico uma compreensão de que a vida se expande muito mais além do que a formação de um feto.
Como a medicina aliada à espiritualidade vê a questão do aborto?
Como é lógico, os fundamentos da medicina espírita são os mesmos do espiritismo, sendo assim, a questão 358 de O Livro dos Espíritos deixa clara a questão do aborto: é um crime.
Esse foi um dos temas abordados no MEDINESP 2003, inclusive com uma carta publicada. O que dizia essa carta?
A Carta de São Paulo exprime compromissos bioéticos dos membros das Associações Médico-Espíritas do Brasil e foi elaborada pelos participantes da Assembléia Geral, realizada durante o MEDINESP. Entre os vários compromissos nela exarados, os médicos das AMEs comprometem-se a lutar não apenas contra a eutanásia e o aborto, mas também, contra a administração da chamada “pílula do dia seguinte”, que é abortiva. Por exemplo, quando forçado a receitar a “pílula do dia seguinte”, nos ambulatórios públicos, o médico espírita não o faz, para isso, lança mão de um direito legitimo, reconhecido pelo Código de Ética Médica, que é o de ser fiel à sua própria consciência. Do mesmo modo, o anestesista espírita lança mão desse mesmo direito para não participar das equipes de abortamento legal já existentes em alguns hospitais do país.
Existem campanhas contra o aborto promovidas pela AME?
A AME-Paraná, sob a presidência fraterna e idealista o dr. Laércio Furlan, tem uma campanha permanente: Vida, sim! Nela, todos os membros estão envolvidos e visa, principalmente, o esclarecimento de adolescentes e jovens, o apoio para que a gestante leve a gravidez até o fim e o aconselhamento sempre disponível, baseado na fraternidade. A AME-São Paulo participou ativamente de campanha contra o aborto, o que felizmente não se concretizou. Enfim, todas as AMEs estão engajadas nessa luta, que tem características próprias em cada Estado.
Quais são os países que mais se preocupam com o aborto e os países onde se comete o maior número de abortos?
Há muito poucos países no mundo onde o aborto ainda não é legal. Estados Unidos e Rússia são as que fazem o maior número de abortos no mundo.
Em relação ao Brasil, há algum número estatístico sobre os abortos cometidos?
Nenhuma estatística brasileira, a esse respeito, é confiável. O que se faz aqui no Brasil é manipular esses números duvidosos com a finalidade de se legalizar o aborto, alegando-se que a mulher tem o direito de fazê-lo em condições técnicas adequadas. Os que assim agem pretendem que o Estado esteja devidamente aparelhado para institucionalizar a pena de morte para inocentes.
Explique em linhas gerais quais são as conseqüências do aborto?
O aborto traz conseqüências orgânicas, psicológicas e espirituais, nesta existência e na outra, para a mulher que o provoca, para o companheiro que não a apóia na gravidez e para a equipe de saúde que o executa. Não há como negar, porém, que as conseqüências são mais graves para a mulher, porque, desde tempos imemoriais, ela traz no seu psiquismo o compromisso com os entezinhos que necessitam vir ao mundo para progredir. Essas conseqüências tomam o nome de obsessão, depressão, disfunções e doenças orgânicas do aparelho genital, etc.
Por que resolveu publicar um livro sobre o aborto?
A luta contra o aborto está intimamente ligada a minha convicção como espírito imortal e a minha tarefa como médica.
Enquanto escrevia o livro, tive confirmação de que estava absolutamente certa, quando me deparei com a estatística de um dos maiores geneticistas do mundo, Steve Jones, são 90 milhões de recém-nascidos, por ano, no mundo, contra 60 milhões de abortos, no mesmo período, ou seja, em cinco anos, o número de mortos por aborto é maior do que o morticínio ocorrido nos seis anos da Segunda Guerra Mundial.
O que aborda o livro?
O Clamor da Vida é um livro é um livro de conceitos. Com ele, visamos, sobretudo, discutir os fundamentos da Bioética Espírita. Ao emitirmos, por exemplo, o conceito e o significado da própria vida, procuramos lançar luzes acerca dói que é licito e do que não é licito na atitude bioética. Com isso, evidenciamos o valor da pessoa humana e a tentativa sub-reptícia dos que desejam reduzi-la ao estado de coisa, com a conseqüente perda de sua dignidade. Com esses conceitos, chegamos facilmente à conclusão de que a vida é um bem outorgado e que nem a mulher, nem o homem, nem o Estado, tem o direito de dispor dela.
Na sua opinião o movimento espírita deveria enfatizar mais a questão do aborto, ou seja, promover uma campanha forte e maciça?
Creio que essa campanha forte e maciça deverá ocorre toda vez que houver real ameaça de legalização do aborto em nosso país. Enquanto isso não ocorre, e esperamos em Deus não venha a ocorrer, deve-se continuar a falar contra o aborto, como temos feito em nossas atividades normais, conforme se faça necessário, sobretudo, como ação preventiva.
Gostaria de deixar alguma mensagem de reflexão sobre o assunto?
Cremos, firmemente, que os seres humanos vão eliminar, de forma definitiva, o infanticídio e o aborto da face da Terra, porque a evolução espiritual é inapelável. Sob os ares benfazejos do progresso, os seres humanos vão elevar o padrão do seu comportamento moral, de modo a banir toda forma de violência, inclusive essa, que é uma das mais cruéis – a do aborto – para viverem, em toda plenitude, o sentimento sublime do Amor, em todas as latitudes do Planeta.
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 26, páginas 06-11)
Retirado de: http://www.ippb.org.br/textos/especiais/editora-vivencia/as-consequencias-espirituais-do-aborto – em 08/09/2015
Este manual de conhecimento oculto mais necessário a todos os estudantes. Assimilado por todos os humanos do planeta, mudaria o mundo para melhor...
C. W. Leadbeater
os respeitados autores Annie Besant e C. W. Leadbeater tratam da questão das formas-pensamento de modo esclarecedor, com ilustrações coloridas de diversas......
C. W. Leadbeater
A publicação de um trabalho científico causa uma onda de protestos nas comunidades religiosas pelo mundo. Entre as pessoas ligadas ao cientista está Ricardo, brasileiro...
Milton Avelar de Carvalho
Mais Populares

CRUELDADE

A LEI DE REPRODUÇÃO

TERRORISMO MEDIÚNICO

O PODER DO PASSE ESPIRITUAL
Talvez você goste:

CRUELDADE
Crueldadel! A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A Visão Espírita 1 . A Visão Espírita Na perspectiva espírita, a crueldade é compreendida como uma manifestação da ignorância espiritual e do afastamento das leis divinas de amor e caridade. O Espiritismo ensina que todo ato cruel, seja físico ou moral, contra animais, pessoas, ou ao meio ambiente, nasce da falta de compreensão da fraternidade universal e da incapacidade de enxergar o próximo como irmão em jornada evolutiva. Assim, a crueldade não é apenas um erro humano, mas um atraso no caminho do espírito rumo à perfeição. Allan Kardec 🎯 Os ensinamentos A crueldade, portanto, representa um obstáculo à evolução, pois impede o indivíduo de desenvolver virtudes como a compaixão. ✨ Características A benevolência e a indulgência. Cada ato cruel gera consequências espirituais, refletindo na lei de causa e efeito, que assegura que colhemos aquilo que semeamos. 🌈 Recurso pedagógico Sob essa ótica, o Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. O sofrimento, nesse sentido, não é vingança divina, mas recurso pedagógico para despertar a consciência. Espiritismo 🎯 Reconhecer Portanto, a visão espírita convida à reflexão e à transformação interior. Reconhecer a crueldade é o primeiro passo para combatê-la, substituindo-a por atitudes de amor e respeito. ✨ Características Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. 🌈 Aura O caminho da evolução espiritual exige que cada indivíduo se esforce para superar suas imperfeições, tornando-se instrumento de paz e de fraternidade no mundo. A Qualidade do que é Cruel 2. A qualidade do que é cruel A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A mais dura e insidiosa das crueldades não é aquela que grita, agride ou transborda em gestos visíveis. É a que se instala silenciosamente no olhar, no julgamento ácido disfarçado de opinião, no abandono afetivo que se justifica como indiferença. Ela não precisa de ferramentas brutais; basta um silêncio calculado, uma palavra escolhida para diminuir, uma expectativa imposta como norma. Muitos a Praticam 3. Muitos a praticam Muitos a praticam sem sequer reconhecer seu nome, acreditando estar apenas “dizendo a verdade”, “ensinando uma lição” ou “fazendo o bem”. No entanto, a essência da crueldade reside justamente nesse descompasso: a capacidade de causar dor ou desprezo com plena consciência do ato, mas com total negligência sobre sua consequência no outro. É a violência que nega a humanidade alheia. O cruel, com frequência, é um ferido que não elaborou sua própria dor. Transforma seu sofrimento em lâmina e projeta no mundo a ferocidade que carrega consigo. A diferença vital é que, enquanto alguns transformam a dor em empatia, outros a convertem em arma. A crueldade, portanto, é muitas vezes o sintoma de uma alma que não se reconciliou com sua própria fragilidade. Mudanças no Alvo Preferencial 4. Mudanças no alvo preferencial A sociedade, por vezes, normaliza e até romantiza formas sutis de crueldade: o cancelamento público, a exposição do fraco ao ridículo, a competitividade que esmaga a solidariedade. Chamamos isso de “meritocracia”, “justiça” ou “liberdade de expressão”, sem perceber que estamos institucionalizando o sofrimento como mecanismo de regulação social. O alvo preferencial da crueldade raramente é o forte, o estabelecido, o bem sucedido, o protegido. Ela se direciona com precisão covarde ao que é percebido como frágil, diferente, vulnerável ou incompreendido. É uma violência que busca não enfrentar, mas esmagar; não debater, mas calar. … O Mal Com Outro Mal 5. O mal com outro mal A resistência à crueldade não se dá pela replicação de sua lógica. Não se combate o mal com outro mal, mas com a recusa firme de participar de seu jogo. É a fronteira ética que diz: “até aqui”. É a coragem de proteger, de acolher, de não compactuar — mesmo quando a pressão do grupo incentiva o oposto. Curioso notar que a mesma pessoa capaz de gestos de profunda crueldade pode ser, em outros contextos, terna e dedicada. Isso revela que a crueldade não é uma essência, mas uma escolha — consciente ou não — de desconexão. É o momento em que se desliga a empatia e se permite tratar o outro não como um “eu” semelhante, mas como um objeto ou obstáculo. A Antítese da Crueldade 6. A antítese da crueldade A antítese da crueldade não é apenas a bondade ocasional, mas a compostura humana cultivada. É a decisão diária de ver o outro em sua complexidade, de lembrar que por trás de cada rosto há uma batalha invisível, de ponderar o peso das palavras antes de lançá-las ao ar. É reconhecer que nossa humanidade se mede, precisamente, pelo tratamento que dispensamos aos que nada podem nos dar em troca. Viver em um mundo onde a crueldade se banaliza é um convite perene à vigilância ética — não para julgar os outros

A LEI DE REPRODUÇÃO
A lei de reprodução no Espiritismo orienta nossa evolução moral.

TERRORISMO MEDIÚNICO
O medo do desconhecido: como o terrorismo mediúnico afeta a sociedade.

O PODER DO PASSE ESPIRITUAL
Comprovado o Poder do Passe Espiritual Não se trata de mera especulação. O resultado foi comprovado pelo grupo de pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, com sede em Uberaba. E mais: durante a realização do estudo, o passe espírita foi aceito pela maioria (cerca de 89%) dos pais dos recém-nascidos e familiares de pacientes. 1 . A Visão Espírita A ciência tem investigado os efeitos do passe espiritual (ou magnético) e há estudos que indicam benefícios para o bem-estar e a saúde, mas não uma “comprovação” universal e definitiva do seu poder nos termos científicos tradicionais, pois a ciência não reconhece a realidade espiritual em si. Efeitos do Passe Magnético 🎯 Comprovação Universal Pesquisas realizadas em universidades brasileiras, como a da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) em parceria com outras instituições e a USP, têm avaliado o impacto da prática. Os principais achados incluem: ✨ Melhora do Bem-Estar: Estudos apontaram que o passe pode estar associado a menores níveis de ansiedade e depressão, além de promover uma sensação de alívio e serenidade. 🌈 Impacto Fisiológico: Algumas pesquisas indicaram potenciais efeitos fisiológicos, como a redução da dor, da tensão muscular e a melhora na velocidade de cicatrização em certos contextos, embora os resultados sejam preliminares e necessitem de mais investigação. Benefícios Associados 🎯 Terapia Complementar: A prática é vista por pesquisadores como uma terapia complementar promissora que pode ser utilizada em conjunto com a medicina convencional, e não como um substituto do tratamento médico. ✨ Foco na Energia: As pesquisas exploram a ideia de transferência de energia vital ou magnética entre o aplicador e o receptor, um conceito que encontra paralelos em outras práticas como o Reiki e que a física quântica, de certa forma, ajuda a contextualizar em termos de campos de energia, embora sem “provar” a doutrina espírita. 🌈 O Poder do Passe É importante ressaltar que, embora existam evidências de benefícios associados à prática, a comunidade científica em geral ainda não considera o “poder do passe” como universalmente comprovado por meio de um consenso científico estabelecido, pois muitos desses estudos ainda são iniciais ou focados em efeitos psicológicos e de bem-estar. 2. Quantos Passes Preciso Para me Curar? Não se trata de mera especulação. O resultado foi comprovado pelo grupo de pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, com sede em Uberaba. E mais: durante a realização do estudo, o passe espírita foi aceito pela maioria (cerca de 89%) dos pais dos recém-nascidos e familiares de pacientes. Quantos passes preciso para me curar? Não existe um número padrão de passes que é preciso tomar para se curar de uma determinada enfermidade ou situação que esteja passando. Em pesquisas realizadas com o intuito de avaliar os efeitos do passe espírita foram realizadas em recém-nascidos e adultos hospitalizados entre 2013 e 2016. “Em recém-nascidos, foram avaliados os níveis de estresse, por meio da análise do cortisol salivar; dor; parâmetros fisiológicos como frequências respiratória e cardíaca e saturação periférica de oxigênio; resposta hematológica; complicações; e tempo de permanência no hospital naqueles recém-nascidos submetidos ao passe espírita e à imposição de mãos, com intenção de cura, por indivíduos não passistas, durante dez minutos por três dias consecutivos”, explica Élida Mara Carneiro da Silva, 46, doutora em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo e coordenadora da Capelania Espírita do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. 3. Os Efeitos do Passe Espírita em Adultos e Recém-Nascidos Com adultos, o primeiro estudo incluiu pacientes internados na enfermaria de clínica médica. Foram avaliados parâmetros psicológicos, como níveis de ansiedade e de depressão, percepção de tensão muscular e sensação de bem-estar, e dados fisiológicos, como frequência cardíaca e saturação de oxigênio, além da intensidade de dor quando submetidos ao passe espírita com e sem imposição de mãos por voluntários não passistas. Os pacientes foram monitorados durante dez minutos por três dias consecutivos. No estudo incluindo recém-nascidos, a análise dos hemogramas foi realizada com o auxílio de um citômetro automatizado, o cortisol salivar foi medido por meio de eletroquimioluminiscência e os parâmetros fisiológicos, pelo monitor multiparamétrico. Em adultos, utilizou-se oxímetro de pulso de dedo-alvo para aferição dos parâmetros fisiológicos. 4. O Passe Espírita Demonstra seus Benefícios Resultados. “Nos recém-nascidos verificamos redução significativa da frequência respiratória, maior imunidade (resultado baseado no aumento da contagem de linfócitos) e menor incidência de complicações no período de hospitalização naqueles expostos ao passe espírita se comparados à imposição de mãos, com intenção de cura, por voluntários não passistas”, avalia a especialista. Segundo ela, os adultos internados na enfermaria de clínica médica que receberam o passe espírita tiveram redução significativa dos níveis de ansiedade, de depressão e de tensão muscular, além do aumento da sensação de bem-estar. “Em relação ao estudo de pacientes com doenças cardiovasculares, houve redução significativa nos escores de ansiedade e da percepção de tensão muscular, melhoria da sensação de bem-estar e aumento da saturação periférica de oxigênio nos participantes que receberam o passe. … 5. Aplicação Atua em Problemas Físicos e Psicológicos Também. O grupo que usou a imposição de mãos com intenção de cura obteve redução expressiva da tensão muscular e aumento do bem-estar, entretanto, esse resultado foi mais significativo no grupo que recebeu o passe. Ressalta-se que foi utilizada a melhor metodologia de estudo para avaliar uma intervenção, o ensaio clínico randomizado”, avalia Élida. O estudo para comprovar cientificamente a eficácia do passe espírita foi realizado como terapia integrativa e complementar e foi utilizado associado aos tratamentos convencionais, não dispensando avaliação e tratamento clínico. “Embora em nossas pesquisas os pacientes não apresentassem escores de dor, o passe espírita pode ser comparado à transfusão de sangue, que renova as forças físicas com recursos retirados do reservatório limitado (corpo físico)”, diz a doutora Élida Mara Carneiro da Silva. O passe, explica ela, pode ser considerado uma transfusão de energias vitais (psíquicas e espirituais) retiradas do reservatório ilimitado (forças espirituais) com a finalidade de recuperar as desarmonias físicas e psíquicas. Isso, diz, é feito por meio da substituição dos fluidos prejudiciais à