DEPRESSÃO NA ÓTICA ESPIRITA

A depressão já é considerada o mal do século. Segundo estimativas de estudos mais recentes, a depressão deve, dentro dos próximos 20 anos estar em primeiro lugar dentre as doenças que mais atingem a população mundial. Mas como o espiritismo explica a depressão? como pode a doutrina espírita ajudar no combate a essa doença silenciosa e grave?

Inicialmente precisamos entender o que é a depressão. A depressão é um distúrbio mental caracterizado por perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia. Estima-se que no Brasil hajam mais de 2 milhões de casos por ano. O problema da depressão é sua dificuldade de tratamento. Muitas pessoas confundem a depressão com uma tristeza muito grande. Porém, segundo especialistas, a depressão tem um caráter mais profundo. Assemelha-se a uma tristeza muito grande, porém essa tristeza tende a não passar.

Sabemos que no espiritismo toda doença tem a raiz da sua origem em transtornos da alma. Qualquer doença física tem enorme ligação com a situação espiritual que se encontra o indivíduo. A ligação fluídica com o cérebro é a responsável pelas impressões físicas que nosso corpo receberá acerca da nossa espiritualidade. Então se algum tipo de vício, por exemplo, se instala sobre nós podemos acaba tendo situações em que doenças surgirão, se alguém cultivar muita raiva durante sua vida por exemplo, algumas questões do coração podem surgir. Seguindo este entendimento a depressão também está ligada a questões muito profundas de ordem espiritual que merecem atenção.

Entendemos agora que a depressão é uma doença do corpo e da alma. seus efeitos são definitivamente muito nocivos e silenciosos. Estudos revelam que mais da metade das pessoas com depressão não sabem que estão com depressão até que a doença atinja um estado avançado. Isso dificulta seu tratamento tanto espiritual quanto material. Outro fator importante de se destacar é a importância dos profissionais de saúde no combate a esta doença.

O tratamento material sabemos envolver diversos tipos de terapia e em casos mais graves até mesmo o uso de remédios. No tratamento espiritual costuma-se utilizar passes de tratamento espiritual e ligações mais elevadas com espíritos amigos. É preciso entender que por se tratar de uma doença com origens espiritual, a doença se torna mais complexa de ser trabalhada visto que pode envolver questões de vidas passadas, transgressões da lei divina e até mesmo obsessão.

Por ser uma doença onde o pensamento é atingido por ondas de pessimismo e de graves conflitos internos, dedicam-se os espíritos a trata-la como uma doença espiritual, onde o espírito por diversos motivos – desde revolta e até mesmo ligação fluídica com o mal – pode tornar-se refém dos próprios pensamentos. Os pensamentos podem ser próprios ou sugestionados por espíritos infelizes que se comprazem com aquela situação de desgraçamento moral. Importante destacar que independente do porquê, a doença é sim muito séria e com complicações tantas que em muitos casos o suicídio é cometido pelos portadores desta.

O espiritismo tem papel fundamental, porém não exclusivo, na cura. Através do espiritismo e da reforma íntima pode-se o paciente enxergar melhor o caminho da cura. É indispensável o tratamento médico terreno, porém, o tratamento espiritual pode auxiliar. Sendo uma doença ligada com fluídos mentais, existem tipos de passes que podem auxiliar no alívio dos sintomas psicossomáticos e com isso tornar a caminhada em direção a libertação espiritual desta doença menos penosa.

Através da doutrina espírita o ser pode repensar sua situação, resgatar memórias passadas de forma indireta e com o manancial de aprendizado ser capaz de elevar-se diante de toda a dificuldade. O centro espírita tem meios de auxiliar através do atendimento fraterno, da consulta ao plano espiritual e dos estudos doutrinários. Segundo Emmanuel “não existe melhor remédio que o evangelho” Portanto, a doutrina pode ser um importante instrumento de ajuda para quem encontra-se perdido em meio aos tormentos da depressão.

A enorme quantidade de informações que se encontra sobre este assunto traz também um comprometimento maior de estudo. Antes de tudo o depressivo precisa ser acolhido como uma pessoa que necessita de todo nosso apoio e amparo a fim de que logre êxito em se descontaminar dos pensamentos que vibram e ressoam em sua alma como fonte de esgotamento mental. O evangelho é para nós espíritas o remédio moral que precisamos para elevar-nos acima de nós mesmos e acima de toda dificuldade. Pode-se vencer uma doença de forma menos penosa se houver conhecimento com relação a ela.

Precisamos compreender que o estudo doutrinário é o escudo mais eficiente que dispomos sobre os problemas que atingem-nos em grau mais profundo e para isso é necessária muita dedicação. As ligações fluídicas espirituais só serão atacadas ou manchadas com questões depressivas quando nos encontrarmos despreparados moralmente ou com ligações menos elevadas através da nossa vibração mental.

O caminho para a cura é penoso e realmente complicado. Somente com muita oração, tratamento médico e espiritual e acima de tudo: do autoconhecimento, estaremos livres de nos tornarmos reféns de nossas mazelas.

Fonte: https://espiritismodaalma.wordpress.com/
Imagem: https://pixabay.com/pt/photos/

Depressão e Mediunidade

Análise da Depressão e da Mediunidade sob a ótica espírita da psiquiatria e da psicologia. Este livro é o resultado de um seminário realizado em agosto de 2000, no Grupo da Fraternidade Irmã Scheilla, em Belo Horizonte-MG, promovido pela Aliança Municipal Espírita.

DEPRESSÃO NA ÓTICA ESPIRITA

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A depressão tornou-se uma epidemia, transformando-se em um dos mais graves problemas de saúde pública em âmbito mundial. É possível afirmar que sua origem esteja ligada apenas ao corpo físico? Este livro apresenta a abordagem científica e espiritual desta do...
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DEFICIÊNCIAS NA ÓTICA ESPÍRITA

Deficiências Na Ótica Espírita Toda doença física ou mental é uma salvação para os excessos que cometemos em algum momento de nossas vidas passadas. Em outras palavras, a inadequação é o resultado de nossa própria escolha! De acordo com o espiritismo, a vida material é apenas uma parte de nossa existência, que é eterna. 1 . A Visão Espírita A falta de conhecimento ou aceitação da reencarnação é o que leva à nossa incompreensão das falhas. Estamos aqui para aprender, para superar as dificuldades, para superar as inadequações, porque cada um de nós recebe o remédio adequado para nos curar. Sem essas falhas, muitos deuses não conseguiriam pagar suas dívidas. Aprendemos através do amor ou da dor. Claro, a segunda é a nossa maior escola. Na visão espiritualista, a deficiência é uma ferramenta de evolução, uma dádiva, uma forma de nos ajudar a reequilibrar nossas energias. O livro 🎯 “Deficiente Mental: por que fui um?” O livro “Deficiente Mental: por que fui um?” psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, é um apanhado de relatos de diversos espíritos que nasceram ou ficaram deficientes ao longo da vida. É muito interessante e vale a pena ser lido. ✨ Características Temos muitas oportunidades de retornar à Terra em diferentes corpos adequados para nosso aprendizado necessário. Quando há muito abuso, há um desequilíbrio que deve ser restaurado para recuperar nosso equilíbrio. Quando o corpo perfeito é danificado, podemos aprender a valorizar essa grande oportunidade de viver na carne por um tempo, aprendendo a torná-lo normal. Castigos não existem, Deus não nos pune, nós merecemos, e as dificuldades de nossa encarnação são lições valiosas.. 🌈 Divaldo Franco Divaldo Pereira Franco disse em uma de suas apresentações que os pais de pessoas com deficiência podem estar diretamente envolvidos no modo atual como a vida espiritual das pessoas com deficiência é vivida. De certa forma, eles cooperaram ou permaneceram desleixados e não puderam ajudar o irmão que teve a chance de salvar seus erros deficientes hoje numa reencarnação juntos. Perante a deficiência 🎯 Missão E como podemos agir perante a deficiência? Culpar a Deus pela situação não ajudará em nada, pelo contrário, só prejudicará e dificultará ainda mais a condição do deficiente e do cuidador. É preciso garantir um ambiente de muita oração, muita vibração positiva, buscando a fé em Deus para cumprir a missão, para que essa seja uma reencarnação redentora. Buscar auxílio em instituições que trabalhem com os deficientes, porque estão preparados para dar bons conselhos. ✨ Características Esses relatos ajudam a ampliar nossa compreensão, mostrando que há um planejamento espiritual por trás de cada existência. Nada ocorre sem propósito dentro das leis divinas. A reencarnação oferece inúmeras oportunidades de aprendizado. Em cada retorno à vida física, o espírito recebe um corpo adequado às suas necessidades evolutivas. 🌈 Abusos Quando há abusos em vidas passadas, cria-se um desequilíbrio que precisa ser reparado. A deficiência pode surgir como meio de restaurar essa harmonia perdida. 2. Importante destacar Ao vivenciar limitações, o espírito aprende a valorizar aspectos da vida que antes negligenciava. Desenvolve paciência, humildade, resiliência e amor. É importante destacar que, na visão espírita, não existem castigos divinos. Deus não pune. As dificuldades são consequências naturais das escolhas e oportunidades de aprendizado. As experiências difíceis são, portanto, lições valiosas. Cada desafio traz consigo a chance de crescimento e transformação interior. 3. Aos pais e cuidadores Segundo ensinamentos de Divaldo Pereira Franco, muitas vezes há vínculos espirituais profundos entre pessoas com deficiência e seus familiares. Essas relações podem envolver compromissos assumidos antes da reencarnação. Pais e cuidadores, nesse contexto, também participam do processo evolutivo. A convivência proporciona aprendizado mútuo, fortalecendo laços de amor e responsabilidade. Diante da deficiência, a atitude mais adequada não é a revolta, mas a compreensão. Culpar a Deus apenas dificulta ainda mais a caminhada e aumenta o sofrimento. 4. Ambientes de amor O caminho mais construtivo envolve fé, oração e busca por apoio. Ambientes de amor, acolhimento e vibrações positivas contribuem significativamente para o bem-estar de todos os envolvidos. Por fim, mais importante do que entender as causas é saber viver o presente. Enfrentar cada dia com esperança, confiança e serenidade é essencial, lembrando sempre que a vida na Terra é apenas uma etapa da jornada eterna do espírito. 5. Resumo Na ótica espírita, a deficiência não é um castigo divino, mas uma ferramenta temporária de evolução espiritual. Ela pode ser uma prova escolhida, expiação (reparação de erros passados) ou missão (lições de superação), vista como oportunidade de aprendizado e reequilíbrio que visa fortalecer virtudes como a paciência e a resiliência. Propósito Evolutivo: O espírito, antes de reencarnar, pode escolher viver com limitações físicas ou mentais para progredir mais rapidamente ou reparar ações de vidas anteriores. Lei de Causa e Efeito: A deficiência está frequentemente atrelada a expiações, permitindo ao espírito lidar com limitações e evitar erros passados, sendo considerada um “recomeço”. Não é Punição: O Espiritismo nega a visão de que a deficiência é um castigo divino, rejeitando o modelo de punição, especialmente baseando-se na conduta de Jesus, que ensinou amor e acolhimento. Missão e Aprendizado: A deficiência pode ser uma missão para despertar a compaixão e o amor ao próximo, tanto no indivíduo quanto em sua família. 📚 Créditos: Fonte: https://www.eusemfronteiras.com.br/ Imagens: https://pixabay.com/pt/images/search/defici%c3%aancia%20fisica/ https://pixabay.com/pt/photos/terceiro-olho-olho-espiritual-2886688/ – A Visão espirita https://pixabay.com/pt/photos/jovem-mulher-resumo-explos%c3%a3o-1088742/ – Dificuldades https://pixabay.com/pt/photos/fam%c3%adlia-bra%c3%a7o-de-cadeira-papai-m%c3%a3e-2972198/ – Aos pais cuidadores https://pixabay.com/pt/photos/fam%c3%adlia-amor-junto-ao-ar-livre-6639676/ – Ambientes de amor https://pixabay.com/pt/photos/inc%c3%aandio-bombeiros-claro-miss%c3%a3o-22331/ – Missão e Aprendizado Nota: Todas as ilustrações foram criadas por Inteligência Artificial com o objetivo de complementar e enriquecer a compreensão do conteúdo textual. Deixe uma resposta Cancelar Resposta Sessão iniciada como Astra Frole. Editar perfil. Sair? 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Crueldade

CRUELDADE

Crueldadel! A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A Visão Espírita 1 . A Visão Espírita Na perspectiva espírita, a crueldade é compreendida como uma manifestação da ignorância espiritual e do afastamento das leis divinas de amor e caridade. O Espiritismo ensina que todo ato cruel, seja físico ou moral, contra animais, pessoas, ou ao meio ambiente, nasce da falta de compreensão da fraternidade universal e da incapacidade de enxergar o próximo como irmão em jornada evolutiva. Assim, a crueldade não é apenas um erro humano, mas um atraso no caminho do espírito rumo à perfeição. Allan Kardec 🎯 Os ensinamentos A crueldade, portanto, representa um obstáculo à evolução, pois impede o indivíduo de desenvolver virtudes como a compaixão. ✨ Características A benevolência e a indulgência. Cada ato cruel gera consequências espirituais, refletindo na lei de causa e efeito, que assegura que colhemos aquilo que semeamos. 🌈 Recurso pedagógico Sob essa ótica, o Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. O sofrimento, nesse sentido, não é vingança divina, mas recurso pedagógico para despertar a consciência. Espiritismo 🎯 Reconhecer Portanto, a visão espírita convida à reflexão e à transformação interior. Reconhecer a crueldade é o primeiro passo para combatê-la, substituindo-a por atitudes de amor e respeito. ✨ Características Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. 🌈 Aura O caminho da evolução espiritual exige que cada indivíduo se esforce para superar suas imperfeições, tornando-se instrumento de paz e de fraternidade no mundo. A Qualidade do que é Cruel 2. A qualidade do que é cruel A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A mais dura e insidiosa das crueldades não é aquela que grita, agride ou transborda em gestos visíveis. É a que se instala silenciosamente no olhar, no julgamento ácido disfarçado de opinião, no abandono afetivo que se justifica como indiferença. Ela não precisa de ferramentas brutais; basta um silêncio calculado, uma palavra escolhida para diminuir, uma expectativa imposta como norma. Muitos a Praticam 3. Muitos a praticam Muitos a praticam sem sequer reconhecer seu nome, acreditando estar apenas “dizendo a verdade”, “ensinando uma lição” ou “fazendo o bem”. No entanto, a essência da crueldade reside justamente nesse descompasso: a capacidade de causar dor ou desprezo com plena consciência do ato, mas com total negligência sobre sua consequência no outro. É a violência que nega a humanidade alheia. O cruel, com frequência, é um ferido que não elaborou sua própria dor. Transforma seu sofrimento em lâmina e projeta no mundo a ferocidade que carrega consigo. A diferença vital é que, enquanto alguns transformam a dor em empatia, outros a convertem em arma. A crueldade, portanto, é muitas vezes o sintoma de uma alma que não se reconciliou com sua própria fragilidade. Mudanças no Alvo Preferencial 4. Mudanças no alvo preferencial A sociedade, por vezes, normaliza e até romantiza formas sutis de crueldade: o cancelamento público, a exposição do fraco ao ridículo, a competitividade que esmaga a solidariedade. Chamamos isso de “meritocracia”, “justiça” ou “liberdade de expressão”, sem perceber que estamos institucionalizando o sofrimento como mecanismo de regulação social. O alvo preferencial da crueldade raramente é o forte, o estabelecido, o bem sucedido, o protegido. Ela se direciona com precisão covarde ao que é percebido como frágil, diferente, vulnerável ou incompreendido. É uma violência que busca não enfrentar, mas esmagar; não debater, mas calar. … O Mal Com Outro Mal 5. O mal com outro mal A resistência à crueldade não se dá pela replicação de sua lógica. Não se combate o mal com outro mal, mas com a recusa firme de participar de seu jogo. É a fronteira ética que diz: “até aqui”. É a coragem de proteger, de acolher, de não compactuar — mesmo quando a pressão do grupo incentiva o oposto. Curioso notar que a mesma pessoa capaz de gestos de profunda crueldade pode ser, em outros contextos, terna e dedicada. Isso revela que a crueldade não é uma essência, mas uma escolha — consciente ou não — de desconexão. É o momento em que se desliga a empatia e se permite tratar o outro não como um “eu” semelhante, mas como um objeto ou obstáculo. A Antítese da Crueldade 6. A antítese da crueldade A antítese da crueldade não é apenas a bondade ocasional, mas a compostura humana cultivada. É a decisão diária de ver o outro em sua complexidade, de lembrar que por trás de cada rosto há uma batalha invisível, de ponderar o peso das palavras antes de lançá-las ao ar. É reconhecer que nossa humanidade se mede, precisamente, pelo tratamento que dispensamos aos que nada podem nos dar em troca. Viver em um mundo onde a crueldade se banaliza é um convite perene à vigilância ética — não para julgar os outros

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