Grupo de Estudos Apométrico Alvorecer

IMPLANTES MEDIÚNICOS

Assim como o Dr. Lacerda relata em seus livros sobre os conhecidos “aparelhos”, em vez de buscar entender o funcionamento complexo de muitos deles, focamos em como eles são realmente conectados à nossa estrutura espiritual. Queríamos saber se somos nós que permitimos essa conexão e como os obsessores se aproximam para conectar tais aparelhos.

Partimos do seguinte raciocínio:

  1. Os obsessores precisam atingir o nível de consciência desejado.
  2. A implantação do aparelho é realizada, de acordo com as intenções do obsessor.
  3. O aparelho começa a atuar na vítima.
Inicialmente, buscamos compreender como os obsessores capturam o nível de consciência, ou mais de um. Geralmente, eles atuam em grupos de magos negros que, conhecendo o poder da manipulação de energia, constroem “peias” magnéticas. Estas funcionam como “gaiolas” onde a vítima, sem perceber, é atraída. Como os níveis de consciência vibram em diversas frequências, isso de certa forma contribui para que se tornem presas fáceis para os obsessores. Seria como um trem que, andando em seu trilho, não consegue desviar de outro trem vindo em sua direção, resultando em um choque frontal inevitável.
A frequência vibratória pode ser comparada ao caminho dos trens. Quando atuamos em uma determinada faixa vibracional, de certa maneira, é possível que sejamos “rastreados” e até aprisionados por espíritos que conhecem estas “leis naturais” baseadas no magnetismo. Cada um de nós vibra em uma frequência diferente, o que nos torna únicos no universo. É com base nisso que os obsessores concretizam seus objetivos. Normalmente, quando escolhem o alvo, existe um plano predeterminado que varia de acordo com as intenções dos obsessores. Dentre as milhares de possibilidades de prejudicar alguém, as duas mais comuns são o desequilíbrio mental e o desequilíbrio físico.
O desequilíbrio mental pode ser provocado de inúmeras maneiras, com diversos resultados. O principal é que o indivíduo obsedado começa a ter perturbações mentais, caindo em pouco tempo em uma profunda depressão ou outros distúrbios psíquicos. Em casos mais graves, há tendência ao suicídio. Para isso, os obsessores, com muito conhecimento e aliados a terríveis instituições umbralinas, conseguem implantar em suas vítimas aparelhos praticamente imperceptíveis e minúsculos, como um vírus orgânico. Apesar de pequenos, estes aparelhos são extremamente potentes e, quanto mais a vítima recai, mais potência eles adquirem, pois para seu funcionamento é preciso energia deletéria, que se torna abundante em casos de desequilíbrio.
Visando distúrbios psíquicos ou intelectuais, estes obsessores conectam aparelhos nos níveis Mental Superior e Inferior ou, de acordo com o sintoma “desejado”, em apenas um destes dois níveis. No desequilíbrio emocional ou físico, são conectados aparelhos geralmente menos sofisticados, como o já conhecido “aparelho de rosca contrária”, comum em casos de queixas de “dor”. Nestes casos, as vítimas são atacadas em seus aparelhos vitais, como o respiratório, digestivo, circulatório e, comumente, no locomotor, de modo a impedir a vítima de caminhar. O nível mais visado é o Duplo-etérico, justamente por não conseguir se afastar muito do corpo físico.
A próxima etapa é o envolvimento deste nível em faixas vibratórias de energias extremamente pesadas e prejudiciais (peias magnéticas que se parecem com redes de pesca metalizadas), levando a pessoa à morte em casos mais graves, pois o Duplo-etérico é um nível de funções “vitais”, sede dos chakras, principais agentes de captação de energia para a revitalização do encarnado.
Para os distúrbios mais próximos ao físico, os níveis mais visados são o Astral, onde atingem os centros emocionais, e o Duplo-etérico, os centros de ordem física. A terceira e mais assustadora etapa é quando o aparelho é acionado, geralmente pela própria vítima, através de uma pequena irritação, por exemplo. Alguns destes aparelhos assemelham-se a um pequeno dispositivo eletrônico, denominado “capacitor”, que funciona como um acumulador de energia que tem um limite. Atingido esse limite, a energia é liberada de uma vez, de forma violenta. De acordo com a sensibilidade de cada um, os problemas começam a aparecer com maior ou menor intensidade. Em muitos casos atendidos, vários pacientes já estavam com o organismo comprometido e, mesmo retirando o aparelho que lhes causara tanto prejuízo, o mal já se encontrava enraizado, custando a vida física pouco tempo depois.
O mal já se encontra enraizado

Relatos de casos:

1-Corpo Curvado

Em uma cidade do interior, um médium esforçado foi convidado para ser atendido. Suas dores eram visíveis, ele se arrastava mais do que caminhava, seu corpo curvado forçava seus braços a quase se arrastarem até o chão, suas pernas mal sustentavam o peso do próprio corpo e ele só conseguia subir a escadaria com a ajuda dos companheiros. Aberta sua frequência, apresentou-se um mago negro ligado por um cordão àquele médium. Estranhamos, mas resolvemos desbloquear e limpar o cordão da nuca. O mago contorceu-se em dores imediatamente, pois as dores do corpo físico do médium passaram a contaminá-lo. Obtivemos a seguinte explicação: Em outra vida, aquele médium viveu como mago negro, desencarnou e, após várias encarnações, recebeu a oportunidade de ajustar-se, reencarnando e encontrando a Doutrina Espírita. O problema foi que o passado de magia negra ainda vibrava e não se conformava com a conversão para um trabalho contrário. Como vingança, aquele subnível rebelado bloqueou o cordão da nuca, de forma que a energia fluía do mago negro para o corpo físico, mas não do corpo físico para ele. Ele aplicou aparelhos nas juntas do Duplo-etérico do médium – mãos, cotovelos, joelhos, coluna vertebral, cabeça, enfim, em todo o corpo. Quanto mais dor o médium sentia, mais energia se acumulava para descargas cada vez maiores e mais dolorosas. Para a vidência, os aparelhos apresentam-se como pequenas peças com brilho metálico ou escuras, mas não descartamos que possam ser de outras cores ou transparentes. Pode-se projetar um branco leitoso, que é uma cor contrastante e permite que os aparelhos sejam detectados.
A magia negra ainda vibrava em seu coração
O mago entendeu que fazia aquilo a ele mesmo e retirou todos os aparelhos. Após o atendimento, o médium saiu caminhando sozinho e com o corpo mais ereto, demonstrando melhora imediata. Em atendimento posterior, esse mesmo subnível aplicou em sua mãe biológica, uma antiga desafeta, uma densa carga de aparelhos também. Várias lições podem ser aprendidas desse caso. Esse mesmo médium, depois de algum tempo, pediu que fosse harmonizado seu ambiente de trabalho, pois era pequeno comerciante e sentia que seus fregueses estavam deixando de frequentar seu “boteco”. Claro, à medida que ele se harmonizava, seu bar deixava de ser um ambiente adequado para os acompanhantes espirituais que gostavam de parasitar os efluentes do álcool de seus fregueses. O médium ficou em uma situação difícil ao ter de escolher entre continuar vendendo pinga e continuar naquela frequência ou mudar de caminho, trocando inclusive o tipo de comércio em que atuava. Resta saber até onde vai o nosso comprometimento com a Reforma Íntima, sabendo dos caminhos e comprometimentos que adquirimos ao longo de nossas vidas. Ter um pequeno “boteco”, reunindo “pinguços” há vários anos, ganhando pouco para sobreviver e ter como opção deixar esse comércio, arriscando uma nova opção perante as incertezas da economia do país, significaria trocar o certo pelo duvidoso? Devemos examinar essa questão sob duas óticas, a espiritual e a material. Espiritualmente, deve-se trocar de ramo sem vacilar.
E materialmente, será que teríamos coragem?

2-No vício das drogas

Em um atendimento mais recente, conversamos com um mago. O atendido está tentando livrar-se do vício das drogas. No Plano Espiritual, o drogado invoca o mago e se submete a esse tipo de ligação. Não é o mago que se aproxima aproveitando a oportunidade, mas sim o drogado que o chama e se escraviza. Geralmente tem sido assim: aquele que se diz vítima faz a invocação no Astral daqueles que o escravizam. O mago havia colocado aparelhos nos chakras, cordões e meridianos energéticos, aprisionando o duplo etérico em uma redoma transparente, com aparência de um casulo. Esse duplo etérico apresentou-se muito desenergizado e escuro. O objetivo da aparelhagem era interceptar as energias do assistido, canalizando-as para sua base. Os cordões necessitaram de religação, pois estavam embaraçados e alguns desconectados dos corpos espirituais e ligados a aparelhos. O mago não queria libertá-lo, mas como o próprio encarnado havia manifestado a vontade de libertar-se do vício, a libertação se tornou possível. O assistido ainda tem muito a trabalhar para livrar-se da dependência química e caberá a ele, unicamente a ele, a responsabilidade de desligar-se definitivamente das energias espirituais de baixa vibração.
É impressionante, mas facilita o diagnóstico e a solução

3-Encolhendo

Atendemos uma jovem que já estava se tratando com os médicos há uns dois anos. O problema dela era muito estranho, pois seu braço e sua perna esquerda estavam “encolhendo”. Ela já havia passado por umas três cirurgias e passaria por mais uma na semana em que foi atendida por nós, porque os médicos deduziam que um simples pedacinho de “osso” localizado no ombro e na região da “bacia” seriam os causadores do problema. Sentia dores extremamente agudas durante o tempo todo e nem os remédios faziam mais efeito, e foi então que ela nos procurou para o atendimento. Aberta sua frequência vibratória, apareceram os causadores do estrago em seu físico. Eram magos negros ligados a instituições “entranhadas” nas profundezas do Umbral, e vieram ter conosco, perguntando o porquê de estarmos interferindo em seus planos, uma vez que a moça fora ligada àquela turma. Fizemos o encaminhamento devido daqueles magos e seguramos o criador da engenhoca que provocava tantas dores na moça. Eles criaram um artefato simples, que se resumia em dois pequenos “tornos”, daqueles que as oficinas mecânicas utilizam para prender as peças em conserto. A cada dia eles apertavam mais e, com o passar de aproximadamente cinco anos (tempo que ela deduzia estar com este problema), seus membros começaram a encolher de maneira estranha. Retiramos os tornos e reconstituímos as regiões visadas. Depois, dentro das orientações, lembro-me de ter perguntado se ela sabia que era médium. Sua resposta foi positiva. Não só sabia que possuía mediunidade como também recusara-se a desenvolvê-la, por alegar não ter tempo para isso. Comodismo puro, na minha opinião. Afinal, tantos outros deixam suas famílias em casa, sacrificam outros compromissos para vir ao centro espírita e mesmo assim sempre arrumam um tempinho para si próprios! No estágio em que se encontrava o problema, ela teve que se submeter a outra cirurgia, mas não foi preciso remover nenhum pedaço ósseo dela. Muito impressionante foi o relato dos médicos: É que os músculos e nervos menores estavam “enrolados” e estrangulando (muito estranho) pequenos pontos da sua estrutura óssea! Atualmente sabemos que ela ainda não buscou o desenvolvimento mediúnico e esperamos que ela não tenha que passar por outras experiências dolorosas como esta!” Neste caso, o Duplo-etérico estava muito comprometido nas regiões visadas.
Foi o máximo que pudemos fazer por ela

Conclusão

Temos estudado muito a fisiologia do DE e percebemos que, mesmo que ele não tenha tanto poder de locomoção ou raciocínio que os outros níveis, ele possui milhares de pequenos “disjuntores” e “capacitores” que convertem a energia “bruta” emitida pelos níveis superiores e/ou captadas pelos chakras. É alvo fácil para os mais “espertos”! Percebemos, ao estudar o perfil dos magos-negros e técnicos das trevas, que eles sabem mexer com isso, e muito bem, diga-se de passagem! Nós é que estamos aprendendo a lidar com o agregado espiritual. Percebemos que basta um simples desajuste em um determinado local do DE para as coisas se complicarem. É claro que esta atuação depende de uma porção de fatores, como a invigilância, a negligência para com o desenvolvimento mediúnico e outras coisinhas inferiores.
Livros Indicados
O livro traz um aprofundado estudo sobre o uso de energias mentopsíquicas, associadas ao mediunismo, de maneira a constituir-se numa valiosa terapia coadjuvante ao tratamento de enfermidades e processos obsessivos...
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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

Quem foi o espírito André Luiz? No espiritismo, André Luiz é o pseudônimo de um dos espíritos mais importantes e atuantes, célebre por ditar uma série de livros psicografados por Chico Xavier e Waldo Vieira. Na sua última encarnação na Terra, ele teria sido um médico sanitarista de sucesso que viveu e trabalhou no Rio de Janeiro no início do século XX. 01 – André Luiz é o pseudônimo Quem ele foi em vida e o anonimato Em suas obras, o espírito optou por ocultar sua real identidade civil e adotar o nome “André Luiz” (que era o nome de um dos irmãos de Chico Xavier). Essa escolha serviu para poupar seus parentes ainda vivos e evitar disputas jurídicas de direitos autorais. Embora o espiritismo defenda o anonimato de sua identidade real, muitos pesquisadores e leitores frequentemente associam sua trajetória terrena a grandes nomes da medicina brasileira, como os médicos Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, devido ao profundo conhecimento científico e biológico presente em seus textos. Talvez que o trabalho de André Luiz não encontre uma compreensão generalizada no momento, mas podem acreditar que para a educação espiritual do indivíduo encarnado esse esforço apresenta ilações muito graves pela exatidão dos conceitos a que chegou o mensageiro, aproveitando todas as possibilidades de simplificação ao seu alcance. Vivemos uma época de grandes revelações interiores. “Carlos Chagas” 26/01/44 🎯 A jornada espiritual e o livro “Nosso Lar” 🎯 Missão A história do próprio André Luiz serve como um grande estudo de caso sobre a vida após a morte. ✨ O Umbral Após o seu desencarne (morte física), ele passou cerca de oito anos em uma região de sofrimento espiritual conhecida como “Umbral”. Ele relata ter ido para lá por ter sido um “suicida inconsciente”, em consequência de uma vida de excessos e desregramentos que prejudicaram sua saúde. 🎯 O Resgate Após clamar por socorro com real humildade, foi resgatado por benfeitores espirituais. 🎯 Nosso Lar Ele foi levado para uma cidade espiritual chamada Nosso Lar. Ali, deixou o orgulho de médico de lado, aceitou a condição de humilde aprendiz e passou a trabalhar e estudar a ciência do plano espiritual. 02 – Nosso Lar: a Brasília do além Bosques, rios, jardins, fontes luminosas, conjuntos habitacionais e enormes torres onde funcionam Ministérios. Poderíamos estar falando de Brasília. Mas essa também é a descrição de Nosso Lar, uma cidade no além descrita por Chico em 1944 (16 anos antes da inauguração de Brasília). Localizada no Plano Astral, ou seja, em um plano espiritual, que abrigaria mais de 1 milhão de desencarnados – homens, mulheres, jovens e velhos que estão lá para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. Apesar de serem espíritos e estarem todos vestidos em trajes brancos, os habitantes da colônia tinham uma vida muito parecida com a dos mortais. Até 1944, ninguém havia contado com tanta riqueza de detalhes como seria a suposta vida após a morte. Segundo Chico, o relato virou livro graças a um espírito que nunca teria revelado sua verdadeira identidade e que assinava as obras com o pseudônimo de André Luiz. O livro Nosso Lar, escrito por Chico Xavier enquanto estaria encarnado por ele, falava de um plano espiritual tão realista quanto futurista: o livro descreve aparelhos comunicadores pessoais parecidos com nossos celulares, um “aerobus” (meio de transporte aéreo muito veloz) e telas planas semelhantes às TVs de plasma. Uma muralha com baterias magnéticas protegia Nosso Lar. A cidade tinha o formato de uma estrela de seis pontas e teria sido fundada por portugueses que desencarnaram no Brasil no século 16. 03 – André Luiz: o misterioso autor do mundo espiritual Foi com Nosso Lar que o mais conhecido médium brasileiro deu início à série A Vida no Mundo Espiritual. Assinados por André Luiz, os 13 livros escritos ao longo de 25 anos contam histórias sobre o além. As obras mostraram na prática, por meio de personagens, o funcionamento dos ensinamentos de Allan Kardec e do espiritismo, como a lei de causa e efeito, que diz que tudo o que fizermos em uma encarnação será igualmente imposto a nós em outras vidas. O espírito de André Luiz teria se apresentado para Chico Xavier dizendo que escreveria alguns livros com ele. O médium aceitou e pediu o nome que seria assinado nas obras. Havia um rapaz dormindo na cama ao lado naquele momento. 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AS LEIS NATURAIS

As Leis Naturais (Lei de Deus) A lei natural é a Lei de Deus, eterna e imutável, única verdadeira para a felicidade humana. Ela abrange tanto as leis físicas (regendo a matéria) quanto as leis morais (regendo a alma e as relações humanas), sendo apropriadas a cada mundo e ao progresso dos seres que os habitam. 1 . As Leis Naturais (Lei de Deus) O conhecimento da lei natural está escrito na consciência de todos, mas poucos a compreendem plenamente. Deus proporcionou revelações através de Espíritos superiores encarnados, sendo Jesus o modelo mais perfeito já oferecido à humanidade. A missão atual dos Espíritos é tornar a verdade clara e acessível a todos, preparando o reino do bem anunciado por Jesus. Para distinguir o bem do mal, basta aplicar a regra de ouro: “fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem”. O bem é tudo que está conforme a Lei de Deus; o mal, o que lhe é contrário. A responsabilidade é proporcional ao conhecimento que cada um possui — o instruído é mais culpado que o ignorante. A prática do bem não se limita à caridade material, mas consiste em ser útil ao próximo sempre que possível. O mérito está na dificuldade em praticá-lo. A lei natural pode ser dividida em dez partes: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, justiça, amor e caridade — esta última, a mais importante, resume todas as outras e conduz o homem à vida espiritual superior. 01. Lei de adoração 🎯 Objetivo da adoração • Objetivo da adoração • Adoração exterior • Vida contemplativa • A prece • Politeísmo • Sacrifícios Em que consiste a adoração? Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma. Sentimento Inato: A adoração é natural em todos os povos e nasce da consciência da fraqueza humana diante da Divindade. Elevação da Alma: Adorar é elevar o pensamento a Deus, aproximando a alma do Criador. Adoração do Coração: A verdadeira adoração ocorre na intenção sincera e na prática do bem, e não em cerimônias exteriores sem renovação moral. ✨ Ação, Prece e Prática Vida Ativa: A vida puramente contemplativa é inútil. Não fazer o mal não basta; Deus exige a prática ativa do bem e o cumprimento dos deveres na Terra. Essência da Prece: Orar é pensar em Deus, louvar, pedir e agradecer. Vale a fé e a sinceridade do coração, e não a extensão das palavras ditas pelos lábios. Intercessão: A prece sincera atrai os bons Espíritos, dá forças nas provações e alivia o sofrimento dos encarnados e desencarnados. 🎯 Origem e Ilusões Politeísmo: Na ignorância primitiva, o homem divinizou fenômenos e Espíritos, atribuindo-lhes aspectos materiais. Sacrifícios: Nasceram da falsa crença de agradar a Deus destruindo criaturas. Deus jamais exigiu sacrifícios de homens ou animais. 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A obrigação de ser útil aplica-se a todos. Mesmo quem possui meios materiais suficientes permanece submetido ao dever de contribuir para o bem comum e para o progresso da sociedade. A inutilidade voluntária e a ociosidade contrariam essa lei natural. De forma complementar, o repouso surge como necessidade para a recomposição das forças físicas e libertação do Espírito. O limite do trabalho é a própria capacidade do indivíduo: impor excessos a terceiros constitui transgressão moral. Por fim, para os impossibilitados de trabalhar, como os idosos, vigora a lei de caridade, cabendo à família e à sociedade o amparo necessário. O equilíbrio social definitivo depende, sobretudo, da educação moral e da formação do caráter. 3. A Lei de Reprodução: Progresso, União e Equilíbrio Moral A reprodução é uma Lei da Natureza indispensável para a manutenção do mundo corporal e para o progresso contínuo dos Espíritos. Através da sucessão de gerações, as raças se aperfeiçoam moral e intelectualmente, demonstrando que a evolução transforma não apenas os corpos, mas principalmente o pensamento e a capacidade de dominar as forças da natureza. O ser humano atua como agente de equilíbrio no planeta, podendo regular a reprodução com discernimento e responsabilidade, sem abusos motivados unicamente pelo materialismo ou pela sensualidade. A instituição do casamento representa um marco evolutivo na sociedade humana, estabelecendo laços de afeição sólida, respeito e solidariedade. Já a monogamia atende à harmonia natural da igualdade numérica entre os sexos, superando formas primitivas como a poligamia. Por fim, o celibato só possui valor moral quando fundamentado na renúncia sincera e no sacrifício pessoal em benefício do bem comum e da Humanidade, caindo em desuso espiritual quando praticado por mero egoísmo. 4. 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A ORIGEM DOS ESPÍRITOS

A Origem dos Espíritos! Ensina a Doutrina Espírita que o Espírito é o princípio inteligente do Universo, sendo a inteligência o seu atributo essencial. Esse princípio inteligente tem sua origem no elemento inteligente universal e passa por um minucioso processo de elaboração e individualização até transformar-se no ser denominado Espírito. 1 . A Trajetória da Mônada: Da Origem ao Ser Consciente A origem do espírito é um mistério guardado por Deus, sendo definido na Doutrina Espírita como a individualização do princípio inteligente do Universo. Os pontos centrais dessa criação envolvem a centelha divina, a evolução e o desconhecimento do momento exato Assim, a palavra Espírito é empregada tanto para designar o princípio inteligente do Universo em termos gerais, quanto para designar esse mesmo princípio após a sua efetiva individualização. O Espírito é criado por Deus. Não é, porém, uma emanação ou uma porção da Divindade, mas sim sua obra — exatamente como uma máquina é obra do homem que a fabrica. A máquina é o produto do trabalho humano, não o próprio homem. Deus cria o Espírito pela Sua vontade, como faz em relação a tudo no Universo. E, como a Criação Divina jamais cessa, a formação de novos Espíritos é permanente. 2. O Princípio Inteligente 🎯 A individualização O Espírito representa a individualização do princípio inteligente, da mesma forma que o corpo físico é a individualização do princípio material. Essa individualização efetua-se ao longo de uma série de existências preliminares, nas quais o princípio inteligente cumpre a primeira fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida. Trata-se do seu período de incubação. ✨ Características Um trabalho preparatório, semelhante ao da germinação —, por efeito do qual o princípio inteligente sofre gradativas transformações. Ao atingir o estágio adequado, entra no período da humanização, momento em que passa a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e responsabilidade por seus atos. 🎯 Simples e Ignorantes Assim os espíritos são criados por Deus, tendo um princípio de existência, mas não sendo eternos no sentido de sem começo (diferem de Deus, que sempre existiu). Princípio inteligente: Nascem de uma essência ou princípio inteligente universal que se individualiza ao longo do tempo. Simples e ignorantes: Segundo a codificação de Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, os espíritos são criados simples e ignorantes, sem conhecimento prévio, mas com igual capacidade de evoluir. 3. A Jornada Evolutiva nas Formas Inferiores A propósito dessa elaboração, ensinam os Espíritos Superiores que os elementos orgânicos formadores dos germes que propiciaram a união do princípio inteligente à matéria achavam-se no estado fluídico no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da formação da Terra para começarem nova existência no novo globo. Criado o planeta, esses germes aguardaram as condições propícias para se desenvolverem. O princípio inteligente individualiza-se lentamente por meio de um longo processo de elaboração nas formas inferiores da Natureza até atingir a fase humana. Através de mil modelos inferiores nos labirintos de uma escalada ininterrupta, sob a pressão dos instintos e a força de imperativos biológicos, a mônada vai tendendo para a luz, para a consciência esclarecida e para a liberdade. Esses inúmeros avatares em milhares de organismos desempenham um papel crucial: dotar o princípio inteligente de todas as faculdades que lhe servirão mais tarde. O objetivo é desenvolver o envoltório fluídico, conferindo-lhe a plasticidade necessária e fixando nele as leis cada vez mais complexas que regem as formas vivas. Cria-se, assim, um potencial mediante o qual o futuro Espírito possa, mais tarde, manipular a matéria de modo automático e focar seu progresso superior. Não foi o acaso que gerou as espécies animais e vegetais. Na sucessão das formas, a espécie consequente possui sempre algo a mais do que a antecedente. Tudo no Universo está submetido à lei do progresso. Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem ela acorda, reconhece-se, possui-se e torna-se consciente. 4. Do Protoplasma à Razão: A Síntese Evolutiva A união do princípio inteligente à matéria e o seu percurso pelos reinos da Natureza são sintetizados pelo Espírito André Luiz na obra Evolução em Dois Mundos: “Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações. Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores […], as mônadas celestes (princípio inteligente) exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma […]. Das cristalizações atômicas e dos minerais, do vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas […], o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozoica, esboçando a estrutura esquelética. Avançando pelos equinodermos e crustáceos […], caminhou na direção dos ganoides e teleósteos […] até entrar na classe dos primeiros mamíferos […]. Viajando sempre, adquire […] os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência […] e, alcançando os pitecantropoides da era quaternária […], a mônada atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.” 5. O Período de Humanização e a Ação no Invólucro Fluídico Compreende-se, assim, que o princípio divino aportou na Terra emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo do seu destino — tal como a semente encerra em si a árvore futura. Por envolver constantes modificações nos planos físico e extrafísico simultaneamente, muitos elos da evolução escapam às pesquisas dos naturalistas humanos, pois representam estágios da consciência fragmentária ocorridos fora do campo carnal. À medida que se individualiza e se torna Espírito, o ser não apenas utiliza a matéria, mas aperfeiçoa continuamente seu envoltório fluídico (o perispírito). Allan Kardec aborda essa dinâmica em A Gênese: “O corpo é, pois, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar […]. Para ser mais exato, é preciso

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JOANA DARC: A DONZELA DE ORLÉANS

Joana Darc: A Donzela de Orléans! Joana D’Arc foi filha de pobres lavradores. Aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Era analfabeta, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar ao local. Finalmente, um dia, Joana tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder. 1 . A Origem e a Missão de Joana D’Arc Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. Duas mensageiras espirituais a acompanhavam (Catarina e Margarida), “santas” conforme a Igreja que ela frequentava. Aos 17 anos de idade, Joana, doce e amável, parte para sua missão acompanhada de seu tio Durand Laxart e se apresenta ao comandante, falando da sua missão em nome das vozes que a conduziam, daí em diante surgem grandes obstáculos em sua vida até a libertação da França, quando a virgem de Lorena contava apenas 19 anos. O Fogo da Inquisição e o Silêncio da História 🎯 A Missão Logo após o final da guerra Joana é presa pelas forças inglesas e supliciada até a morte na fogueira, condenada como bruxa, feiticeira e herege pela Santa Inquisição. Finalmente, a 30 de maio de 1431, a maior heroína da França é queimada em praça pública. ✨ A Condenação No dia de sua morte, não havia, pois, somente inimigos que a declaravam apóstata, idólatra, impudica, ou amigos fiéis que a veneravam como uma santa. Havia também ingratos que a esqueciam, sem falar dos indiferentes, que não se preocupavam com ela, e gente esperta que se gabava de jamais ter acreditado em sua missão, ou de nela ter pouco acreditado. 🎯 O Trágico Fim Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. 2. O Legado Espiritual de Joana D’Arc Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. Seu ar angelical reflete: ingenuidade e sabedoria, humildade e altivez, ardor viril, angelitude e pureza e, acima de tudo, infinita bondade. Todas as virtudes a adornavam. Ela foi um rastro de luz a iluminar a terrível noite da Idade Média. Quatro séculos mais tarde, em Paris, O Espírito Joana D’Arc dirigiu e mediunidade da jovem Ermance Dufaux que ainda contava com seus 14 anos de idade quando psicografou a obra “História de Joana D’Arc, ditada por ela própria”. Destaque-se que das 300 obras queimadas em praça pública no Auto de fé de Barcelona, constava alguns volumes dessa obra psicografada por Ermance. 3. A Lição de Humildade e Mediunidade de Joana D’Arc No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D’Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato. Recomenda-lhes, ainda, que confiem em seu anjo guardião e que lutem contra o escolho da mediunidade que é o orgulho. Conselhos que ela, em sua vida terrena , na qualidade de médium, muito bem seguira. “O Papa Calixto III, em 1456, por uma comissão eclesiástica, fez pronunciar a reabilitação de Joana e foi declarado, por uma sentença solene, que Joana morreu mártir para a defesa de sua religião, de sua pátria e de seu rei. O Papa quis mesmo canonizá-la, mas sua coragem não foi tão longe. A Igreja, arrependida do grave erro cometido pela Inquisição, buscou reabilitá-la e a beatificou em 24 de abril de 1909, na Catedral de São Pedro, no Vaticano, em Roma, com enorme pompa, sob a direção do papa Pio X, diante de mais de 30.000 pessoas presentes. Em 1920 foi canonizada, recebendo o título de “santa”. 04. Joana D’Arc e o Espiritismo Joana d’Arc não é um problema nem um mistério para os espíritas. É um modelo eminente de quase todas as faculdades mediúnicas, cujos efeitos, como uma porção de outros fenômenos, se explicam pelos princípios da doutrina, sem que haja necessidade de lhes buscar a causa no sobrenatural. Ela é a brilhante confirmação do Espiritismo, do qual foi um dos mais eminentes precursores, não por seus ensinamentos, mas pelos fatos, tanto quanto por suas virtudes, que nela denotam um Espírito superior. “Não há muitos personagens históricos que tenham estado, mais que Joana d’Arc, expostos à contradição dos contemporâneos e da posterioridade. Não há nenhum, entretanto, cuja vida seja mais simples nem melhor conhecida.” Temos que aprender com esses Espíritos a desenvolver em nosso caráter a disciplina, a seriedade e o planejamento organizado, que são virtudes a serem conquistadas por todos os Espíritos que ainda não as possuem, ao longo das reencarnações. Joana d’Arc (1412-1431) Joana d’Arc (em francês: Jeanne d’Arc, em francês médio: Jehanne Darc, Domrémy-la-Pucelle, ca. 1412 – Ruão, 30 de maio de 1431) foi uma camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana alegava receber visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas

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