MEDO DE QUASE TUDO
Aviões, aranhas, serpentes, mas também telefones, belas mulheres, palhaços e sogras… As fobias mais inusitadas e as terapias que ajudam a superá-las.
Imagine encontrar na rua uma mulher deslumbrante, daquelas que fazem o trânsito parar. Se, em vez de admirar sua beleza, você começa a tremer, suar frio e sentir náuseas, pode ser que sofra de caliginefobia, um medo intenso de mulheres atraentes. E se, por outro lado, o que causa seu pavor são os beijos da sua sogra, você pode ter penterafobia, que é a aversão injustificada à mãe da sua esposa.
A lista das fobias mais curiosas poderia se estender indefinidamente. Existem pessoas que não suportam a visão de joelhos, nem mesmo os seus (genufobia), que tremem — e não apenas de frio — ao ver a neve (quionofobia) ou que têm um medo tão grande das sombras (erebofobia) que optam por viver na escuridão. Outros temem ângulos e cantos de casas e edifícios (gonofobia), um prato de sopa de verduras (lachanofobia) ou até mesmo se aproximar de um computador (ciberfobia). Embora pareçam bizarras, essas condições existem, são sérias e podem afetar qualquer pessoa, limitando suas vidas.
“O medo é democrático”, afirma Giorgio Nardone, psicólogo, psicoterapeuta e diretor do Centro de Terapia Estratégica de Arezzo, na Itália. “Em 20 anos de terapia, atendi cerca de 15 mil pacientes, sendo 52% mulheres e 48% homens. Portanto, não há diferença significativa entre os sexos ou classes sociais. Nem mesmo médicos e psicólogos, que lidam diariamente com pessoas fóbicas, estão imunes a essa síndrome.”
Se você pensava que fobia se resumia a aranhas ou serpentes, é hora de atualizar seus conhecimentos. Alguns pesquisadores se dedicaram a catalogar as fobias mais estranhas. Na internet, existem vários desses catálogos, com mais de mil verbetes. Infelizmente, mais do que oferecer ajuda terapêutica a quem sofre desses distúrbios, esses catálogos muitas vezes atendem à curiosidade de leitores “saudáveis”.
VIDA DIFÍCIL
Diante de uma fobia peculiar, alguns riem, outros fazem piadas, enquanto muitos se irritam. No entanto, na maioria das vezes, não há motivo para riso. As fobias são patologias que podem tornar a vida das pessoas afetadas extremamente difícil. Embora alguns tipos moderados de fobia sejam considerados apenas “tiques”, outros causam grande sofrimento e não são aceitos ou tolerados. É complicado admitir a amigos e conhecidos que se tem medo de objetos e situações que parecem “inócuos”. O medo de ser visto como uma pessoa estranha ou cheia de manias pode ser paralisante.
Contudo, quem sofre de uma dessas condições não enfrenta menos dificuldades do que um claustrofóbico “normal” ou um aracnofóbico (aquele que tem medo de aranhas). Taquicardia, náusea, vertigem, tremores, medo de desmaiar, morrer ou perder o controle, pânico e sensação de aperto no peito são sintomas comuns entre os fóbicos, independentemente de seus medos específicos. A tentativa de evitar a todo custo os objetos e situações que temem é uma constante. Além disso, muitos fóbicos relutam em procurar ajuda especializada, especialmente aqueles que enfrentam distúrbios mais incomuns, escondendo seus temores por longos períodos. Isso faz com que essas patologias muitas vezes escapem das estatísticas médicas.
Os especialistas divergem sobre as origens das fobias. Alguns acreditam que a genética desempenha um papel significativo. O cientista espanhol Xavier Estivill, ao examinar o DNA de pessoas com ataques de pânico, fobias e outros distúrbios de ansiedade, notou que 97% delas apresentavam uma duplicação do material genético no cromossomo 15. Para Estivill, isso sugere que os genes podem estar de alguma forma envolvidos na origem desses medos.
Independentemente da origem, o medo é um fardo que carregamos desde sempre. Nossos antepassados provavelmente sofriam de ceraunofobia (medo de relâmpagos). Esse instinto primitivo — quase um sistema de alarme que alerta os sentidos e prepara o corpo para reagir — ensinou os antigos a se protegerem. “O medo é a melhor arma de sobrevivência que temos”, afirma Nardone. “O problema surge quando essa reatividade ultrapassa um certo limite, bloqueando-nos.”
MEDOS ANCESTRAIS
Não é surpresa, portanto, que entre os estímulos fóbicos mais comuns estejam o sangue, a altura e os animais (medos que também afetavam nossos antepassados). Entre os animais mais temidos estão as serpentes. Embora hoje seja muito mais fácil morrer em um acidente de carro do que por uma picada de cobra, tudo indica que nossa memória evolutiva ainda guarda traços dos perigos que ameaçavam nossos ancestrais. Muitas vezes, por trás desses medos específicos, esconde-se um desconforto pessoal mais profundo. Então, por que não tentar resolvê-lo? Existem diversas abordagens terapêuticas.
A psicoterapia cognitivo-comportamental, por exemplo, propõe uma “dessensibilização” gradual do estímulo fóbico, levando o paciente a enfrentar o objeto do seu medo. O processo começa com a conscientização da situação temida, e aos poucos a pessoa se aproxima dela até conseguir vivenciá-la completamente, mas sem entrar em pânico. Outra abordagem é a terapia breve estratégica de Giorgio Nardone, que combate as fobias por meio de “rituais para afastar o medo”, prescritos ao paciente com uma linguagem hipnótica. Por exemplo, Nardone sugeriu a um jovem que temia bater o rosto nos espelhos que usasse um capacete de motocross como proteção.
Absorvido pela tarefa de manter a cabeça protegida, o garoto, quase sem perceber, retomou hábitos que havia abandonado por causa do distúrbio. Em pouco tempo, ele superou o medo de espelhos e abandonou o capacete. Nesse caso, a fobia foi superada ao mudar o foco da atenção da tentativa de controlar o medo para a execução de uma tarefa que exigia concentração. Já o tratamento psiquiátrico, para certos tipos de fobias sociais (distúrbios que fazem o paciente se isolar, evitando o contato social), pode incluir o uso de antidepressivos como a paroxetina. Esses medicamentos reduzem os sintomas externos, mas não abordam as causas subjacentes do problema e podem levar à dependência.
DEZ FOBIAS SURPREENDENTES
Decidofobia — Medo de tomar decisões. O filósofo Walter Kaufmann foi o primeiro a mencioná-la, em 1973. Segundo ele, os decidófobos sempre delegam suas decisões a uma autoridade externa, como pais, partidos políticos ou instituições religiosas.
Nomofobia (derivada do termo inglês “no mobile”) — Medo de ficar desconectado da rede de celulares. Um estudo britânico revelou que cerca de 58% dos homens e 48% das mulheres sofrem dessa fobia.
Filofobia — Medo de se apaixonar e amar. Os psicólogos interpretam essa fobia como um mecanismo de defesa: não amar para evitar a dor.
Anuptafobia — Medo de permanecer solteiro. Um estudo canadense indica que essa fobia está frequentemente associada a renúncias amorosas, levando as pessoas a aceitarem parceiros menos atraentes e a manterem relações insatisfatórias.
Deipnofobia — Medo de conversas durante as refeições, um tipo de fobia social.
Bolsenofobia — Medo injustificado de comunistas. Essa fobia foi particularmente comum entre o final da década de 1940 e meados da década de 1950, especialmente nos Estados Unidos, durante o macartismo.
Barofobia — Medo da força da gravidade, com o temor de ser esmagado. Geralmente se manifesta ao usar um elevador.
Eufobia — Medo de receber boas notícias. O prefixo grego “eu” significa bom.
Siderodromofobia — Medo de viajar de trem. Pode causar ataques de pânico e sintomas de ansiedade semelhantes aos da claustrofobia. O psicólogo Sigmund Freud sofria dessa fobia.
Consecotaleofobia — Medo de hashis, os palitinhos orientais usados como talheres. Essa fobia é mais comum no Extremo Oriente.
Fonte: https://revistaplaneta.com.br/medo-de-tudo/
Imagens Créditos: Fonte: https://jungplatform.com/wp-content/uploads/2020/06/jp_artwork_shadow_encounters_course_product_image-1-600x338.jpg
Observação:
As informações aqui apresentadas têm caráter informativo APENAS, e não substituem a orientação de um profissional da área MÉDICA.
Este é um livro de referência que ajuda a compreender por que os mecanismos de nossos medos podem desregular-se, e como, nesse caso, nosso cérebro emocional assume o poder. ...
por Christophe André (Autor)
João Batista Kreuch (Tradutor)
O medo é uma força misteriosa e potente. Quando desmedido, pode nos levar a comportamentos extremos, como ataques de pânico e fobias paralisantes. Não raras vezes, essas crises são acompanhadas...
por Tito Paes de Barros (Autor),
A única coisa que devemos temer é o próprio medo!”, dizia Franklin D. Roosevelt, numa frase atemporal cuja inspiração veio de um de seus conselheiros, Napoleon Hill. Os princípios que Hill compilou no clássico...
por Napoleon Hill (Autor)
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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ
Quem foi o espírito André Luiz? No espiritismo, André Luiz é o pseudônimo de um dos espíritos mais importantes e atuantes, célebre por ditar uma série de livros psicografados por Chico Xavier e Waldo Vieira. Na sua última encarnação na Terra, ele teria sido um médico sanitarista de sucesso que viveu e trabalhou no Rio de Janeiro no início do século XX. 01 – André Luiz é o pseudônimo Quem ele foi em vida e o anonimato Em suas obras, o espírito optou por ocultar sua real identidade civil e adotar o nome “André Luiz” (que era o nome de um dos irmãos de Chico Xavier). Essa escolha serviu para poupar seus parentes ainda vivos e evitar disputas jurídicas de direitos autorais. Embora o espiritismo defenda o anonimato de sua identidade real, muitos pesquisadores e leitores frequentemente associam sua trajetória terrena a grandes nomes da medicina brasileira, como os médicos Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, devido ao profundo conhecimento científico e biológico presente em seus textos. Talvez que o trabalho de André Luiz não encontre uma compreensão generalizada no momento, mas podem acreditar que para a educação espiritual do indivíduo encarnado esse esforço apresenta ilações muito graves pela exatidão dos conceitos a que chegou o mensageiro, aproveitando todas as possibilidades de simplificação ao seu alcance. Vivemos uma época de grandes revelações interiores. “Carlos Chagas” 26/01/44 🎯 A jornada espiritual e o livro “Nosso Lar” 🎯 Missão A história do próprio André Luiz serve como um grande estudo de caso sobre a vida após a morte. ✨ O Umbral Após o seu desencarne (morte física), ele passou cerca de oito anos em uma região de sofrimento espiritual conhecida como “Umbral”. Ele relata ter ido para lá por ter sido um “suicida inconsciente”, em consequência de uma vida de excessos e desregramentos que prejudicaram sua saúde. 🎯 O Resgate Após clamar por socorro com real humildade, foi resgatado por benfeitores espirituais. 🎯 Nosso Lar Ele foi levado para uma cidade espiritual chamada Nosso Lar. Ali, deixou o orgulho de médico de lado, aceitou a condição de humilde aprendiz e passou a trabalhar e estudar a ciência do plano espiritual. 02 – Nosso Lar: a Brasília do além Bosques, rios, jardins, fontes luminosas, conjuntos habitacionais e enormes torres onde funcionam Ministérios. Poderíamos estar falando de Brasília. Mas essa também é a descrição de Nosso Lar, uma cidade no além descrita por Chico em 1944 (16 anos antes da inauguração de Brasília). Localizada no Plano Astral, ou seja, em um plano espiritual, que abrigaria mais de 1 milhão de desencarnados – homens, mulheres, jovens e velhos que estão lá para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. Apesar de serem espíritos e estarem todos vestidos em trajes brancos, os habitantes da colônia tinham uma vida muito parecida com a dos mortais. Até 1944, ninguém havia contado com tanta riqueza de detalhes como seria a suposta vida após a morte. Segundo Chico, o relato virou livro graças a um espírito que nunca teria revelado sua verdadeira identidade e que assinava as obras com o pseudônimo de André Luiz. O livro Nosso Lar, escrito por Chico Xavier enquanto estaria encarnado por ele, falava de um plano espiritual tão realista quanto futurista: o livro descreve aparelhos comunicadores pessoais parecidos com nossos celulares, um “aerobus” (meio de transporte aéreo muito veloz) e telas planas semelhantes às TVs de plasma. Uma muralha com baterias magnéticas protegia Nosso Lar. A cidade tinha o formato de uma estrela de seis pontas e teria sido fundada por portugueses que desencarnaram no Brasil no século 16. 03 – André Luiz: o misterioso autor do mundo espiritual Foi com Nosso Lar que o mais conhecido médium brasileiro deu início à série A Vida no Mundo Espiritual. Assinados por André Luiz, os 13 livros escritos ao longo de 25 anos contam histórias sobre o além. As obras mostraram na prática, por meio de personagens, o funcionamento dos ensinamentos de Allan Kardec e do espiritismo, como a lei de causa e efeito, que diz que tudo o que fizermos em uma encarnação será igualmente imposto a nós em outras vidas. O espírito de André Luiz teria se apresentado para Chico Xavier dizendo que escreveria alguns livros com ele. O médium aceitou e pediu o nome que seria assinado nas obras. Havia um rapaz dormindo na cama ao lado naquele momento. Era André Luiz, o meio-irmão de Chico, e o médium diz que esse foi o pseudônimo que o espírito escolheu para assinar as obras. 04 – A verdadeira identidade de André Luiz Nos livros, Chico deixou uma pista de quem teria sido André Luiz quando vivo. Em Nosso Lar, o médium escreveu que o espírito teria sido um médico sanitarista conhecido no Rio de Janeiro do início do século 20. Ao longo dos anos, a curiosidade foi tão grande que surgiram hipóteses. Um dos nomes especulados é o de Oswaldo Cruz, figura que estudou doenças tropicais, como febre amarela e varíola, e ajudou a combater epidemias no Rio de Janeiro. Entrou para a história do Brasil quando obrigou a população carioca a se vacinar, culminando na Revolta da Vacina, em 1904. A segunda hipótese é Carlos Chagas, famoso cientista brasileiro conhecido internacionalmente pela descoberta da doença de Chagas. O médico era amigo de Oswaldo Cruz e morreu em 1934. Outra possível identidade de André Luiz é o médico carioca Faustino Esposel, mas ele foi mais conhecido por ter sido presidente do Flamengo na década de 1920 do que pelo trabalho na área da saúde. A hipótese de que André seria Carlos Chagas é sustentada, inclusive, por Waldo Vieira, o principal parceiro de psicografia de Chico, que também atribuiu a autoria de livros a André Luiz. Os médiuns alegavam que o espírito conversava com a dupla ao mesmo tempo – o que obrigou os colegas a adotar um sistema de trabalho caótico. Para psicografar Evolução em Dois Mundos, romance clássico do espiritismo que descreve a alma humana em termos médicos, Chico e Waldo estavam em

AS LEIS NATURAIS
As Leis Naturais (Lei de Deus) A lei natural é a Lei de Deus, eterna e imutável, única verdadeira para a felicidade humana. Ela abrange tanto as leis físicas (regendo a matéria) quanto as leis morais (regendo a alma e as relações humanas), sendo apropriadas a cada mundo e ao progresso dos seres que os habitam. 1 . As Leis Naturais (Lei de Deus) O conhecimento da lei natural está escrito na consciência de todos, mas poucos a compreendem plenamente. Deus proporcionou revelações através de Espíritos superiores encarnados, sendo Jesus o modelo mais perfeito já oferecido à humanidade. A missão atual dos Espíritos é tornar a verdade clara e acessível a todos, preparando o reino do bem anunciado por Jesus. Para distinguir o bem do mal, basta aplicar a regra de ouro: “fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem”. O bem é tudo que está conforme a Lei de Deus; o mal, o que lhe é contrário. A responsabilidade é proporcional ao conhecimento que cada um possui — o instruído é mais culpado que o ignorante. A prática do bem não se limita à caridade material, mas consiste em ser útil ao próximo sempre que possível. O mérito está na dificuldade em praticá-lo. A lei natural pode ser dividida em dez partes: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, justiça, amor e caridade — esta última, a mais importante, resume todas as outras e conduz o homem à vida espiritual superior. 01. Lei de adoração 🎯 Objetivo da adoração • Objetivo da adoração • Adoração exterior • Vida contemplativa • A prece • Politeísmo • Sacrifícios Em que consiste a adoração? Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma. Sentimento Inato: A adoração é natural em todos os povos e nasce da consciência da fraqueza humana diante da Divindade. Elevação da Alma: Adorar é elevar o pensamento a Deus, aproximando a alma do Criador. Adoração do Coração: A verdadeira adoração ocorre na intenção sincera e na prática do bem, e não em cerimônias exteriores sem renovação moral. ✨ Ação, Prece e Prática Vida Ativa: A vida puramente contemplativa é inútil. Não fazer o mal não basta; Deus exige a prática ativa do bem e o cumprimento dos deveres na Terra. Essência da Prece: Orar é pensar em Deus, louvar, pedir e agradecer. Vale a fé e a sinceridade do coração, e não a extensão das palavras ditas pelos lábios. Intercessão: A prece sincera atrai os bons Espíritos, dá forças nas provações e alivia o sofrimento dos encarnados e desencarnados. 🎯 Origem e Ilusões Politeísmo: Na ignorância primitiva, o homem divinizou fenômenos e Espíritos, atribuindo-lhes aspectos materiais. Sacrifícios: Nasceram da falsa crença de agradar a Deus destruindo criaturas. Deus jamais exigiu sacrifícios de homens ou animais. Intenção Divina: Deus julga pela intenção pura e reprova guerras e fanatismos impostos “a ferro e fogo”. 🎯 Pontos Chave A Sinceridade é Tudo: A adoração real é a do coração. Rituais e aparências não substituem a transformação moral nem a caridade. Fé em Ação: O trabalho em favor do próximo e as boas ações constituem a forma mais sincera e eficaz de prece. Esclarecimento Progressivo: O progresso moral substitui o medo e as superstições históricas pela lei de amor e união. 2. A Lei do Trabalho e do Repouso: Evolução, Dever e Justiça Social O trabalho é uma Lei da Natureza e uma necessidade fundamental para a evolução humana. Longe de ser apenas uma obrigação material, ele abrange toda ocupação útil, englobando tanto o esforço físico quanto o intelectual. Enquanto os animais trabalham voltados unicamente à própria conservação, o ser humano trabalha com um duplo propósito: prover sua subsistência e desenvolver o pensamento, elevando-se moral e intelectualmente. A obrigação de ser útil aplica-se a todos. Mesmo quem possui meios materiais suficientes permanece submetido ao dever de contribuir para o bem comum e para o progresso da sociedade. A inutilidade voluntária e a ociosidade contrariam essa lei natural. De forma complementar, o repouso surge como necessidade para a recomposição das forças físicas e libertação do Espírito. O limite do trabalho é a própria capacidade do indivíduo: impor excessos a terceiros constitui transgressão moral. Por fim, para os impossibilitados de trabalhar, como os idosos, vigora a lei de caridade, cabendo à família e à sociedade o amparo necessário. O equilíbrio social definitivo depende, sobretudo, da educação moral e da formação do caráter. 3. A Lei de Reprodução: Progresso, União e Equilíbrio Moral A reprodução é uma Lei da Natureza indispensável para a manutenção do mundo corporal e para o progresso contínuo dos Espíritos. Através da sucessão de gerações, as raças se aperfeiçoam moral e intelectualmente, demonstrando que a evolução transforma não apenas os corpos, mas principalmente o pensamento e a capacidade de dominar as forças da natureza. O ser humano atua como agente de equilíbrio no planeta, podendo regular a reprodução com discernimento e responsabilidade, sem abusos motivados unicamente pelo materialismo ou pela sensualidade. A instituição do casamento representa um marco evolutivo na sociedade humana, estabelecendo laços de afeição sólida, respeito e solidariedade. Já a monogamia atende à harmonia natural da igualdade numérica entre os sexos, superando formas primitivas como a poligamia. Por fim, o celibato só possui valor moral quando fundamentado na renúncia sincera e no sacrifício pessoal em benefício do bem comum e da Humanidade, caindo em desuso espiritual quando praticado por mero egoísmo. 4. Lei de Conservação • Instinto de conservação • Meios de conservação • Bens terrenos • Necessário e supérfluo • Privações voluntárias • Mortificações Instinto e Meios de Viver Instinto Natural: Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns é puramente maquinal, raciocinado em outros. Outorgado por Deus a todos os seres vivos para que cumpram os desígnios da providência e alcancem o aperfeiçoamento. Provimento da Terra: Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS
A Origem dos Espíritos! Ensina a Doutrina Espírita que o Espírito é o princípio inteligente do Universo, sendo a inteligência o seu atributo essencial. Esse princípio inteligente tem sua origem no elemento inteligente universal e passa por um minucioso processo de elaboração e individualização até transformar-se no ser denominado Espírito. 1 . A Trajetória da Mônada: Da Origem ao Ser Consciente A origem do espírito é um mistério guardado por Deus, sendo definido na Doutrina Espírita como a individualização do princípio inteligente do Universo. Os pontos centrais dessa criação envolvem a centelha divina, a evolução e o desconhecimento do momento exato Assim, a palavra Espírito é empregada tanto para designar o princípio inteligente do Universo em termos gerais, quanto para designar esse mesmo princípio após a sua efetiva individualização. O Espírito é criado por Deus. Não é, porém, uma emanação ou uma porção da Divindade, mas sim sua obra — exatamente como uma máquina é obra do homem que a fabrica. A máquina é o produto do trabalho humano, não o próprio homem. Deus cria o Espírito pela Sua vontade, como faz em relação a tudo no Universo. E, como a Criação Divina jamais cessa, a formação de novos Espíritos é permanente. 2. O Princípio Inteligente 🎯 A individualização O Espírito representa a individualização do princípio inteligente, da mesma forma que o corpo físico é a individualização do princípio material. Essa individualização efetua-se ao longo de uma série de existências preliminares, nas quais o princípio inteligente cumpre a primeira fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida. Trata-se do seu período de incubação. ✨ Características Um trabalho preparatório, semelhante ao da germinação —, por efeito do qual o princípio inteligente sofre gradativas transformações. Ao atingir o estágio adequado, entra no período da humanização, momento em que passa a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e responsabilidade por seus atos. 🎯 Simples e Ignorantes Assim os espíritos são criados por Deus, tendo um princípio de existência, mas não sendo eternos no sentido de sem começo (diferem de Deus, que sempre existiu). Princípio inteligente: Nascem de uma essência ou princípio inteligente universal que se individualiza ao longo do tempo. Simples e ignorantes: Segundo a codificação de Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, os espíritos são criados simples e ignorantes, sem conhecimento prévio, mas com igual capacidade de evoluir. 3. A Jornada Evolutiva nas Formas Inferiores A propósito dessa elaboração, ensinam os Espíritos Superiores que os elementos orgânicos formadores dos germes que propiciaram a união do princípio inteligente à matéria achavam-se no estado fluídico no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da formação da Terra para começarem nova existência no novo globo. Criado o planeta, esses germes aguardaram as condições propícias para se desenvolverem. O princípio inteligente individualiza-se lentamente por meio de um longo processo de elaboração nas formas inferiores da Natureza até atingir a fase humana. Através de mil modelos inferiores nos labirintos de uma escalada ininterrupta, sob a pressão dos instintos e a força de imperativos biológicos, a mônada vai tendendo para a luz, para a consciência esclarecida e para a liberdade. Esses inúmeros avatares em milhares de organismos desempenham um papel crucial: dotar o princípio inteligente de todas as faculdades que lhe servirão mais tarde. O objetivo é desenvolver o envoltório fluídico, conferindo-lhe a plasticidade necessária e fixando nele as leis cada vez mais complexas que regem as formas vivas. Cria-se, assim, um potencial mediante o qual o futuro Espírito possa, mais tarde, manipular a matéria de modo automático e focar seu progresso superior. Não foi o acaso que gerou as espécies animais e vegetais. Na sucessão das formas, a espécie consequente possui sempre algo a mais do que a antecedente. Tudo no Universo está submetido à lei do progresso. Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem ela acorda, reconhece-se, possui-se e torna-se consciente. 4. Do Protoplasma à Razão: A Síntese Evolutiva A união do princípio inteligente à matéria e o seu percurso pelos reinos da Natureza são sintetizados pelo Espírito André Luiz na obra Evolução em Dois Mundos: “Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações. Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores […], as mônadas celestes (princípio inteligente) exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma […]. Das cristalizações atômicas e dos minerais, do vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas […], o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozoica, esboçando a estrutura esquelética. Avançando pelos equinodermos e crustáceos […], caminhou na direção dos ganoides e teleósteos […] até entrar na classe dos primeiros mamíferos […]. Viajando sempre, adquire […] os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência […] e, alcançando os pitecantropoides da era quaternária […], a mônada atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.” 5. O Período de Humanização e a Ação no Invólucro Fluídico Compreende-se, assim, que o princípio divino aportou na Terra emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo do seu destino — tal como a semente encerra em si a árvore futura. Por envolver constantes modificações nos planos físico e extrafísico simultaneamente, muitos elos da evolução escapam às pesquisas dos naturalistas humanos, pois representam estágios da consciência fragmentária ocorridos fora do campo carnal. À medida que se individualiza e se torna Espírito, o ser não apenas utiliza a matéria, mas aperfeiçoa continuamente seu envoltório fluídico (o perispírito). Allan Kardec aborda essa dinâmica em A Gênese: “O corpo é, pois, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar […]. Para ser mais exato, é preciso

JOANA DARC: A DONZELA DE ORLÉANS
Joana Darc: A Donzela de Orléans! Joana D’Arc foi filha de pobres lavradores. Aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Era analfabeta, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar ao local. Finalmente, um dia, Joana tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder. 1 . A Origem e a Missão de Joana D’Arc Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. Duas mensageiras espirituais a acompanhavam (Catarina e Margarida), “santas” conforme a Igreja que ela frequentava. Aos 17 anos de idade, Joana, doce e amável, parte para sua missão acompanhada de seu tio Durand Laxart e se apresenta ao comandante, falando da sua missão em nome das vozes que a conduziam, daí em diante surgem grandes obstáculos em sua vida até a libertação da França, quando a virgem de Lorena contava apenas 19 anos. O Fogo da Inquisição e o Silêncio da História 🎯 A Missão Logo após o final da guerra Joana é presa pelas forças inglesas e supliciada até a morte na fogueira, condenada como bruxa, feiticeira e herege pela Santa Inquisição. Finalmente, a 30 de maio de 1431, a maior heroína da França é queimada em praça pública. ✨ A Condenação No dia de sua morte, não havia, pois, somente inimigos que a declaravam apóstata, idólatra, impudica, ou amigos fiéis que a veneravam como uma santa. Havia também ingratos que a esqueciam, sem falar dos indiferentes, que não se preocupavam com ela, e gente esperta que se gabava de jamais ter acreditado em sua missão, ou de nela ter pouco acreditado. 🎯 O Trágico Fim Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. 2. O Legado Espiritual de Joana D’Arc Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. Seu ar angelical reflete: ingenuidade e sabedoria, humildade e altivez, ardor viril, angelitude e pureza e, acima de tudo, infinita bondade. Todas as virtudes a adornavam. Ela foi um rastro de luz a iluminar a terrível noite da Idade Média. Quatro séculos mais tarde, em Paris, O Espírito Joana D’Arc dirigiu e mediunidade da jovem Ermance Dufaux que ainda contava com seus 14 anos de idade quando psicografou a obra “História de Joana D’Arc, ditada por ela própria”. Destaque-se que das 300 obras queimadas em praça pública no Auto de fé de Barcelona, constava alguns volumes dessa obra psicografada por Ermance. 3. A Lição de Humildade e Mediunidade de Joana D’Arc No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D’Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato. Recomenda-lhes, ainda, que confiem em seu anjo guardião e que lutem contra o escolho da mediunidade que é o orgulho. Conselhos que ela, em sua vida terrena , na qualidade de médium, muito bem seguira. “O Papa Calixto III, em 1456, por uma comissão eclesiástica, fez pronunciar a reabilitação de Joana e foi declarado, por uma sentença solene, que Joana morreu mártir para a defesa de sua religião, de sua pátria e de seu rei. O Papa quis mesmo canonizá-la, mas sua coragem não foi tão longe. A Igreja, arrependida do grave erro cometido pela Inquisição, buscou reabilitá-la e a beatificou em 24 de abril de 1909, na Catedral de São Pedro, no Vaticano, em Roma, com enorme pompa, sob a direção do papa Pio X, diante de mais de 30.000 pessoas presentes. Em 1920 foi canonizada, recebendo o título de “santa”. 04. Joana D’Arc e o Espiritismo Joana d’Arc não é um problema nem um mistério para os espíritas. É um modelo eminente de quase todas as faculdades mediúnicas, cujos efeitos, como uma porção de outros fenômenos, se explicam pelos princípios da doutrina, sem que haja necessidade de lhes buscar a causa no sobrenatural. Ela é a brilhante confirmação do Espiritismo, do qual foi um dos mais eminentes precursores, não por seus ensinamentos, mas pelos fatos, tanto quanto por suas virtudes, que nela denotam um Espírito superior. “Não há muitos personagens históricos que tenham estado, mais que Joana d’Arc, expostos à contradição dos contemporâneos e da posterioridade. Não há nenhum, entretanto, cuja vida seja mais simples nem melhor conhecida.” Temos que aprender com esses Espíritos a desenvolver em nosso caráter a disciplina, a seriedade e o planejamento organizado, que são virtudes a serem conquistadas por todos os Espíritos que ainda não as possuem, ao longo das reencarnações. Joana d’Arc (1412-1431) Joana d’Arc (em francês: Jeanne d’Arc, em francês médio: Jehanne Darc, Domrémy-la-Pucelle, ca. 1412 – Ruão, 30 de maio de 1431) foi uma camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana alegava receber visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas



