JUSTIÇA DIVINA
JUSTIÇA DIVINA JUSTIÇA DIVINA Deploramos as calamidades de que o materialismo é a nascente e insistimos pelo retornoda fé religiosa, para que a responsabilidade seja colocada no lugar que lhe é próprio. Destacamosa excelência da virtude, traçamos roteiro à vida heróica, articulamos trabalhos dedesenvolvimento moral e encarecemos a redenção dos costumes. É forçoso reconhecer, noentanto, a impossibilidade da ação para definir a função. Contraditório é aconselhar uma estrada e seguir noutra. Toda escola é centro indutivo.Formam-se engenheiros nas disciplinas em que outros engenheiros se tornam instrutores.Fazem-se mecânicos, no trabalho em que outros mecânicos se tornaram exímios. O invento pedeuso, a teoria espera demonstração. Assim também acontece na experiência religiosa.Imaginemos se o Cristo, a pretexto de angariar contribuições para as boas obras, tivessedisputado a nomeação de Mateus para exercer as atribuições de chefe do dinheiro, no paláciode Antipas; se, para garantir o prestígio do Evangelho, passasse a frequentar os corredores doPretório, com o intuito de atrair as atenções de Pilatos; se, para favorecer a causa da Boa Nova,resolvesse adular os familiares de Anás, oferecendo-lhes passes magnéticos para curar-lhes asenxaquecas; ou se para preservar-se na grande crise, tivesse provocado um entendimento comessa ou aquela autoridade do Sinédrio, acomodando-se ao mercado das influências políticas,junto do povo. Ao invés disso, vemo-lo, a cada passo, coerente consigo mesmo. Amparando os homenssem os escravizar às ilusões. Prestando-lhes serviço, em nome de Deus, sem conluiar-se com oshomens em desserviço ao Pai. Esclarecendo sem impor. Ajudando sem exigir. Promovendo o bemde todos, sem cogitar do bem de si mesmo. Sem dúvida, todos nós lamentamos a incredulidade que assola a Terra, ressecandocorações e ensombrando a inteligência. É necessário, porém, compreender que, para abolir atirania da negação que entenebrece o espírito humano, será necessário viver de acordo com a féque ensinamos, a fim de que o mundo encontre em nós, primeiramente, o trabalho e acompreensão, a fraternidade e a concórdia, que aspiramos encontrar no Pai. CRENÇA E IMPOSIÇÃO A crença é um ato de entendimento que, por isso mesmo, não pode ser imposta”. E ousamos acrescentar que isso ocorre, porque cada consciência cultiva a fé segundo o degrau evolutivo em que se coloca ou de conformidade com a posição circunstancial em que vive. Não seria justo violentar o cérebro da criança, ao peso de indagações filosóficas, porque não aceitemos suas convicções infantis. É imperioso ouvi-la com paciência, guiando-lhe os raciocínios para os objetivos da lógica. É crueldade censurar o náufrago porque se agarre à tábua lodosa, provisoriamente incapaz de partilhar de nossa confortável embarcação. Ao invés disso, é forçoso que lheestendamos concurso fraterno. Excessos dogmáticos, lances de fanatismo, opiniões prepotentes,medidas de intolerância e injúrias teológicas, podem ser hoje consideradas por enfermidades dasinstituições humanas, destinadas a desaparecer com a terapia silenciosa da evolução e do tempo,embora constituam para todos nós espíritas encarnados e desencarnados constantes desafios amais amplo serviço na sementeira da luz. Sabemos que a individualidade consciente é responsável pelos próprios destinos; que aLei funciona em cada Espírito, atribuindo isso ou aquilo a cada um, conforme as próprias obras;que Deus é o Infinito Amor e a Justiça Perfeita, e que as forças do Universo não acalentamfavoritismo para ninguém. É por isso que Jesus proclamou; “Conhecereis a verdade e a verdadevos fará livres.” Não disse o Mestre que o mundo já conhecia a verdade, nem informou quandoela será conhecida entre os homens. Mas dando a entender que a verdade é luz divina, que seráconquistada pelo trabalho e pelo merecimento de cada um. ANJOS DESCONHECIDOS Há guardiões espirituais que te apóiam a existência no plano físico e há tutores da almaque te protegem a vida mesmo na Terra. Frequentemente, centralizas a atenção nos poderososdo dia, sem ver os companheiros anônimos que te ajudam na garantia do pão. Admiras os artistasrenomados que dominam os cartazes da imprensa e esqueces facilmente os braços humildes quete auxiliam a plasmar, no santuário da própria alma, as obras–primas da esperança e dapaciência. Aplaudes os heróis e os tribunos que se agigantam nas praças; todavia, não te recordasdaqueles que te sustentaram a infância, de modo a desfrutares as oportunidades que hoje tefelicitam. Ouves, extasiado, a biografia de vultos famosos e quase nunca te dispões a conhecer agrandeza silenciosa de muitos daqueles que te rodeiam, na intimidade doméstica, sempreprontos a te estenderem generosidade e carinho. Homenageia os que te acenam dos pedestais que conquistaram, merecidamente, à custade inteligência e trabalho; contudo, reverencia também aqueles que talvez nada falem e quemuito fizeram e ainda fazem por ti, muitas vezes ao peso de sacrifícios pungentes. São eles paise mães que te guardaram o berço, professores que te clarearam o entendimento, amigos que teguiaram à fé e irmãos que te ensinaram a confiar e servir… Vários deles jazem agora, naretaguarda, acabrunhados e encanecidos, experimentando agoniada carência de afeto ousentindo o frio do entardecer. Alguns prosseguem obscuros e devotados, no amparo às gerações que retomam a lutaterrestre, enquanto outros muitos, embora enrugados e padecentes, como cireneus do caminho,carregam as cruzes dos semelhantes. Pensa nesses anjos desconhecidos que se ocultam naarmadura corpórea, e, de quando em quando, unge-lhes o coração de alegria e reconhecimento.Para isso, não desejam transfigurar-se em fardos nos teus ombros. Quase sempre, esperam deti, simplesmente, leve migalha das sobras que atiras pela janela, ou uma frase de estímulo, umaprece ou uma flor. Fonte: Livro JUSTIÇA DIVINA autoria do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco CândidoXavier, 6ª Edição da FEB, pgs.171, 175 e 177; textos escolhidos e ou simplificados por GastãoCrivelini e digitados por Bernadete Bin Crivelini. Distribuição gratuita. Balneário Camboriú/SC,16 de setembro de 2015. É possível médicos, mesmo depois de mortos, continuarem a praticar a medicina? curarem graves doenças, muitas vezes consideradas incuráveis? … A Face Oculta da Medicina Paulo Cesar Fructuoso (Autor) Curas espirituais, o que há de verdade nelas? 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