E A VIDA CONTINUA… EM JÚPITER!
E a Vida Continua… Em Júpiter! “Os Espíritos que habitam Júpiter geralmente se comprazem em descrever seu planeta quando se comunicam conosco. Ao questioná-los sobre a razão, eles respondem que o fazem para nos inspirar o amor ao bem, juntamente com a esperança de um dia lá chegaremos também.” Player Compacto Ouvir áudio Seu navegador não suporta o elemento de áudio. 1. Mensageiros de Júpiter: Revelações de um Mundo Superior Os Espíritos que habitam Júpiter geralmente se comprazem, quando querem comunicar-se conosco, em descrever seu planeta. Quando lhes perguntamos a razão, respondem que o fazem a fim de nos inspirarem o amor do bem, de par com a esperança de lá chegarmos um dia. Foi com este propósito que um deles, que viveu na Terra com o nome de Bernard Palissy, célebre oleiro do século XVI, tentou espontaneamente, e sem que ninguém lho pedisse, uma série de desenhos, tão notáveis por sua originalidade quanto pelo talento de execução, destinados a nos dar a conhecer, nos seus menores detalhes, esse mundo tão estranho e tão novo para nós. Uns retratam personagens, animais, cenas da vida privada; os mais admiráveis, entretanto, são os que representam habitações, verdadeiras obras primas de que coisa alguma na Terra nos poderia dar uma ideia, pois não se assemelham a nada que conhecemos. É um gênero de arquitetura indescritível, tão original e entretanto tão harmoniosa, de uma ornamentação tão rica e tão graciosa, que desafia a mais fecunda imaginação. Victorien Sardou, jovem literato de nosso círculo de amizade, cheio de talento e de futuro, mas sem habilidade de desenhista, lhe serviu de intermediário. Palissy prometeu-nos uma série que de certo modo será uma monografia ilustrada sobre esse mundo maravilhoso. Esperamos que essa original e interessante coletânea sobre a qual falaremos em artigo especial consagrado aos médiuns desenhistas, um dia possa ser entregue ao público. Que se evoquem Pallissy ou Mozart ou um outro habitante desse mundo feliz; que sejam interrogados; discutam com eles, porque, quanto a mim, mais não faço do que apresentar aquilo que me é dado e repetir aquilo que me é dito; e, por esse papel absolutamente passivo, julgo-me ao abrigo da censura, tanto quanto do elogio. 2. Um Habitante de Outro Mundo Que se evoquem Pallissy ou Mozart ou um outro habitante desse mundo feliz; que sejam interrogados; discutam com eles, porque, quanto a mim, mais não faço do que apresentar aquilo que me é dado e repetir aquilo que me é dito; e, por esse papel absolutamente passivo, julgo-me ao abrigo da censura, tanto quanto do elogio. A migração das almas de planeta a planeta, suas encarnações sucessivas e seu progresso incessante pelo trabalho, os habitantes de Júpiter não nos devem mais causar admiração. Desde o momento em que um Espírito se encarna num mundo como o nosso, submetido a uma dupla revolução, isto é, à alternativa dos dias e das noites e ao retorno periódico das estações e desde que possui um corpo, esse envoltório material, por mais frágil que seja, não somente requer alimentação e vestuário, mas um abrigo ou, pelo menos, um lugar de repouso e, consequentemente, uma habitação. É exatamente o que nos foi dito. que os habitantes de Júpiter têm seus lares comuns e suas famílias, grupos harmoniosos de Espíritos simpáticos, unidos no triunfo, como o foram na luta. Daí as moradas tão espaçosas que merecem exatamente o nome de palácios. 3. Aparência de Um Vapor Os Espíritos têm as suas festas, suas cerimônias, suas reuniões públicas. Daí certos edifícios destinados especialmente a essas finalidades. É preciso estar preparado para encontrar, nessas regiões superiores, uma Humanidade ativa e laboriosa como a nossa, torna-se fácil a conquista para os Espíritos desprendidos de nossos vícios terrenos. Se Júpiter é habitável só por bons Espíritos, mas não todos do mesmo grau de excelência: entre a bondade do homem simples e a do homem de gênio, podem contar-se muitas nuanças. Ora, toda a organização social desse mundo superior repousa precisamente sobre essa variedade de inteligências e de aptidões e, por efeito de leis harmoniosas, cabe aos Espíritos mais elevados, a direção do planeta. É preciso acrescentar que para esses Espíritos depurados não haveria senão trabalhos intelectuais, pois suas atividades se exercem apenas no campo do pensamento e eles já adquiriram bastante domínio sobre a matéria para não livre no exercício da sua vontade. O corpo desses Espíritos, é de uma densidade que só pode ser comparada à dos nossos fluidos imponderáveis. Um pouco maior que o nosso corpo, cuja forma reproduz exatamente, entretanto mais bela e mais pura, ele teria, para nós, a aparência de um vapor intangível e luminoso… É exatamente esse brilho magnético, entrevisto pelos visionários cristãos, que os nossos pintores traduziam como o nimbo ou auréola dos santos. 4. Hierarquia Espiritual nos Mundos Superiores Esses Espíritos lhes permite, um deslocamento tão rápido e fácil que se subtrai tão facilmente à atração planetária, pode movimentar-se, e sem esforço além da vontade. Essa locomoção é tão fácil quanto mais depurado é o Espírito, o que se compreende sem esforço. Assim, nada é mais fácil aos habitantes do planeta do que determinar, logo à primeira vista, o valor de um Espírito que passa. Em Júpiter, os que voam mais alto são mais raros. Abaixo deles existem várias categorias de Espíritos inferiores, mas naturalmente livres para os igualar um dia, pelo aperfeiçoamento. Escalonados e classificados segundo os seus méritos, dedicam-se mais particularmente aos trabalhos que interessam ao próprio planeta e não exercem sobre os mundos inferiores a autoridade todo-poderosa dos primeiros. É verdade que respondem a uma evocação com revelações sábias e boas, mas, pela pressa que demonstram em nos deixar, como pelo laconismo de suas respostas, compreende-se facilmente que têm alhures muito o que fazer e que ainda não se encontram suficientemente desembaraçados a fim de poderem irradiar. Enfim, seguindo os menos perfeitos desses Espíritos, mas deles separados por um abismo, vêm os animais que, como únicos criados e únicos operários do planeta, merecem referência muito especial. 5. Os Animais

