Grupo de Estudos Apométrico Alvorecer

Transmigração planetaria

TRANSMIGRAÇÃO INTERPLANETÁRIA

2. **A conquista de um novo mundo.**

Tudo que ocorre na esfera terrestre, assim se faz pela ação das forças universais endereçadas na compensação dos esforços de todos os que trabalharam para a conquista dos anos vindouros. Não há sequer uma gota de desânimo ou pessimismo para os planos superiores, porque esses são pautados na verdade do espírito, que mais hora ou menos hora apareceria diante dos olhos da humanidade de forma tão clara e nítida.

Mesmo os mais potentes argumentos mundanos não poderiam absorver os impulsos vibratórios de transformação da realidade e impedir o que é natural: a conquista de um novo mundo. Um novo jeito de pensar e agir a partir das bases amorosas. Aproxima-se o ápice da concentração dessa onda de transformações mundanas, que tem como catalisador o mais sublime de todos os sentimentos: o Amor. Sim, trata-se de amor, sempre foi ele o grande Avathar, o Logus.

3. **Estamos diante de uma transformação!**

Estamos diante de uma transformação que fará do homem um ser de consciência clarificada, pelo equilíbrio dos seus corpos sutis e densos.

A assepsia está acontecendo, estamos a poucos instantes de começar um movimento na Terra que removerá passo a passo as impurezas e excessos da psicosfera*.

Dessa higienização, gradualmente nascerá um novo mundo, um novo lar para os homens. Isso é transição, isso é o que o plano divino espera e trabalha para acontecer. Qualquer coisa diferente disso é consequência natural de atos falhos e nada tem a ver com movimentos naturais da existência terrestre.

4. **Na mesma frequência do coração de Deus**

O homem jamais pode temer a dor, temer a morte, porque morte não existe e a eternidade é de todos. A noção de vida eterna ainda flutua sobre a consciência dos seres humanos, pois não está ainda devidamente impregnada em suas entranhas. Quando nos conscientizamos, com fé e devoção sobre as verdades universais, tornamo-nos calmos e amenos porque nos sintonizamos com a verdade maior. Esse momento é o instante em que os nossos corações pulsam exatamente no mesmo ritmo, na mesma frequência, do coração de Deus.

O caminho é esse, ajustar nossos corações no mesmo compasso do Grande Coração. No momento em que conseguirmos esta comunhão, o paraíso se instalará na consciência dos homens, e a paz reinará.

5. **Nobres verdades ignoradas há séculos**

É para esse movimento que todos os seres de Luz, que todo o plano Divino nas suas multidimensões estão se preparando. A transição planetária é isso, um aviso estrondoso do coração do Grande Criador para seus filhos desgarrados, que se esqueceram quem são e onde estão.

transmigração planetaria Nobres verdades ignoradas há séculos serão escancaradas aos quatro ventos. Moléstias mundanas serão transmutadas, equívocos recorrentes serão sanados e a expansão começará a andar finalmente a passos largos. Isso é transição planetária, isso é o salto quântico! Assim, todas as almas dessa nave chamada Terra foram convocadas para servir a Deus, de forma positiva, atenciosa e leve. Acabaram-se as férias para as consciências adormecidas. Não existe mais descanso para os “desalmados”, não existe mais trégua para os “alienados”. Por isso que muito se teme a transição, por um medo baseado na preguiça, no comodismo.

6. **Uma guerra entre o bem e o mal**

Aqueles que estão sintonizados com a vontade maior não devem temer nada, ao contrário, devem se sentir confiantes, que nesse prisma de leveza e superação, o homem está prestes a descobrir poderes que ele jamais imaginou ter. Em outras palavras, a humanidade está sendo chamada, cobrada, advertida para sua ação, que nada mais resultará em consequências benéficas a ela própria. O ser humano está sendo alertado para a responsabilidade que ele já deveria saber que tem, mas não lembra, não sabe. Portanto, estamos sendo cobrados pela nossa própria consciência.

Nunca foi e nunca será uma guerra entre o bem e o mal, mas uma disputa interna entre a sabedoria e a ignorância.

Nesse novo patamar, mesmo que de forma tardia, retardatária, o homem tem tido a possibilidade de retomar suas atitudes na direção de sua responsabilidade como alma eterna.

Cabe nesse momento (quase lúdico para outros tempos), que a força do coração do ser humano dê o “ponta-pé” inicial nessa obra do divino.

7. **Graves problemas espirituais e sociais**

Quais as características dos habitantes de um mundo que inaugura uma nova etapa de evolução, isto é, um mundo de regeneração, como é o caso da Terra, que está em vias de adentrar esta nova fase de sua vida sideral?

– “A pergunta é interessante, Ângelo, uma vez que muita gente pensa que na Terra ficarão os espíritos sintonizados com o amor, o bem e a cultura da paz. Mas isso é um engano. Acima de tudo porque, se espíritos assim estivessem na Terra, eles deveriam estar entre os chamados anjos. E confesso que seria muito difícil para nós, tanto os guardiões quanto os orientadores espirituais mais esclarecidos, pois nós mesmos estamos distantes de desenvolver um estado vibratório tão elevado ou angelical.

Na verdade, após a transição, o tipo espiritual que deverá permanecer na Terra são os espíritos que apresentarem o desejo genuíno de melhora e tendências melhores. Esse fato muda completamente a visão que se tem acerca de um mundo novo ou de regeneração, porque implica que nele haverá, ainda, boa parte de seres com graves problemas espirituais e sociais, mas com disposições íntimas de melhora, por isso merecendo uma chance renovada.

8. **O exílio trans-migratório ou degredado**

Um aspecto deve ficar bem claro quando se aborda o processo de exílio trans-migratório ou degredado: esse acontecimento não significa exclusão ou eliminação das classes de aprendizado, mas transferência de classes, dentro da mesma escola – o universo. Quando a deterioração e degradação dos valores morais e éticos predominam nas comunidades extra-físicas, ou entram num estágio agudo nas aglomerações de espíritos, ocorre, então, a deportação compulsória ou transmigração interplanetária.

No entanto, essa deportação não acontece, pura e simplesmente, sem a interferência dos habitantes do mundo submetido a esse processo. É necessário implementar a limpeza energética, fluídica e mental, à medida que se prepara o relocamento de consciências, tanto daquelas que tragam a postura íntima já definida como de outras cuja postura se tornará clara durante a crise que, não por outra razão, caracteriza os períodos de juízo geral. Como o momento de reurbanização precede a transmigração propriamente dita, num nível mais amplo, é este o escopo de nossas atividades nessa hora.

9. **Perguntas que as almas deverão responder**

De todo modo, é preciso lembrar que somente os espíritos superiores dispõem de elementos para avaliar com precisão a condição íntima e particular do espírito a ser integrado à comunidade de outro mundo, de nível evolutivo inferior. De maneira geral, os desacertos antiéticos, que colocam em risco a humanidade tanto encarnada quanto desencarnada, constituem um dos fatores mais preponderantes, que decidirão o destino e o enquadramento transmigratório de cada espírito.

É por essa razão que, quando consideramos a quantidade de espíritos e a imensa variedade de sua condição espiritual, podemos ver a importância do trabalho de reurbanização e seleção de almas. Quem incorreu em desacertos? De que forma e com que nível de consciência? O que houve está mais para equívoco ou se assemelha à estratégia de vida, adotada sistematicamente ao longo de certo tempo? Essas são perguntas que a catalogarão para a seleção de almas que deve responder, a fim de subsidiar decisões do Alto.

10. **Agentes antagônicos à cosmoética**

Sendo assim, devem-se empregar todos os esforços a fim de evitar que seres enfermos cheguem à posição de serem expatriados em caráter compulsório. Isso só ocorrerá caso passem da condição de enfermos espirituais à de agentes antagônicos à cosmoética, o que pode ser evitado mediante o trabalho dos guardiões, dos agentes da misericórdia divina e de outras classes de espíritos mais especializadas.

transmigração planetariaSendo assim, a condição de enfermo espiritual não determina que espírito nenhum seja transmigrado do planeta, mas que seja remanejado para ambiente propício ao aprendizado de que necessita, dentro do próprio mundo, enquanto houver chance de se readaptar aqui, sendo acolhido e tratado em comunidades avançadas. Quem é capaz de ser reeducado, de superar as próprias mazelas ainda aqui no ambiente da Terra, evidentemente permanecerá, como mostra de investimento do Alto nas disposições íntimas de melhoria de cada ser”.

11. **Quem ficará no novo mundo**

– E quanto àqueles que partirão? Como ficarão no novo mundo, em relação ao aprendizado acumulado aqui na Terra, frente aos choques culturais naturalmente esperados, no local onde passarão a viver?

– “Bem pensado, Ângelo; bem elaborada a pergunta. O espírito que for transmigrado, seja ele espírito comum ou um dos milenares opositores ao sistema do Cordeiro, sem dúvida enfrentará sérios desafios, mas que poderão ser catalogados como elementos de aprendizado.

Inicialmente enfrentarão um tipo de choque inevitável, de cunho mais pessoal, pois terão de conviver, aprender e interagir num ambiente físico muito diverso daquele a que estavam acostumados, durante milênios de permanência no lar então perdido, do qual partiram. Falo da construção de moradias, de adaptar-se a alimentos e hábitos alimentícios diferentes, entre outros aspectos. Isso não é algo fácil de encarar.

12. **Vão sofrer uma crise incomum, profundamente e complexa**

Outros sofrerão uma crise incomum, profundamente complexa e inédita para a consciência de grande parte, ao depararem com uma ecologia diferente, com leis naturais possivelmente distintas das que o espírito conheceu na Terra, o que demandará um tempo dilatado até que aprenda a lidar com o novo sistema ecológico e os desafios que lhe são inerentes. Considere que as características tanto da fauna quanto da flora locais provavelmente diferirão, em larga escala, daquilo com que estavam familiarizados.

"O Fim da escuridão: Reurbanizações Extrafísicas. Capa comum"

Edição padrão, 1 abril 2012 Edição Português
por Robson Pinheiro (Médium)
Ângelo Inácio (Espírito)
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Em um laboratório do CERN, a física Lia Voss descobre que sua mente é muito mais que um produto do cérebro: é uma ponte entre dimensões. Após um experimento que desafia as leis da realidade, ela é lançada em uma jornada cósmica onde universos colidem, entidades feitas de equações desafiam a lógica, e o amor é a única força capaz de sobreviver à decoerência quântica…
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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

Quem foi o espírito André Luiz? No espiritismo, André Luiz é o pseudônimo de um dos espíritos mais importantes e atuantes, célebre por ditar uma série de livros psicografados por Chico Xavier e Waldo Vieira. Na sua última encarnação na Terra, ele teria sido um médico sanitarista de sucesso que viveu e trabalhou no Rio de Janeiro no início do século XX. 01 – André Luiz é o pseudônimo Quem ele foi em vida e o anonimato Em suas obras, o espírito optou por ocultar sua real identidade civil e adotar o nome “André Luiz” (que era o nome de um dos irmãos de Chico Xavier). Essa escolha serviu para poupar seus parentes ainda vivos e evitar disputas jurídicas de direitos autorais. Embora o espiritismo defenda o anonimato de sua identidade real, muitos pesquisadores e leitores frequentemente associam sua trajetória terrena a grandes nomes da medicina brasileira, como os médicos Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, devido ao profundo conhecimento científico e biológico presente em seus textos. Talvez que o trabalho de André Luiz não encontre uma compreensão generalizada no momento, mas podem acreditar que para a educação espiritual do indivíduo encarnado esse esforço apresenta ilações muito graves pela exatidão dos conceitos a que chegou o mensageiro, aproveitando todas as possibilidades de simplificação ao seu alcance. Vivemos uma época de grandes revelações interiores. “Carlos Chagas” 26/01/44 🎯 A jornada espiritual e o livro “Nosso Lar” 🎯 Missão A história do próprio André Luiz serve como um grande estudo de caso sobre a vida após a morte. ✨ O Umbral Após o seu desencarne (morte física), ele passou cerca de oito anos em uma região de sofrimento espiritual conhecida como “Umbral”. Ele relata ter ido para lá por ter sido um “suicida inconsciente”, em consequência de uma vida de excessos e desregramentos que prejudicaram sua saúde. 🎯 O Resgate Após clamar por socorro com real humildade, foi resgatado por benfeitores espirituais. 🎯 Nosso Lar Ele foi levado para uma cidade espiritual chamada Nosso Lar. Ali, deixou o orgulho de médico de lado, aceitou a condição de humilde aprendiz e passou a trabalhar e estudar a ciência do plano espiritual. 02 – Nosso Lar: a Brasília do além Bosques, rios, jardins, fontes luminosas, conjuntos habitacionais e enormes torres onde funcionam Ministérios. Poderíamos estar falando de Brasília. Mas essa também é a descrição de Nosso Lar, uma cidade no além descrita por Chico em 1944 (16 anos antes da inauguração de Brasília). Localizada no Plano Astral, ou seja, em um plano espiritual, que abrigaria mais de 1 milhão de desencarnados – homens, mulheres, jovens e velhos que estão lá para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. Apesar de serem espíritos e estarem todos vestidos em trajes brancos, os habitantes da colônia tinham uma vida muito parecida com a dos mortais. Até 1944, ninguém havia contado com tanta riqueza de detalhes como seria a suposta vida após a morte. Segundo Chico, o relato virou livro graças a um espírito que nunca teria revelado sua verdadeira identidade e que assinava as obras com o pseudônimo de André Luiz. O livro Nosso Lar, escrito por Chico Xavier enquanto estaria encarnado por ele, falava de um plano espiritual tão realista quanto futurista: o livro descreve aparelhos comunicadores pessoais parecidos com nossos celulares, um “aerobus” (meio de transporte aéreo muito veloz) e telas planas semelhantes às TVs de plasma. Uma muralha com baterias magnéticas protegia Nosso Lar. 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AS LEIS NATURAIS

As Leis Naturais (Lei de Deus) A lei natural é a Lei de Deus, eterna e imutável, única verdadeira para a felicidade humana. Ela abrange tanto as leis físicas (regendo a matéria) quanto as leis morais (regendo a alma e as relações humanas), sendo apropriadas a cada mundo e ao progresso dos seres que os habitam. 1 . As Leis Naturais (Lei de Deus) O conhecimento da lei natural está escrito na consciência de todos, mas poucos a compreendem plenamente. Deus proporcionou revelações através de Espíritos superiores encarnados, sendo Jesus o modelo mais perfeito já oferecido à humanidade. A missão atual dos Espíritos é tornar a verdade clara e acessível a todos, preparando o reino do bem anunciado por Jesus. Para distinguir o bem do mal, basta aplicar a regra de ouro: “fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem”. O bem é tudo que está conforme a Lei de Deus; o mal, o que lhe é contrário. A responsabilidade é proporcional ao conhecimento que cada um possui — o instruído é mais culpado que o ignorante. A prática do bem não se limita à caridade material, mas consiste em ser útil ao próximo sempre que possível. O mérito está na dificuldade em praticá-lo. A lei natural pode ser dividida em dez partes: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, justiça, amor e caridade — esta última, a mais importante, resume todas as outras e conduz o homem à vida espiritual superior. 01. Lei de adoração 🎯 Objetivo da adoração • Objetivo da adoração • Adoração exterior • Vida contemplativa • A prece • Politeísmo • Sacrifícios Em que consiste a adoração? Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma. Sentimento Inato: A adoração é natural em todos os povos e nasce da consciência da fraqueza humana diante da Divindade. Elevação da Alma: Adorar é elevar o pensamento a Deus, aproximando a alma do Criador. Adoração do Coração: A verdadeira adoração ocorre na intenção sincera e na prática do bem, e não em cerimônias exteriores sem renovação moral. ✨ Ação, Prece e Prática Vida Ativa: A vida puramente contemplativa é inútil. Não fazer o mal não basta; Deus exige a prática ativa do bem e o cumprimento dos deveres na Terra. Essência da Prece: Orar é pensar em Deus, louvar, pedir e agradecer. Vale a fé e a sinceridade do coração, e não a extensão das palavras ditas pelos lábios. Intercessão: A prece sincera atrai os bons Espíritos, dá forças nas provações e alivia o sofrimento dos encarnados e desencarnados. 🎯 Origem e Ilusões Politeísmo: Na ignorância primitiva, o homem divinizou fenômenos e Espíritos, atribuindo-lhes aspectos materiais. Sacrifícios: Nasceram da falsa crença de agradar a Deus destruindo criaturas. Deus jamais exigiu sacrifícios de homens ou animais. Intenção Divina: Deus julga pela intenção pura e reprova guerras e fanatismos impostos “a ferro e fogo”. 🎯 Pontos Chave A Sinceridade é Tudo: A adoração real é a do coração. Rituais e aparências não substituem a transformação moral nem a caridade. Fé em Ação: O trabalho em favor do próximo e as boas ações constituem a forma mais sincera e eficaz de prece. Esclarecimento Progressivo: O progresso moral substitui o medo e as superstições históricas pela lei de amor e união. 2. A Lei do Trabalho e do Repouso: Evolução, Dever e Justiça Social O trabalho é uma Lei da Natureza e uma necessidade fundamental para a evolução humana. Longe de ser apenas uma obrigação material, ele abrange toda ocupação útil, englobando tanto o esforço físico quanto o intelectual. Enquanto os animais trabalham voltados unicamente à própria conservação, o ser humano trabalha com um duplo propósito: prover sua subsistência e desenvolver o pensamento, elevando-se moral e intelectualmente. A obrigação de ser útil aplica-se a todos. Mesmo quem possui meios materiais suficientes permanece submetido ao dever de contribuir para o bem comum e para o progresso da sociedade. A inutilidade voluntária e a ociosidade contrariam essa lei natural. De forma complementar, o repouso surge como necessidade para a recomposição das forças físicas e libertação do Espírito. O limite do trabalho é a própria capacidade do indivíduo: impor excessos a terceiros constitui transgressão moral. Por fim, para os impossibilitados de trabalhar, como os idosos, vigora a lei de caridade, cabendo à família e à sociedade o amparo necessário. O equilíbrio social definitivo depende, sobretudo, da educação moral e da formação do caráter. 3. A Lei de Reprodução: Progresso, União e Equilíbrio Moral A reprodução é uma Lei da Natureza indispensável para a manutenção do mundo corporal e para o progresso contínuo dos Espíritos. Através da sucessão de gerações, as raças se aperfeiçoam moral e intelectualmente, demonstrando que a evolução transforma não apenas os corpos, mas principalmente o pensamento e a capacidade de dominar as forças da natureza. O ser humano atua como agente de equilíbrio no planeta, podendo regular a reprodução com discernimento e responsabilidade, sem abusos motivados unicamente pelo materialismo ou pela sensualidade. A instituição do casamento representa um marco evolutivo na sociedade humana, estabelecendo laços de afeição sólida, respeito e solidariedade. Já a monogamia atende à harmonia natural da igualdade numérica entre os sexos, superando formas primitivas como a poligamia. Por fim, o celibato só possui valor moral quando fundamentado na renúncia sincera e no sacrifício pessoal em benefício do bem comum e da Humanidade, caindo em desuso espiritual quando praticado por mero egoísmo. 4. Lei de Conservação • Instinto de conservação • Meios de conservação • Bens terrenos • Necessário e supérfluo • Privações voluntárias • Mortificações Instinto e Meios de Viver Instinto Natural: Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns é puramente maquinal, raciocinado em outros. Outorgado por Deus a todos os seres vivos para que cumpram os desígnios da providência e alcancem o aperfeiçoamento. Provimento da Terra: Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS

A Origem dos Espíritos! Ensina a Doutrina Espírita que o Espírito é o princípio inteligente do Universo, sendo a inteligência o seu atributo essencial. Esse princípio inteligente tem sua origem no elemento inteligente universal e passa por um minucioso processo de elaboração e individualização até transformar-se no ser denominado Espírito. 1 . A Trajetória da Mônada: Da Origem ao Ser Consciente A origem do espírito é um mistério guardado por Deus, sendo definido na Doutrina Espírita como a individualização do princípio inteligente do Universo. Os pontos centrais dessa criação envolvem a centelha divina, a evolução e o desconhecimento do momento exato Assim, a palavra Espírito é empregada tanto para designar o princípio inteligente do Universo em termos gerais, quanto para designar esse mesmo princípio após a sua efetiva individualização. O Espírito é criado por Deus. Não é, porém, uma emanação ou uma porção da Divindade, mas sim sua obra — exatamente como uma máquina é obra do homem que a fabrica. A máquina é o produto do trabalho humano, não o próprio homem. Deus cria o Espírito pela Sua vontade, como faz em relação a tudo no Universo. E, como a Criação Divina jamais cessa, a formação de novos Espíritos é permanente. 2. O Princípio Inteligente 🎯 A individualização O Espírito representa a individualização do princípio inteligente, da mesma forma que o corpo físico é a individualização do princípio material. Essa individualização efetua-se ao longo de uma série de existências preliminares, nas quais o princípio inteligente cumpre a primeira fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida. Trata-se do seu período de incubação. ✨ Características Um trabalho preparatório, semelhante ao da germinação —, por efeito do qual o princípio inteligente sofre gradativas transformações. Ao atingir o estágio adequado, entra no período da humanização, momento em que passa a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e responsabilidade por seus atos. 🎯 Simples e Ignorantes Assim os espíritos são criados por Deus, tendo um princípio de existência, mas não sendo eternos no sentido de sem começo (diferem de Deus, que sempre existiu). Princípio inteligente: Nascem de uma essência ou princípio inteligente universal que se individualiza ao longo do tempo. Simples e ignorantes: Segundo a codificação de Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, os espíritos são criados simples e ignorantes, sem conhecimento prévio, mas com igual capacidade de evoluir. 3. A Jornada Evolutiva nas Formas Inferiores A propósito dessa elaboração, ensinam os Espíritos Superiores que os elementos orgânicos formadores dos germes que propiciaram a união do princípio inteligente à matéria achavam-se no estado fluídico no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da formação da Terra para começarem nova existência no novo globo. Criado o planeta, esses germes aguardaram as condições propícias para se desenvolverem. O princípio inteligente individualiza-se lentamente por meio de um longo processo de elaboração nas formas inferiores da Natureza até atingir a fase humana. Através de mil modelos inferiores nos labirintos de uma escalada ininterrupta, sob a pressão dos instintos e a força de imperativos biológicos, a mônada vai tendendo para a luz, para a consciência esclarecida e para a liberdade. Esses inúmeros avatares em milhares de organismos desempenham um papel crucial: dotar o princípio inteligente de todas as faculdades que lhe servirão mais tarde. O objetivo é desenvolver o envoltório fluídico, conferindo-lhe a plasticidade necessária e fixando nele as leis cada vez mais complexas que regem as formas vivas. Cria-se, assim, um potencial mediante o qual o futuro Espírito possa, mais tarde, manipular a matéria de modo automático e focar seu progresso superior. Não foi o acaso que gerou as espécies animais e vegetais. Na sucessão das formas, a espécie consequente possui sempre algo a mais do que a antecedente. Tudo no Universo está submetido à lei do progresso. Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem ela acorda, reconhece-se, possui-se e torna-se consciente. 4. Do Protoplasma à Razão: A Síntese Evolutiva A união do princípio inteligente à matéria e o seu percurso pelos reinos da Natureza são sintetizados pelo Espírito André Luiz na obra Evolução em Dois Mundos: “Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações. Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores […], as mônadas celestes (princípio inteligente) exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma […]. Das cristalizações atômicas e dos minerais, do vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas […], o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozoica, esboçando a estrutura esquelética. Avançando pelos equinodermos e crustáceos […], caminhou na direção dos ganoides e teleósteos […] até entrar na classe dos primeiros mamíferos […]. Viajando sempre, adquire […] os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência […] e, alcançando os pitecantropoides da era quaternária […], a mônada atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.” 5. O Período de Humanização e a Ação no Invólucro Fluídico Compreende-se, assim, que o princípio divino aportou na Terra emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo do seu destino — tal como a semente encerra em si a árvore futura. Por envolver constantes modificações nos planos físico e extrafísico simultaneamente, muitos elos da evolução escapam às pesquisas dos naturalistas humanos, pois representam estágios da consciência fragmentária ocorridos fora do campo carnal. À medida que se individualiza e se torna Espírito, o ser não apenas utiliza a matéria, mas aperfeiçoa continuamente seu envoltório fluídico (o perispírito). Allan Kardec aborda essa dinâmica em A Gênese: “O corpo é, pois, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar […]. Para ser mais exato, é preciso

Jeanne_d'Arc

JOANA DARC: A DONZELA DE ORLÉANS

Joana Darc: A Donzela de Orléans! Joana D’Arc foi filha de pobres lavradores. Aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Era analfabeta, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar ao local. Finalmente, um dia, Joana tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder. 1 . A Origem e a Missão de Joana D’Arc Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. Duas mensageiras espirituais a acompanhavam (Catarina e Margarida), “santas” conforme a Igreja que ela frequentava. Aos 17 anos de idade, Joana, doce e amável, parte para sua missão acompanhada de seu tio Durand Laxart e se apresenta ao comandante, falando da sua missão em nome das vozes que a conduziam, daí em diante surgem grandes obstáculos em sua vida até a libertação da França, quando a virgem de Lorena contava apenas 19 anos. O Fogo da Inquisição e o Silêncio da História 🎯 A Missão Logo após o final da guerra Joana é presa pelas forças inglesas e supliciada até a morte na fogueira, condenada como bruxa, feiticeira e herege pela Santa Inquisição. Finalmente, a 30 de maio de 1431, a maior heroína da França é queimada em praça pública. ✨ A Condenação No dia de sua morte, não havia, pois, somente inimigos que a declaravam apóstata, idólatra, impudica, ou amigos fiéis que a veneravam como uma santa. Havia também ingratos que a esqueciam, sem falar dos indiferentes, que não se preocupavam com ela, e gente esperta que se gabava de jamais ter acreditado em sua missão, ou de nela ter pouco acreditado. 🎯 O Trágico Fim Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. 2. O Legado Espiritual de Joana D’Arc Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. Seu ar angelical reflete: ingenuidade e sabedoria, humildade e altivez, ardor viril, angelitude e pureza e, acima de tudo, infinita bondade. Todas as virtudes a adornavam. Ela foi um rastro de luz a iluminar a terrível noite da Idade Média. Quatro séculos mais tarde, em Paris, O Espírito Joana D’Arc dirigiu e mediunidade da jovem Ermance Dufaux que ainda contava com seus 14 anos de idade quando psicografou a obra “História de Joana D’Arc, ditada por ela própria”. Destaque-se que das 300 obras queimadas em praça pública no Auto de fé de Barcelona, constava alguns volumes dessa obra psicografada por Ermance. 3. A Lição de Humildade e Mediunidade de Joana D’Arc No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D’Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato. Recomenda-lhes, ainda, que confiem em seu anjo guardião e que lutem contra o escolho da mediunidade que é o orgulho. Conselhos que ela, em sua vida terrena , na qualidade de médium, muito bem seguira. “O Papa Calixto III, em 1456, por uma comissão eclesiástica, fez pronunciar a reabilitação de Joana e foi declarado, por uma sentença solene, que Joana morreu mártir para a defesa de sua religião, de sua pátria e de seu rei. O Papa quis mesmo canonizá-la, mas sua coragem não foi tão longe. A Igreja, arrependida do grave erro cometido pela Inquisição, buscou reabilitá-la e a beatificou em 24 de abril de 1909, na Catedral de São Pedro, no Vaticano, em Roma, com enorme pompa, sob a direção do papa Pio X, diante de mais de 30.000 pessoas presentes. Em 1920 foi canonizada, recebendo o título de “santa”. 04. Joana D’Arc e o Espiritismo Joana d’Arc não é um problema nem um mistério para os espíritas. É um modelo eminente de quase todas as faculdades mediúnicas, cujos efeitos, como uma porção de outros fenômenos, se explicam pelos princípios da doutrina, sem que haja necessidade de lhes buscar a causa no sobrenatural. Ela é a brilhante confirmação do Espiritismo, do qual foi um dos mais eminentes precursores, não por seus ensinamentos, mas pelos fatos, tanto quanto por suas virtudes, que nela denotam um Espírito superior. “Não há muitos personagens históricos que tenham estado, mais que Joana d’Arc, expostos à contradição dos contemporâneos e da posterioridade. Não há nenhum, entretanto, cuja vida seja mais simples nem melhor conhecida.” Temos que aprender com esses Espíritos a desenvolver em nosso caráter a disciplina, a seriedade e o planejamento organizado, que são virtudes a serem conquistadas por todos os Espíritos que ainda não as possuem, ao longo das reencarnações. Joana d’Arc (1412-1431) Joana d’Arc (em francês: Jeanne d’Arc, em francês médio: Jehanne Darc, Domrémy-la-Pucelle, ca. 1412 – Ruão, 30 de maio de 1431) foi uma camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana alegava receber visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas

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