A LÓGICA DAS CORES
“Há dias em que levantamos e enxergamos o mundo cor-de-rosa. Em outros, porém, tudo parece cinza. Que motivos nos levam a associar cores a sentimentos e emoções? Por que o rosa nos dá a sensação de alegria; e o cinza, de tristeza? Esse é um assunto que a psicologia estuda há décadas e ainda causa controvérsia. Mas uma coisa é certa: as cores estimulam sensações e até mesmo produzem alterações no funcionamento do nosso organismo.”
A cor nada mais é que luz, ou seja, fótons que são emitidos por determinados átomos em processos naturais ou artificiais. Quando refletida nos objetos, a luz é traduzida em cores de comprimentos de onda que variam entre 400 e 770 nanômetros (milionésimos de milímetros). Cada cor tem um determinado comprimento de onda dentro dessa faixa e, no olho humano, há células especiais, cones e bastonetes, capazes de captar as cores e enviá-las ao cérebro. Evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, ao entrar pelos olhos, afeta diretamente o centro das emoções. Embora a maioria das pessoas enxergue a cor da mesma maneira, cada um de nós responde a esse estímulo de formas diferentes. Ou seja, é um fenômeno subjetivo e individual.
Eric Calderoni, psicólogo e professor de comunicação
Vice-presidente da Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP
desenvolveu pesquisas sobre o assunto. Ele afirma que não há consenso na psicologia sobre o efeito de cada cor sobre os seres humanos, porque é extremamente difícil investigar o impacto psicológico das cores de maneira científica. Entre outras, as maiores dificuldades são determinar como o impacto se manifesta no comportamento e se a sua reação é produzida pela exposição à cor ou por outros estímulos.
Em síntese, Calderoni divide o impacto psicológico das cores em dois grandes grupos de teorias: percepções natas e percepções de aprendizado. Segundo a teoria “inatista”, já nascemos programados para sentir as emoções produzidas pelas cores, pois esses padrões derivam de impactos positivos e negativos sobre a seleção natural da espécie. Nesse caso, o homem primitivo, em sua evolução, foi associando as cores a fatores de sobrevivência. Nas teorias inatistas, os impactos psicológicos seriam os mesmos, mas não as reações, que dependeriam da personalidade de cada um.
A teoria do aprendizado, por sua vez, acredita que o indivíduo, durante sua vida, passa a associar cada cor a uma emoção e a um padrão de comportamento. Por exemplo, se viveu experiências agradáveis numa casa pintada de verde, vai gostar dessa cor e de tudo o que relaciona com ela; se tiver experiências negativas irá rejeitá-la. Ambas as teorias dizem que a maioria das pessoas pode reagir de maneira parecida a determinada cor por ter compartilhado experiências semelhantes, como o calor dos dias ensolarados, que associa amarelo à animação, à alegria e ao prazer. A teoria do aprendizado afirma, no entanto, que pessoas de determinada classe social têm experiências semelhantes, o que as faz reagir perante as cores de maneira diferente de pessoas de outras classes.
Melhor comunicação nos resultados de estudos
Os resultados de estudos sobre efeitos psicológicos das cores nos seres humanos são utilizados pela indústria e comércio para comunicar e vender. A cadeia McDonald’s de lanchonetes usa vermelho, amarelo e laranja na decoração das suas lojas e na comunicação visual, pois são cores quentes e vibrantes que estimulam o metabolismo e aumentam o apetite. Paula Csillag, professora de linguagem visual e cor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo, observa que, embora haja consenso sobre a propriedade de certas cores, ele varia conforme a época, a cultura e a religião.
Em inglês, por exemplo, a expressão “I’m blue” (estou azul), que nomeia o sentimento dominante da música “blues” dos antigos escravos negros dos Estados Unidos, significa estar deprimido, para baixo. O verde é a cor do Islã e o branco quer dizer luto em alguns países do Oriente. Na China antiga, o vermelho era o símbolo da boa sorte. Na moderna, foi associado à luta e ao sangue do povo.
“O roxo, no Brasil, era ligado à morte, por causa da religião católica e da Quaresma. Porém, as novas gerações já não fazem mais essa ligação”, explica Paula. A mudança natural de hábitos e padrões faz com que a indústria também se modifique. Hoje, há um refrigerante com zero caloria vendido em latas pretas e vermelhas, antes destinadas apenas a inseticidas. E o azul, que não era usado nas embalagens de alimentos, porque na natureza não há alimentos com essa cor, foi incorporado, recentemente, sobretudo nos laticínios.
O psicólogo clínico paulista Paulo Félix, presidente da Associação Pró- Cor do Brasil, recomenda para o tratamento dos seus pacientes, entre outros métodos, o jogo na caixa de areia na abordagem da psicologia gestalt, baseado na teoria da percepção de cores e formas. Por meio da cor e sua associação com figuras e objetos, ele induz os pacientes a expressar emoções e sentimentos. “São associações sutis, pois a cor está diretamente ligada à personalidade”, assegura.
Alguém deprimido jamais vai usar cores fortes e vibrantes
Como sua primeira formação foi como químico, Félix trabalhou vários anos na indústria têxtil, estudando e desenvolvendo das cores para tecidos e estampas. Segundo ele, um detalhe como uma sola vermelha num sapato preto feminino produz toda uma conotação de sofisticação e elegância. Entretanto, uma mesma cor pode desencadear emoções diferentes: o verde, por exemplo, tanto pode estar associado a gramados e bosques prazerosos quanto a selvas impenetráveis e perigosas. “Alguém tímido ou deprimido jamais vai usar cores fortes e vibrantes, a menos que queira, conscientemente, camuflar esses sentimentos e passar uma imagem diferente”, garante.
Embora a indústria da moda imponha determinadas cores em suas coleções, nem sempre elas fazem sucesso e correm até o risco de serem rejeitadas se não for feito um estudo prévio do seu impacto psicológico. A rejeição pode estar ligada a fatores psicossociais e culturais, pois o que funciona em um país pode não dar certo em outro. Na Europa, especialmente na Inglaterra, os consumidores atualmente tendem a boicotar roupas feitas com tecidos que foram tingidos com pigmentos nocivos aos seres humanos e ao meio ambiente.
Ambiente e Contrastes
A arquiteta e urbanista Lilian Ried Miller Barros criou o espaço Universo da Cor, em São Paulo, para agregar pesquisadores e profissionais interessados na discussão de questões que envolvem o conhecimento consistente da cor. Segundo ela, não se pode analisar apenas a influência isolada de cada cor, mas a composição do cenário como um todo num determinado ambiente, especialmente suas nuances e contrastes. “Ambientes com fortes contrastes entre as cores nos deixam mais despertos e alertas, enquanto contrastes suaves nos provocam a sensação de relaxamento”, afirma. O azul, por exemplo, é uma cor fria que tranquiliza, mas também pode ser impactante, pois se estiver num espaço onde todas as cores são quentes, chamará a atenção. Além disso, há padrões que não mais se sustentam. Hoje, as casas de saúde procuram imitar hotéis, para se tornar menos frias e impessoais, e o famoso verde-hospital deixou de ser a cor predominante, embora possua reconhecidas propriedades calmantes e terapêuticas.
Outra questão importante é como a textura dos objetos influencia na percepção da cor: uma cor fria numa textura rústica pode denotar uma sensação de conforto, utilizável para tornar os ambientes mais aconchegantes. Lilian Barros, que realizou vários projetos de ambientação para redes de bancos e empresas, afirma que a tendência atual é as pessoas trabalharem em grandes espaços. Por isso, é preciso saber usar as cores para criar uma identidade visual adequada, a fim de que todos possam se situar e se orientar no ambiente. A arquiteta usa elementos da flora e da fauna brasileira para criar padrões de cores diferenciadas.
Cela para durões
Em 1978, o psicólogo norte-americano Alexander G. Schauss conduziu experiências com um determinado tom de rosa e seus efeitos no comportamento humano. Essa cor rosa, batizada de Baker-Miller Pink, segundo ele, possuía propriedades calmantes e diminuía o apetite. Em 1979, a Marinha dos Estados Unidos testou a cor em celas especiais do centro correcional em Seattle, chegando à conclusão de que os detentos ficavam mais calmos com apenas 15 minutos de exposição. Décadas depois, algumas penitenciárias adotaram a cela cor-de-rosa, como a State Correctional Institution, de Rockview, onde as celas para confinamento solitário são conhecidas como Restricted Housing Unit.
A finalidade é tranquilizar prisioneiros agressivos e desordeiros. Mas o uso das celas também causa polêmica, pois, na opinião de alguns advogados, trancafiar presos em celas cor-de-rosa equivaleria a uma tortura psicológica. Quartos pintados com essa cor especial também são usados em clínicas psiquiátricas com igual finalidade. Numa pesquisa realizada no México, dois vestiários de times de futebol foram pintados de maneira distinta: um em cores estimulantes e outro com tons tranquilizantes. Em geral, as equipes do vestiário em cores estimulantes faziam o primeiro gol das partidas.
Créditos e Fonte:
Benni_Ha_Ha
https://pixabay.com/pt/illustrations/colorido-chacra-lsd-espiritualidade-2556353/
1º Fonte: Adaptação de Paulo Félix do original "Color Psychology and Color Therapy", de Faber Birren (McGraw-Hill).
2º Fonte: terra.com.br/revistaplaneta
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Edgar Cayce: O Profeta Adormecido! Ainda na infância, Cayce relatava experiências incomuns que despertavam a curiosidade de seus familiares. Ele afirmava conversar com parentes já falecidos e dizia perceber presenças espirituais ao seu redor. Segundo seus relatos, uma das experiências mais marcantes ocorreu quando uma misteriosa mulher vestida de branco lhe apareceu em uma visão e perguntou qual seria o maior desejo de sua vida. Sua resposta foi simples, mas reveladora: Quero ajudar as pessoas!. 1 . Edgar Cayce: A História do Profeta Adormecido Toda sua infância foi no Kentucky e Experiências Incomuns. Edgar Evans Cayce nasceu em 18 de março de 1877, em uma região rural do estado do Kentucky, nos Estados Unidos. Filho de uma família simples de agricultores, cresceu em meio aos campos e à vida tranquila do interior americano. Desde muito cedo, porém, sua trajetória parecia seguir um caminho diferente do das demais crianças. Ainda na infância, Cayce relatava experiências incomuns que despertavam a curiosidade de seus familiares. Ele afirmava conversar com parentes já falecidos e dizia perceber presenças espirituais ao seu redor. Segundo seus relatos, uma das experiências mais marcantes ocorreu quando uma misteriosa mulher vestida de branco lhe apareceu em uma visão e perguntou qual seria o maior desejo de sua vida. Sua resposta foi simples, mas reveladora: queria ajudar as pessoas. O Mistério do Aprendizado pelo Sono 🎯 A partir desse momento, acontecimentos extraordinários passaram a fazer parte de sua rotina. Cayce afirmava possuir uma capacidade incomum de aprender. Conta-se que, ao colocar livros sob o travesseiro enquanto dormia, conseguia absorver seu conteúdo ao despertar. Embora essa alegação jamais tenha sido comprovada cientificamente, ela contribuiu para a construção da aura de mistério que o acompanharia por toda a vida. ✨ Com o passar dos anos, suas habilidades tornaram-se mais evidentes. Ele dizia ser capaz de perceber a energia das pessoas e identificar problemas de saúde apenas entrando em um estado especial de consciência. Foi justamente essa característica que o tornaria famoso em todo o país. 🎯 Independentemente da interpretação adotada, Edgar Cayce tornou-se uma figura singular do século XX 2. O Transe e as Leituras Médicas Durante a juventude, Cayce trabalhou em diversas atividades, incluindo a fotografia, profissão que exerceu por muitos anos. Entretanto, sua notoriedade começou a crescer quando passou a realizar diagnósticos médicos em um estado semelhante ao transe. Nessas ocasiões, deitava-se confortavelmente em um divã, fechava os olhos e relaxava profundamente. Nesse estado alterado de consciência, descrevia doenças, indicava tratamentos e respondia a perguntas sobre os mais variados temas. Foi por causa desse método singular que recebeu da imprensa americana o apelido de “O Profeta Adormecido”. Enquanto permanecia aparentemente dormindo, suas respostas eram registradas por estenógrafos, formando milhares de documentos que seriam preservados para as gerações futures. 3. Atendimentos e Reconhecimento No complexo organograma das organizações de natureza inferior, a figura do Planejador destaca-se como o cérebro por trás das operações mais sofisticadas. Diferente dos executores passionais, ele é a personificação da frieza e da impessoalidade. Sua atuação é estritamente mental: ele possui uma cultura vasta, uma erudição refinada e uma capacidade dialética invejável, o que o torna um debatedor perigoso e um argumentador contundente. Ele não se envolve no “trabalho de campo” nem na execução direta das obsessões; sua função é traçar planos estratégicos com uma precisão matemática. Analisa vulnerabilidades, estuda brechas morais e coordena ataques psicológicos de longo prazo. Por essa capacidade técnica e desapaixonada, goza de imenso prestígio e respeito nas hierarquias trevosas, sendo consultado por líderes e comandantes que dependem de sua inteligência para manter o controle sobre suas áreas de influência. Ao longo de mais de quarenta anos, Edgar Cayce realizou cerca de 14 mil leituras, abordando temas relacionados à saúde, espiritualidade, reencarnação, desenvolvimento pessoal, história antiga e acontecimentos futuros. Embora não possuísse formação médica formal e tivesse estudado apenas até a oitava série, milhares de pessoas procuravam seus conselhos. Um dos casos mais famosos ocorreu quando diagnosticou corretamente um problema na coluna de um médico que acreditava estar sofrendo de apendicite. Posteriormente, exames confirmaram que o sensitivo estava correto. Casos como esse ajudaram a consolidar sua reputação e atraíram cada vez mais interessados em seus serviços. Apesar da fama crescente, Cayce jamais acumulou grande fortuna. Diferentemente de muitos médiuns e videntes de sua época, ele não cobrava pelas leituras que realizava. Aceitava apenas doações voluntárias para ajudar a manter seu trabalho e sustentar sua família. Essa postura contribuiu para fortalecer sua imagem de homem humilde e dedicado ao auxílio do próximo. 4. Previsões e Visões de Futuro A Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial Entre os temas que mais despertavam interesse estavam suas previsões sobre o futuro. Em meados da década de 1920, Cayce alertou diversos clientes sobre uma grave crise econômica que atingiria os Estados Unidos. Alguns de seus seguidores levaram os avisos a sério e retiraram seus investimentos dos bancos antes do colapso da Bolsa de Nova York, em 1929. Quando a Grande Depressão aconteceu, muitos passaram a enxergar suas previsões com ainda mais respeito. Outra previsão frequentemente associada a Cayce dizia respeito aos acontecimentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Anos antes do início do conflito, ele teria mencionado a formação de alianças militares entre Alemanha, Japão e outras nações, além de alertar para um período de grande instabilidade global. Transformações Geológicas e Climáticas foi outra das suas visões não se limitavam à política e à economia. Cayce falava também sobre mudanças geológicas, transformações climáticas e grandes desafios que a humanidade enfrentaria no futuro. Segundo seus registros, ocorreriam terremotos, inundações e alterações significativas em diversas regiões do planeta. Muitas dessas previsões continuam sendo debatidas e interpretadas até os dias atuais. 5. Filosofia Espiritual e as Leis da Alma Evolução Espiritual e Livre-Arbítrio foi no entanto, talvez o aspecto mais importante de seus ensinamentos não estivesse nas profecias em si, mas na mensagem espiritual que transmitia. Cayce acreditava que cada ser humano possuía uma dimensão espiritual e que o desenvolvimento interior era tão importante quanto o progresso material. Falava frequentemente

DIÁLOGO COM AS SOMBRAS
Diálogo com as Sombras! O título “Diálogo com as Sombras” refere-se principalmente a uma obra clássica da literatura espírita escrita por Hermínio Corrêa de Miranda. O livro é um guia fundamental para o estudo e a prática da mediunidade, focado especialmente no processo de doutrinação e assistência a espíritos sofredores. Explicações minuciosas sobre o intercâmbio entre encarnados e desencarnados e os recursos eficazes de auxílio, como a prece e o passe. Embora o livro espírita seja a referência mais comum para esse título, o termo também aparece em outros contextos: Psicologia Analítica: Relaciona-se ao conceito de “Sombra” de Carl Jung, que envolve o reconhecimento e a integração de aspectos ocultos da personalidade para o autoconhecimento. 1 . O Livro: “Diálogo com as Sombras” Qual é o teu nome? – indaga Jesus. (Como se Ele não soubesse) Responde-lhe: O meu nome é Legião, porque somos muitos. E lhe imploro com insistência que não nos mande para fora deste corpo. (MARCOS, 5:9 e 10) Temos sob as vistas um novo livro de Hermínio Corrêa de Miranda: “Diálogo com as sombras”. Estamos familiarizados com os escritos do autor, pois acompanhamo-lo em seus estudos, ano após ano, pelas páginas de “O Reformador”. Conhecemos-lhe as análises criteriosas de dezenas de obras de bastante repercussão, nas esferas da religião, da filosofia e das pesquisas, no mundo do Espiritualismo e, mais especificamente, do Espiritismo e do Evangelho de Jesus. Raros serão os livros marcantes de escritores contemporâneos e antigos, nessas especialidades, que lhe não hajam merecido a crítica serena e constructiva. Terras de Santa Cruz 🎯 Missão Os sistemas doutrinários erguidos pelo pensamento humano, na sua longa e exaustiva elaboração, no curso de milênios, são-lhe objeto de estudos e elucubrações, geralmente traduzidos em artigos e livros que a Federação Espírita Brasileira vai imprimindo e difundindo, aqui e fora dos próprios limites territoriais das Terras de Santa Cruz. ✨ Características Nos últimos anos, os trabalhos de Hermínio Corrêa de Miranda têm esflorado temas de grande importância, como sempre, mas de abordagem difícil, alguns deles pouco estudados antes. “O médium do Anticristo”, por exemplo. Os artigos referentes a “A morte provisória (I e II)”, “Uri Geller”, “O cinquentenário de Lady Nona”, “A maldição dos faraós” etc. 🎯 Aura Fazem-nos pensar mais detidamente nas profundidades do desconhecido. 2. O Dirigente das Trevas: Um poderoso desencarnado Esta figura, recorrente e desafiadora nas reuniões de desobsessão, exerce o papel de verdadeiro estrategista das sombras. Ele não se manifesta por acaso; sua presença é precedida por uma fase minuciosa de observação, na qual estuda as vulnerabilidades da equipe mediúnica e sonda a firmeza moral dos doutrinadores. Sua intenção é clara: mapear o terreno para tomar providências que assegurem a manutenção de seus domínios espirituais e a continuidade do cerco às suas vítimas. Trata-se de um espírito que, inequivocamente em sua última passagem pela Terra, ocupou cargos de alta relevância política, militar ou religiosa. Acostumado ao exercício do poder absoluto e ao som das vozes que se calavam diante de suas ordens, ele transpôs para o plano espiritual a mesma mentalidade autocrática. • Mantém uma postura gélida, tratando a todos como súditos insignificantes. • Não age por impulso, mas através de planos complexos e manipulações psicológicas. • Para ele, a conversação fraterna é um sinal de fraqueza. Ele não aceita sugestões; ele exige, ameaça e se coloca em um pedestal de inatingível superioridade. 3. O Planejador: O Arquiteto das Obsessões Complexas No complexo organograma das organizações de natureza inferior, a figura do Planejador destaca-se como o cérebro por trás das operações mais sofisticadas. Diferente dos executores passionais, ele é a personificação da frieza e da impessoalidade. Sua atuação é estritamente mental: ele possui uma cultura vasta, uma erudição refinada e uma capacidade dialética invejável, o que o torna um debatedor perigoso e um argumentador contundente. Ele não se envolve no “trabalho de campo” nem na execução direta das obsessões; sua função é traçar planos estratégicos com uma precisão matemática. Analisa vulnerabilidades, estuda brechas morais e coordena ataques psicológicos de longo prazo. Por essa capacidade técnica e desapaixonada, goza de imenso prestígio e respeito nas hierarquias trevosas, sendo consultado por líderes e comandantes que dependem de sua inteligência para manter o controle sobre suas áreas de influência. 4. O Jurista: A Rigidez do Formalismo nas Sombras No cenário das obsessões complexas, a classe dos Juristas representa a face pseudo-legalista do plano espiritual inferior. São entidades que se caracterizam por serem extremamente autoritárias e seguras de si, mantendo uma postura de inabalável convicção em sua própria justiça. Eles não agem por impulsos desordenados ou violência bruta; pelo contrário, fundamentam todas as suas ações em processos formais, códigos arcaicos e interpretações distorcidas de leis de causa e efeito. Para esses espíritos, a obsesão não é vista como uma perseguição injusta, mas como a execução de uma “sentença” ou a cobrança de uma dívida legítima. Eles se apresentam com a sobriedade de magistrados, utilizando uma linguagem rebuscada e técnica para intimidar médiuns e doutrinadores, tentando transformar a mesa de socorro em um tribunal onde eles ditam as regras. 5. O Executor: O Braço Armado das Trevas Dentro da hierarquia das organizações obsessivas, o Executor ocupa a posição operacional da linha de frente. Diferente dos planejadores ou dos juristas, ele não se ocupa com a filosofia, com a estratégia ou com a justiça das causas; sua função é estritamente de execução. Ele é aquele que apenas cumpre ordens, agindo com uma frieza mecânica e uma total ausência de remorsos. Para ele, o sofrimento alheio é apenas parte de um trabalho a ser cumprido, e sua consciência parece estar anestesiada por milênios de endurecimento moral. Sua motivação não é ideológica, mas puramente mercenária. O Executor é pago com moedas de baixo teor vibratório: o acesso a prazeres sensoriais grosseiros, a satisfação de vícios degradantes ou a recepção de “condecorações” e status dentro das falanges inferiores. Ele se move pelo interesse imediato e pela lealdade ao líder que melhor gratifica seus instintos primitivos, tornando-se uma ferramenta perigosa e persistente nas

DEFICIÊNCIAS NA ÓTICA ESPÍRITA
Deficiências Na Ótica Espírita Toda doença física ou mental é uma salvação para os excessos que cometemos em algum momento de nossas vidas passadas. Em outras palavras, a inadequação é o resultado de nossa própria escolha! De acordo com o espiritismo, a vida material é apenas uma parte de nossa existência, que é eterna. 1 . A Visão Espírita A falta de conhecimento ou aceitação da reencarnação é o que leva à nossa incompreensão das falhas. Estamos aqui para aprender, para superar as dificuldades, para superar as inadequações, porque cada um de nós recebe o remédio adequado para nos curar. Sem essas falhas, muitos deuses não conseguiriam pagar suas dívidas. Aprendemos através do amor ou da dor. Claro, a segunda é a nossa maior escola. Na visão espiritualista, a deficiência é uma ferramenta de evolução, uma dádiva, uma forma de nos ajudar a reequilibrar nossas energias. O livro 🎯 “Deficiente Mental: por que fui um?” O livro “Deficiente Mental: por que fui um?” psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, é um apanhado de relatos de diversos espíritos que nasceram ou ficaram deficientes ao longo da vida. É muito interessante e vale a pena ser lido. ✨ Características Temos muitas oportunidades de retornar à Terra em diferentes corpos adequados para nosso aprendizado necessário. Quando há muito abuso, há um desequilíbrio que deve ser restaurado para recuperar nosso equilíbrio. Quando o corpo perfeito é danificado, podemos aprender a valorizar essa grande oportunidade de viver na carne por um tempo, aprendendo a torná-lo normal. Castigos não existem, Deus não nos pune, nós merecemos, e as dificuldades de nossa encarnação são lições valiosas.. 🌈 Divaldo Franco Divaldo Pereira Franco disse em uma de suas apresentações que os pais de pessoas com deficiência podem estar diretamente envolvidos no modo atual como a vida espiritual das pessoas com deficiência é vivida. De certa forma, eles cooperaram ou permaneceram desleixados e não puderam ajudar o irmão que teve a chance de salvar seus erros deficientes hoje numa reencarnação juntos. Perante a deficiência 🎯 Missão E como podemos agir perante a deficiência? Culpar a Deus pela situação não ajudará em nada, pelo contrário, só prejudicará e dificultará ainda mais a condição do deficiente e do cuidador. É preciso garantir um ambiente de muita oração, muita vibração positiva, buscando a fé em Deus para cumprir a missão, para que essa seja uma reencarnação redentora. Buscar auxílio em instituições que trabalhem com os deficientes, porque estão preparados para dar bons conselhos. ✨ Características Esses relatos ajudam a ampliar nossa compreensão, mostrando que há um planejamento espiritual por trás de cada existência. Nada ocorre sem propósito dentro das leis divinas. A reencarnação oferece inúmeras oportunidades de aprendizado. Em cada retorno à vida física, o espírito recebe um corpo adequado às suas necessidades evolutivas. 🌈 Abusos Quando há abusos em vidas passadas, cria-se um desequilíbrio que precisa ser reparado. A deficiência pode surgir como meio de restaurar essa harmonia perdida. 2. Importante destacar Ao vivenciar limitações, o espírito aprende a valorizar aspectos da vida que antes negligenciava. Desenvolve paciência, humildade, resiliência e amor. É importante destacar que, na visão espírita, não existem castigos divinos. Deus não pune. As dificuldades são consequências naturais das escolhas e oportunidades de aprendizado. As experiências difíceis são, portanto, lições valiosas. Cada desafio traz consigo a chance de crescimento e transformação interior. 3. Aos pais e cuidadores Segundo ensinamentos de Divaldo Pereira Franco, muitas vezes há vínculos espirituais profundos entre pessoas com deficiência e seus familiares. Essas relações podem envolver compromissos assumidos antes da reencarnação. Pais e cuidadores, nesse contexto, também participam do processo evolutivo. A convivência proporciona aprendizado mútuo, fortalecendo laços de amor e responsabilidade. Diante da deficiência, a atitude mais adequada não é a revolta, mas a compreensão. Culpar a Deus apenas dificulta ainda mais a caminhada e aumenta o sofrimento. 4. Ambientes de amor O caminho mais construtivo envolve fé, oração e busca por apoio. Ambientes de amor, acolhimento e vibrações positivas contribuem significativamente para o bem-estar de todos os envolvidos. Por fim, mais importante do que entender as causas é saber viver o presente. Enfrentar cada dia com esperança, confiança e serenidade é essencial, lembrando sempre que a vida na Terra é apenas uma etapa da jornada eterna do espírito. 5. Resumo Na ótica espírita, a deficiência não é um castigo divino, mas uma ferramenta temporária de evolução espiritual. Ela pode ser uma prova escolhida, expiação (reparação de erros passados) ou missão (lições de superação), vista como oportunidade de aprendizado e reequilíbrio que visa fortalecer virtudes como a paciência e a resiliência. Propósito Evolutivo: O espírito, antes de reencarnar, pode escolher viver com limitações físicas ou mentais para progredir mais rapidamente ou reparar ações de vidas anteriores. Lei de Causa e Efeito: A deficiência está frequentemente atrelada a expiações, permitindo ao espírito lidar com limitações e evitar erros passados, sendo considerada um “recomeço”. Não é Punição: O Espiritismo nega a visão de que a deficiência é um castigo divino, rejeitando o modelo de punição, especialmente baseando-se na conduta de Jesus, que ensinou amor e acolhimento. Missão e Aprendizado: A deficiência pode ser uma missão para despertar a compaixão e o amor ao próximo, tanto no indivíduo quanto em sua família. 📚 Créditos: Fonte: https://www.eusemfronteiras.com.br/ Imagens: https://pixabay.com/pt/images/search/defici%c3%aancia%20fisica/ https://pixabay.com/pt/photos/terceiro-olho-olho-espiritual-2886688/ – A Visão espirita https://pixabay.com/pt/photos/jovem-mulher-resumo-explos%c3%a3o-1088742/ – Dificuldades https://pixabay.com/pt/photos/fam%c3%adlia-bra%c3%a7o-de-cadeira-papai-m%c3%a3e-2972198/ – Aos pais cuidadores https://pixabay.com/pt/photos/fam%c3%adlia-amor-junto-ao-ar-livre-6639676/ – Ambientes de amor https://pixabay.com/pt/photos/inc%c3%aandio-bombeiros-claro-miss%c3%a3o-22331/ – Missão e Aprendizado Nota: Todas as ilustrações foram criadas por Inteligência Artificial com o objetivo de complementar e enriquecer a compreensão do conteúdo textual. Deixe uma resposta Cancelar Resposta Sessão iniciada como Astra Frole. Editar perfil. Sair? 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CRUELDADE
Crueldadel! A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A Visão Espírita 1 . A Visão Espírita Na perspectiva espírita, a crueldade é compreendida como uma manifestação da ignorância espiritual e do afastamento das leis divinas de amor e caridade. O Espiritismo ensina que todo ato cruel, seja físico ou moral, contra animais, pessoas, ou ao meio ambiente, nasce da falta de compreensão da fraternidade universal e da incapacidade de enxergar o próximo como irmão em jornada evolutiva. Assim, a crueldade não é apenas um erro humano, mas um atraso no caminho do espírito rumo à perfeição. Allan Kardec 🎯 Os ensinamentos A crueldade, portanto, representa um obstáculo à evolução, pois impede o indivíduo de desenvolver virtudes como a compaixão. ✨ Características A benevolência e a indulgência. Cada ato cruel gera consequências espirituais, refletindo na lei de causa e efeito, que assegura que colhemos aquilo que semeamos. 🌈 Recurso pedagógico Sob essa ótica, o Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. O sofrimento, nesse sentido, não é vingança divina, mas recurso pedagógico para despertar a consciência. Espiritismo 🎯 Reconhecer Portanto, a visão espírita convida à reflexão e à transformação interior. Reconhecer a crueldade é o primeiro passo para combatê-la, substituindo-a por atitudes de amor e respeito. ✨ Características Espiritismo não vê a crueldade como um castigo eterno, mas como uma oportunidade de aprendizado. O espírito que pratica a crueldade terá, em futuras existências, experiências que o levarão a compreender o valor da empatia e da solidariedade. 🌈 Aura O caminho da evolução espiritual exige que cada indivíduo se esforce para superar suas imperfeições, tornando-se instrumento de paz e de fraternidade no mundo. A Qualidade do que é Cruel 2. A qualidade do que é cruel A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A mais dura e insidiosa das crueldades não é aquela que grita, agride ou transborda em gestos visíveis. É a que se instala silenciosamente no olhar, no julgamento ácido disfarçado de opinião, no abandono afetivo que se justifica como indiferença. Ela não precisa de ferramentas brutais; basta um silêncio calculado, uma palavra escolhida para diminuir, uma expectativa imposta como norma. Muitos a Praticam 3. Muitos a praticam Muitos a praticam sem sequer reconhecer seu nome, acreditando estar apenas “dizendo a verdade”, “ensinando uma lição” ou “fazendo o bem”. No entanto, a essência da crueldade reside justamente nesse descompasso: a capacidade de causar dor ou desprezo com plena consciência do ato, mas com total negligência sobre sua consequência no outro. É a violência que nega a humanidade alheia. O cruel, com frequência, é um ferido que não elaborou sua própria dor. Transforma seu sofrimento em lâmina e projeta no mundo a ferocidade que carrega consigo. A diferença vital é que, enquanto alguns transformam a dor em empatia, outros a convertem em arma. A crueldade, portanto, é muitas vezes o sintoma de uma alma que não se reconciliou com sua própria fragilidade. Mudanças no Alvo Preferencial 4. Mudanças no alvo preferencial A sociedade, por vezes, normaliza e até romantiza formas sutis de crueldade: o cancelamento público, a exposição do fraco ao ridículo, a competitividade que esmaga a solidariedade. Chamamos isso de “meritocracia”, “justiça” ou “liberdade de expressão”, sem perceber que estamos institucionalizando o sofrimento como mecanismo de regulação social. O alvo preferencial da crueldade raramente é o forte, o estabelecido, o bem sucedido, o protegido. Ela se direciona com precisão covarde ao que é percebido como frágil, diferente, vulnerável ou incompreendido. É uma violência que busca não enfrentar, mas esmagar; não debater, mas calar. … O Mal Com Outro Mal 5. O mal com outro mal A resistência à crueldade não se dá pela replicação de sua lógica. Não se combate o mal com outro mal, mas com a recusa firme de participar de seu jogo. É a fronteira ética que diz: “até aqui”. É a coragem de proteger, de acolher, de não compactuar — mesmo quando a pressão do grupo incentiva o oposto. Curioso notar que a mesma pessoa capaz de gestos de profunda crueldade pode ser, em outros contextos, terna e dedicada. Isso revela que a crueldade não é uma essência, mas uma escolha — consciente ou não — de desconexão. É o momento em que se desliga a empatia e se permite tratar o outro não como um “eu” semelhante, mas como um objeto ou obstáculo. A Antítese da Crueldade 6. A antítese da crueldade A antítese da crueldade não é apenas a bondade ocasional, mas a compostura humana cultivada. É a decisão diária de ver o outro em sua complexidade, de lembrar que por trás de cada rosto há uma batalha invisível, de ponderar o peso das palavras antes de lançá-las ao ar. É reconhecer que nossa humanidade se mede, precisamente, pelo tratamento que dispensamos aos que nada podem nos dar em troca. Viver em um mundo onde a crueldade se banaliza é um convite perene à vigilância ética — não para julgar os outros
