O CÉREBRO NA ÓTICA ESPÍRITA
“O corpo perispiritual humano registra os erros cometidos, guardando-os com todas as particularidades vivas dos momentos da queda, e determina o gênero de vida de cada um, no invólucro carnal. Entretanto, ainda que permaneça aparentemente estacionária, a mente prossegue seu caminho, sem recuos, sob a indefectível atuação das forças visíveis ou invisíveis. ”
O princípio espiritual, desde o obscuro momento da criação, caminha sem se deter para a frente. Afastou-se do leito oceânico, atingiu a superfície das águas protetoras, moveu-se em direção à lama das margens, debateu-se no charco, chegou à terra firme, experimentou na floresta material variadas formas representativas, ergueu-se do solo e contemplou o céu.
Depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência. Viajou do simples impulso para a irritabilidade, para a sensação, para o instinto e deste para a razão. Nessa penosa romagem, inúmeros milênios se passaram no tempo.
Estamos em todas as épocas, abandonando esferas inferiores, a fim de escalar as superiores. O cérebro é o órgão sagrado da manifestação da mente, em trânsito da animalidade primitiva para a Espiritualidade humana. Em síntese, o homem das últimas centenas de séculos, representa a humanidade vitoriosa, emergindo da bestialidade primária.
Os desencarnados, em número de bilhões de Espíritos ainda pesados.
Desta condição participamos nós, os desencarnados, em número de bilhões de Espíritos ainda pesados, por não havermos, até o momento, desembaraçado todo o conteúdo de qualidades inferiores de nossa organização perispiritual; tal circunstância nos compele a viver, após a morte física, em formações afins, em sociedades realmente avançadas, mas semelhantes aos agrupamentos terrestres. Oscilamos entre a liberação e a reencarnação, aperfeiçoando-nos, burilando-nos, progredindo, até conseguir, pelo refinamento próprio, acesso a expressões sublimes da Vida Superior, que ainda não nos é dado compreender.
Nos dois lados da existência, em que nos movimentamos e dentro dos quais se encontram se encontram o nascimento e a morte do corpo denso, como portas de acesso, o trabalho construtivo é a nossa bênção, aparelhando-nos para o futuro divino. A atividade, na esfera que ocupamos, é, para quantos se conservam quites com a Lei, mais rica de amor e de felicidade, pois a matéria é mais rarefeita a mais obediente às nossas solicitações de índole superior. Atravessando, contudo, o rio do renascimento, somos surpreendidos pelo duro trabalho de recapitulação para a necessária aprendizagem.
Por lá semearemos para colher, aqui, aprimorando, reajustando e embelezando, até atingir a colheita perfeita, o celeiro farto de grãos sublimes, de modo a nos transferirmos, aptos e vitoriosos, para outras “terras do céu”. Não devemos acreditar, porém, quanto aos serviços de resgate e de expiação, que a esfera carnal seja a única, capaz de oferecer o bendito ensejo de sofrimento áspero e redentor.
Em regiões sombrias, fora dela, como não podes ignorar, há oportunidade de tratamento expiatório
para os devedores mais infelizes, que voluntariamente contraíram perigosos débitos para com a Lei. Perguntas por que motivo o homem encarnado não conserva a plenitude de suas recordações do longuíssimo pretérito; isso é natural, em virtude da tão grande ascendência do corpo perispiritual sobre o mecanismo fisiológico. Se a forma física evoluiu e se aperfeiçoou, o mesmo terá acontecido ao organismo perispiritual, através das idades.
Nós mesmos, em nossa relativa condição da espiritualidade, ainda não possuímos o processo de reminiscência integral dos caminhos percorridos. Não estamos, por enquanto, munidos de suficiente luz para descer com proveito a todos os ângulos do abismo das origens; tal faculdade, só mais tarde a adquiriremos quando a alma estiver livre de todo e qualquer resquício de sombra.
Comparando, entretanto, a nossa situação com os estados menos lúcidos de nossos irmãos encarnados, é preciso não esquecer que os nervos, o cortex-motor e os lobos frontais, que ora examinamos, constituem apenas regulares pontos de contato entre a organização perispiritual e o aparelho físico, indispensáveis, uma e outro, ao trabalho de enriquecimento e de crescimento do ser eterno. Em linguagem mais simples, são os respiradouros dos impulsos, experiências e noções elevadas da personalidade real que não se extingue no túmulo, e que não suportaria a carga de dupla vida.
Em razão disto, e atendendo aos deveres impostos à consciência de vigília
para os serviços
de cada dia, desempenham função amortecedora: são quebra-luzes, atuando beneficamente
para que a alma encarnada trabalhe e aprenda. Além disso, nascimento e morte, na esfera carnal,
para a generalidade das criaturas são choques biológicos, imprescindíveis à renovação. Em
verdade, não há total esquecimento na Crosta Terrestre, nem restauração imediata da memória
nas oficinas da existência, que seguem, de modo natural no campo da atividade física. Todos os
homens conservam tendências e faculdades, que quase equivalem a efetiva lembrança do
passado; e nem todos, ao atravessarem o sepulcro, podem readquirir, repentinamente, o
patrimônio de suas reminiscências.
Quem permanece muito na matéria, demorando-se em baixo padrão vibratório no campo
físico, não pode reacender, de pronto, a luz da memória. Despenderá tempo para se desfazer dos
pesados envoltórios a que inadvertidamente se prendeu. Dentro da luta humana, também, é indispensável que os neurônios se transformem em luvas, mais ou menos espessas, a fim de que o fluxo das recordações não modere o esforço edificante da alma encarnada, empenhada em
nobres objetivos de redenção e resgate, no aprimoramento de seu ministério divino. É necessário reconhecer, porém, que a nossa mente aqui age no organismo perispiritual, com poderes muito mais extensos, em razão da singular natureza e elasticidade da matéria que presentemente define nossa forma.
Isto, contudo, em nosso círculo de ação, não nos evita das manifestações grosseiras, as
quedas lastimáveis, as doenças complexas, porque a mente, o senhor do corpo, mesmo aqui, é
acessível ao vício, ao relaxamento e às paixões arruinantes. A demora excessiva num desses planos, com as ações que lhe são consequentes, determina do cosmo individual. A criatura estacionada na região dos impulsos perde-se num labirinto de causas e efeitos, desperdiçando
tempo e energia; quem se entrega, de modo absoluto, ao esforço maquinal, sem consulta ao passado e sem organização de bases para o futuro, mecaniza a existência (como atualmente
ocorre) destituindo-a de luzes edificantes; os que se refugiam exclusivamente no templo das
noções superiores sofrem o perigo da contemplação sem obras, da meditação sem trabalho, da renúncia sem proveito.
Para que nossa mente prossiga na direção do alto
é indispensável que se equilibre,
valendo-se das conquistas passadas, para orientar os serviços presentes, e amparando-se, ao
mesmo tempo, na esperança que frui, cristalina e bela, da fonte superior do idealismo elevado;
através dessa fonte a criatura pode captar do plano divino as energias restauradoras, assim
construindo o futuro santificante. E como nos encontramos indissoluvelmente ligados aos que
se afinam conosco, em obediência a indefectíveis desígnios universais, quando nos
desequilibramos, pelo excesso de fixação mental, num dos mencionados setores, entramos em
contato com as inteligências encarnadas ou desencarnadas em condições análogas às nossas.
– Temos aqui dois amigos de mente fixada na região dos instintos primários. O encarnado,
depois de reiteradas vibrações no campo do pensamento, em fuga da recordação e do remorso,
arruinou os centros motores, desorganizando também o sistema endócrino e perturbando os
órgãos vitais. O desencarnado converteu todas as energias em alimento da ideia de vingança,
acolhendo-se ao ódio em que se mantém foragido da razão e do altruísmo. Outra seria a situação de ambos se houvessem esquecido a queda, reerguendo-se pelo trabalho construtivo e pelo entendimento fraternal, no santuário do perdão legítimo.
Segundo verificamos, Jesus tinha redobradas razões recomendando-nos o amor aos
inimigos e a oração pelos que nos perseguem e caluniam. Não é isto mera virtude, mas princípio científico de libertação do ser, de progresso da alma, de amplitude espiritual: no pensamento
residem as causas. Época virá, em que o amor, a fraternidade e a compreensão, definindo
estados do espírito, serão tão importantes para a mente encarnada quanto o pão, a água, o remédio; é questão de tempo. Lícito é esperar sempre o bem, com o otimismo divino. A mente
humana, de maneira geral, ascende para o conhecimento superior, apesar de, por vezes, parecer o contrário.
Permaneceu Calderaro longos minutos em vigorosas irradiações magnéticas
Em seguida, permaneceu Calderaro longos minutos em vigorosas irradiações magnéticas,
que, envolvendo a cabeça e a espinha dorsal do enfermo parecendo fortemente repousantes,
porque em breve o doente, antes torturado, se abandonava a sono tranquilo, como se sorvera
suavíssimo anestésico. Dentro em pouco se encontrava em nosso círculo, temporariamente
afastado do veículo denso, tomado de pavor perante o verdugo implacável, que se mantinha
sentado, impassível, num dos ângulos do leito.
– E porque não tentarmos o esclarecimento verbal, agora, a estes nossos amigos? –
Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro – acrescentou o
instrutor tranquilamente. Nesse momento, alguém assomou à porta de entrada. Curvei-me,
comovido e respeitoso. Calderaro tocou-me o ombro de leve, e murmurou-me ao ouvido: – É a
irmã Cipriana, a portadora do divino amor fraternal, que ainda não adquirimos.
Créditos e Fonte:
Benni_Ha_Ha
https://pixabay.com/pt/illustrations/colorido-chacra-lsd-espiritualidade-2556353/
1º Fonte: NO MUNDO MAIOR, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier,
11ª. Edição FEB, pgs. 49 a 65; textos escolhidos e simplificados por Gastão Crivelini e digitados
por Bernadete Bin Crivelini. Distribuição gratuita. Balneário Camboriú/SC, 9 de janeiro de 2015.
"No Mundo Maior" - Testemunha de diversos atendimentos realizados no plano superior, o Espírito André Luiz aborda os motivos de desequilíbrio mental e as consequências a que podem ser submetidos os irmãos imersos na loucura. Suicídio, aborto, epilepsia, mongolismo...
por Chico Xavier (Autor)
André Luiz (Espírito)
"O Outro lado da mente" - É evidente que estamos apenas arranhando a superfície das potencialidades humanas. Quando a cortina do mistério for levantada do último canto inexplorado da mente, não haverá limites para o que o futuro reserva para moldar o destino da humanidade...
por W. Clement Stone (Autor)
"O Cérebro e a Mente" - Com base na doutrina espírita, esta obra mostra a mente humana como uma entidade espiritual que dirige e determina a evolução do cérebro físico. Esta visão nos permite conhecer com segurança uma série de fenômenos que a mente humana expressa em suas manifestações...
por Nubor Orlando Facure (Autor)
"A religião do cérebro" - A Religião do Cérebro é um livro revolucionário. Seu autor, o médico Raul Marino Jr., um dos maiores especialistas em neurocirurgia do país, discute um tema polêmico e que divide médicos e cientistas...
por Marino Jr. Raul (Autor)
"Um cirurgião sob o olhar de Deus" - Ao trazermos o sagrado para a nossa mesa de trabalho e para as nossas mesas cirúrgicas, elas se tornam um altar.” Raul Marino Jr. espera que o conteúdo deste livro de cunho humanístico possa servir como reflexão e modesta contribuição para uma verdadeira...
por Marino Jr. Raul (Autor)
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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

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QUEM FOI O ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ
Quem foi o espírito André Luiz? No espiritismo, André Luiz é o pseudônimo de um dos espíritos mais importantes e atuantes, célebre por ditar uma série de livros psicografados por Chico Xavier e Waldo Vieira. Na sua última encarnação na Terra, ele teria sido um médico sanitarista de sucesso que viveu e trabalhou no Rio de Janeiro no início do século XX. 01 – André Luiz é o pseudônimo Quem ele foi em vida e o anonimato Em suas obras, o espírito optou por ocultar sua real identidade civil e adotar o nome “André Luiz” (que era o nome de um dos irmãos de Chico Xavier). Essa escolha serviu para poupar seus parentes ainda vivos e evitar disputas jurídicas de direitos autorais. Embora o espiritismo defenda o anonimato de sua identidade real, muitos pesquisadores e leitores frequentemente associam sua trajetória terrena a grandes nomes da medicina brasileira, como os médicos Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, devido ao profundo conhecimento científico e biológico presente em seus textos. Talvez que o trabalho de André Luiz não encontre uma compreensão generalizada no momento, mas podem acreditar que para a educação espiritual do indivíduo encarnado esse esforço apresenta ilações muito graves pela exatidão dos conceitos a que chegou o mensageiro, aproveitando todas as possibilidades de simplificação ao seu alcance. Vivemos uma época de grandes revelações interiores. “Carlos Chagas” 26/01/44 🎯 A jornada espiritual e o livro “Nosso Lar” 🎯 Missão A história do próprio André Luiz serve como um grande estudo de caso sobre a vida após a morte. ✨ O Umbral Após o seu desencarne (morte física), ele passou cerca de oito anos em uma região de sofrimento espiritual conhecida como “Umbral”. Ele relata ter ido para lá por ter sido um “suicida inconsciente”, em consequência de uma vida de excessos e desregramentos que prejudicaram sua saúde. 🎯 O Resgate Após clamar por socorro com real humildade, foi resgatado por benfeitores espirituais. 🎯 Nosso Lar Ele foi levado para uma cidade espiritual chamada Nosso Lar. Ali, deixou o orgulho de médico de lado, aceitou a condição de humilde aprendiz e passou a trabalhar e estudar a ciência do plano espiritual. 02 – Nosso Lar: a Brasília do além Bosques, rios, jardins, fontes luminosas, conjuntos habitacionais e enormes torres onde funcionam Ministérios. Poderíamos estar falando de Brasília. Mas essa também é a descrição de Nosso Lar, uma cidade no além descrita por Chico em 1944 (16 anos antes da inauguração de Brasília). Localizada no Plano Astral, ou seja, em um plano espiritual, que abrigaria mais de 1 milhão de desencarnados – homens, mulheres, jovens e velhos que estão lá para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. Apesar de serem espíritos e estarem todos vestidos em trajes brancos, os habitantes da colônia tinham uma vida muito parecida com a dos mortais. Até 1944, ninguém havia contado com tanta riqueza de detalhes como seria a suposta vida após a morte. Segundo Chico, o relato virou livro graças a um espírito que nunca teria revelado sua verdadeira identidade e que assinava as obras com o pseudônimo de André Luiz. O livro Nosso Lar, escrito por Chico Xavier enquanto estaria encarnado por ele, falava de um plano espiritual tão realista quanto futurista: o livro descreve aparelhos comunicadores pessoais parecidos com nossos celulares, um “aerobus” (meio de transporte aéreo muito veloz) e telas planas semelhantes às TVs de plasma. Uma muralha com baterias magnéticas protegia Nosso Lar. A cidade tinha o formato de uma estrela de seis pontas e teria sido fundada por portugueses que desencarnaram no Brasil no século 16. 03 – André Luiz: o misterioso autor do mundo espiritual Foi com Nosso Lar que o mais conhecido médium brasileiro deu início à série A Vida no Mundo Espiritual. Assinados por André Luiz, os 13 livros escritos ao longo de 25 anos contam histórias sobre o além. As obras mostraram na prática, por meio de personagens, o funcionamento dos ensinamentos de Allan Kardec e do espiritismo, como a lei de causa e efeito, que diz que tudo o que fizermos em uma encarnação será igualmente imposto a nós em outras vidas. O espírito de André Luiz teria se apresentado para Chico Xavier dizendo que escreveria alguns livros com ele. O médium aceitou e pediu o nome que seria assinado nas obras. Havia um rapaz dormindo na cama ao lado naquele momento. Era André Luiz, o meio-irmão de Chico, e o médium diz que esse foi o pseudônimo que o espírito escolheu para assinar as obras. 04 – A verdadeira identidade de André Luiz Nos livros, Chico deixou uma pista de quem teria sido André Luiz quando vivo. Em Nosso Lar, o médium escreveu que o espírito teria sido um médico sanitarista conhecido no Rio de Janeiro do início do século 20. Ao longo dos anos, a curiosidade foi tão grande que surgiram hipóteses. Um dos nomes especulados é o de Oswaldo Cruz, figura que estudou doenças tropicais, como febre amarela e varíola, e ajudou a combater epidemias no Rio de Janeiro. Entrou para a história do Brasil quando obrigou a população carioca a se vacinar, culminando na Revolta da Vacina, em 1904. A segunda hipótese é Carlos Chagas, famoso cientista brasileiro conhecido internacionalmente pela descoberta da doença de Chagas. O médico era amigo de Oswaldo Cruz e morreu em 1934. Outra possível identidade de André Luiz é o médico carioca Faustino Esposel, mas ele foi mais conhecido por ter sido presidente do Flamengo na década de 1920 do que pelo trabalho na área da saúde. A hipótese de que André seria Carlos Chagas é sustentada, inclusive, por Waldo Vieira, o principal parceiro de psicografia de Chico, que também atribuiu a autoria de livros a André Luiz. Os médiuns alegavam que o espírito conversava com a dupla ao mesmo tempo – o que obrigou os colegas a adotar um sistema de trabalho caótico. Para psicografar Evolução em Dois Mundos, romance clássico do espiritismo que descreve a alma humana em termos médicos, Chico e Waldo estavam em

AS LEIS NATURAIS
As Leis Naturais (Lei de Deus) A lei natural é a Lei de Deus, eterna e imutável, única verdadeira para a felicidade humana. Ela abrange tanto as leis físicas (regendo a matéria) quanto as leis morais (regendo a alma e as relações humanas), sendo apropriadas a cada mundo e ao progresso dos seres que os habitam. 1 . As Leis Naturais (Lei de Deus) O conhecimento da lei natural está escrito na consciência de todos, mas poucos a compreendem plenamente. Deus proporcionou revelações através de Espíritos superiores encarnados, sendo Jesus o modelo mais perfeito já oferecido à humanidade. A missão atual dos Espíritos é tornar a verdade clara e acessível a todos, preparando o reino do bem anunciado por Jesus. Para distinguir o bem do mal, basta aplicar a regra de ouro: “fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem”. O bem é tudo que está conforme a Lei de Deus; o mal, o que lhe é contrário. A responsabilidade é proporcional ao conhecimento que cada um possui — o instruído é mais culpado que o ignorante. A prática do bem não se limita à caridade material, mas consiste em ser útil ao próximo sempre que possível. O mérito está na dificuldade em praticá-lo. A lei natural pode ser dividida em dez partes: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, justiça, amor e caridade — esta última, a mais importante, resume todas as outras e conduz o homem à vida espiritual superior. 01. Lei de adoração 🎯 Objetivo da adoração • Objetivo da adoração • Adoração exterior • Vida contemplativa • A prece • Politeísmo • Sacrifícios Em que consiste a adoração? Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma. Sentimento Inato: A adoração é natural em todos os povos e nasce da consciência da fraqueza humana diante da Divindade. Elevação da Alma: Adorar é elevar o pensamento a Deus, aproximando a alma do Criador. Adoração do Coração: A verdadeira adoração ocorre na intenção sincera e na prática do bem, e não em cerimônias exteriores sem renovação moral. ✨ Ação, Prece e Prática Vida Ativa: A vida puramente contemplativa é inútil. Não fazer o mal não basta; Deus exige a prática ativa do bem e o cumprimento dos deveres na Terra. Essência da Prece: Orar é pensar em Deus, louvar, pedir e agradecer. Vale a fé e a sinceridade do coração, e não a extensão das palavras ditas pelos lábios. Intercessão: A prece sincera atrai os bons Espíritos, dá forças nas provações e alivia o sofrimento dos encarnados e desencarnados. 🎯 Origem e Ilusões Politeísmo: Na ignorância primitiva, o homem divinizou fenômenos e Espíritos, atribuindo-lhes aspectos materiais. Sacrifícios: Nasceram da falsa crença de agradar a Deus destruindo criaturas. Deus jamais exigiu sacrifícios de homens ou animais. Intenção Divina: Deus julga pela intenção pura e reprova guerras e fanatismos impostos “a ferro e fogo”. 🎯 Pontos Chave A Sinceridade é Tudo: A adoração real é a do coração. Rituais e aparências não substituem a transformação moral nem a caridade. Fé em Ação: O trabalho em favor do próximo e as boas ações constituem a forma mais sincera e eficaz de prece. Esclarecimento Progressivo: O progresso moral substitui o medo e as superstições históricas pela lei de amor e união. 2. A Lei do Trabalho e do Repouso: Evolução, Dever e Justiça Social O trabalho é uma Lei da Natureza e uma necessidade fundamental para a evolução humana. Longe de ser apenas uma obrigação material, ele abrange toda ocupação útil, englobando tanto o esforço físico quanto o intelectual. Enquanto os animais trabalham voltados unicamente à própria conservação, o ser humano trabalha com um duplo propósito: prover sua subsistência e desenvolver o pensamento, elevando-se moral e intelectualmente. A obrigação de ser útil aplica-se a todos. Mesmo quem possui meios materiais suficientes permanece submetido ao dever de contribuir para o bem comum e para o progresso da sociedade. A inutilidade voluntária e a ociosidade contrariam essa lei natural. De forma complementar, o repouso surge como necessidade para a recomposição das forças físicas e libertação do Espírito. O limite do trabalho é a própria capacidade do indivíduo: impor excessos a terceiros constitui transgressão moral. Por fim, para os impossibilitados de trabalhar, como os idosos, vigora a lei de caridade, cabendo à família e à sociedade o amparo necessário. O equilíbrio social definitivo depende, sobretudo, da educação moral e da formação do caráter. 3. A Lei de Reprodução: Progresso, União e Equilíbrio Moral A reprodução é uma Lei da Natureza indispensável para a manutenção do mundo corporal e para o progresso contínuo dos Espíritos. Através da sucessão de gerações, as raças se aperfeiçoam moral e intelectualmente, demonstrando que a evolução transforma não apenas os corpos, mas principalmente o pensamento e a capacidade de dominar as forças da natureza. O ser humano atua como agente de equilíbrio no planeta, podendo regular a reprodução com discernimento e responsabilidade, sem abusos motivados unicamente pelo materialismo ou pela sensualidade. A instituição do casamento representa um marco evolutivo na sociedade humana, estabelecendo laços de afeição sólida, respeito e solidariedade. Já a monogamia atende à harmonia natural da igualdade numérica entre os sexos, superando formas primitivas como a poligamia. Por fim, o celibato só possui valor moral quando fundamentado na renúncia sincera e no sacrifício pessoal em benefício do bem comum e da Humanidade, caindo em desuso espiritual quando praticado por mero egoísmo. 4. Lei de Conservação • Instinto de conservação • Meios de conservação • Bens terrenos • Necessário e supérfluo • Privações voluntárias • Mortificações Instinto e Meios de Viver Instinto Natural: Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns é puramente maquinal, raciocinado em outros. Outorgado por Deus a todos os seres vivos para que cumpram os desígnios da providência e alcancem o aperfeiçoamento. Provimento da Terra: Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o

A ORIGEM DOS ESPÍRITOS
A Origem dos Espíritos! Ensina a Doutrina Espírita que o Espírito é o princípio inteligente do Universo, sendo a inteligência o seu atributo essencial. Esse princípio inteligente tem sua origem no elemento inteligente universal e passa por um minucioso processo de elaboração e individualização até transformar-se no ser denominado Espírito. 1 . A Trajetória da Mônada: Da Origem ao Ser Consciente A origem do espírito é um mistério guardado por Deus, sendo definido na Doutrina Espírita como a individualização do princípio inteligente do Universo. Os pontos centrais dessa criação envolvem a centelha divina, a evolução e o desconhecimento do momento exato Assim, a palavra Espírito é empregada tanto para designar o princípio inteligente do Universo em termos gerais, quanto para designar esse mesmo princípio após a sua efetiva individualização. O Espírito é criado por Deus. Não é, porém, uma emanação ou uma porção da Divindade, mas sim sua obra — exatamente como uma máquina é obra do homem que a fabrica. A máquina é o produto do trabalho humano, não o próprio homem. Deus cria o Espírito pela Sua vontade, como faz em relação a tudo no Universo. E, como a Criação Divina jamais cessa, a formação de novos Espíritos é permanente. 2. O Princípio Inteligente 🎯 A individualização O Espírito representa a individualização do princípio inteligente, da mesma forma que o corpo físico é a individualização do princípio material. Essa individualização efetua-se ao longo de uma série de existências preliminares, nas quais o princípio inteligente cumpre a primeira fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida. Trata-se do seu período de incubação. ✨ Características Um trabalho preparatório, semelhante ao da germinação —, por efeito do qual o princípio inteligente sofre gradativas transformações. Ao atingir o estágio adequado, entra no período da humanização, momento em que passa a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e responsabilidade por seus atos. 🎯 Simples e Ignorantes Assim os espíritos são criados por Deus, tendo um princípio de existência, mas não sendo eternos no sentido de sem começo (diferem de Deus, que sempre existiu). Princípio inteligente: Nascem de uma essência ou princípio inteligente universal que se individualiza ao longo do tempo. Simples e ignorantes: Segundo a codificação de Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, os espíritos são criados simples e ignorantes, sem conhecimento prévio, mas com igual capacidade de evoluir. 3. A Jornada Evolutiva nas Formas Inferiores A propósito dessa elaboração, ensinam os Espíritos Superiores que os elementos orgânicos formadores dos germes que propiciaram a união do princípio inteligente à matéria achavam-se no estado fluídico no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da formação da Terra para começarem nova existência no novo globo. Criado o planeta, esses germes aguardaram as condições propícias para se desenvolverem. O princípio inteligente individualiza-se lentamente por meio de um longo processo de elaboração nas formas inferiores da Natureza até atingir a fase humana. Através de mil modelos inferiores nos labirintos de uma escalada ininterrupta, sob a pressão dos instintos e a força de imperativos biológicos, a mônada vai tendendo para a luz, para a consciência esclarecida e para a liberdade. Esses inúmeros avatares em milhares de organismos desempenham um papel crucial: dotar o princípio inteligente de todas as faculdades que lhe servirão mais tarde. O objetivo é desenvolver o envoltório fluídico, conferindo-lhe a plasticidade necessária e fixando nele as leis cada vez mais complexas que regem as formas vivas. Cria-se, assim, um potencial mediante o qual o futuro Espírito possa, mais tarde, manipular a matéria de modo automático e focar seu progresso superior. Não foi o acaso que gerou as espécies animais e vegetais. Na sucessão das formas, a espécie consequente possui sempre algo a mais do que a antecedente. Tudo no Universo está submetido à lei do progresso. Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem ela acorda, reconhece-se, possui-se e torna-se consciente. 4. Do Protoplasma à Razão: A Síntese Evolutiva A união do princípio inteligente à matéria e o seu percurso pelos reinos da Natureza são sintetizados pelo Espírito André Luiz na obra Evolução em Dois Mundos: “Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações. Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores […], as mônadas celestes (princípio inteligente) exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma […]. Das cristalizações atômicas e dos minerais, do vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas […], o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozoica, esboçando a estrutura esquelética. Avançando pelos equinodermos e crustáceos […], caminhou na direção dos ganoides e teleósteos […] até entrar na classe dos primeiros mamíferos […]. Viajando sempre, adquire […] os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência […] e, alcançando os pitecantropoides da era quaternária […], a mônada atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão.” 5. O Período de Humanização e a Ação no Invólucro Fluídico Compreende-se, assim, que o princípio divino aportou na Terra emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo do seu destino — tal como a semente encerra em si a árvore futura. Por envolver constantes modificações nos planos físico e extrafísico simultaneamente, muitos elos da evolução escapam às pesquisas dos naturalistas humanos, pois representam estágios da consciência fragmentária ocorridos fora do campo carnal. À medida que se individualiza e se torna Espírito, o ser não apenas utiliza a matéria, mas aperfeiçoa continuamente seu envoltório fluídico (o perispírito). Allan Kardec aborda essa dinâmica em A Gênese: “O corpo é, pois, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar […]. Para ser mais exato, é preciso

JOANA DARC: A DONZELA DE ORLÉANS
Joana Darc: A Donzela de Orléans! Joana D’Arc foi filha de pobres lavradores. Aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Era analfabeta, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar ao local. Finalmente, um dia, Joana tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder. 1 . A Origem e a Missão de Joana D’Arc Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. Duas mensageiras espirituais a acompanhavam (Catarina e Margarida), “santas” conforme a Igreja que ela frequentava. Aos 17 anos de idade, Joana, doce e amável, parte para sua missão acompanhada de seu tio Durand Laxart e se apresenta ao comandante, falando da sua missão em nome das vozes que a conduziam, daí em diante surgem grandes obstáculos em sua vida até a libertação da França, quando a virgem de Lorena contava apenas 19 anos. O Fogo da Inquisição e o Silêncio da História 🎯 A Missão Logo após o final da guerra Joana é presa pelas forças inglesas e supliciada até a morte na fogueira, condenada como bruxa, feiticeira e herege pela Santa Inquisição. Finalmente, a 30 de maio de 1431, a maior heroína da França é queimada em praça pública. ✨ A Condenação No dia de sua morte, não havia, pois, somente inimigos que a declaravam apóstata, idólatra, impudica, ou amigos fiéis que a veneravam como uma santa. Havia também ingratos que a esqueciam, sem falar dos indiferentes, que não se preocupavam com ela, e gente esperta que se gabava de jamais ter acreditado em sua missão, ou de nela ter pouco acreditado. 🎯 O Trágico Fim Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. 2. O Legado Espiritual de Joana D’Arc Em seu caráter admirável se fundem as qualidades aparentemente mais contraditórias: força e doçura, energia e ternura, previdência, sagacidade, mente viva, engenhosa e penetrante, capaz de, em poucas palavras claras e precisas, resolver as questões mais difíceis e as situações mais ambíguas. Seu ar angelical reflete: ingenuidade e sabedoria, humildade e altivez, ardor viril, angelitude e pureza e, acima de tudo, infinita bondade. Todas as virtudes a adornavam. Ela foi um rastro de luz a iluminar a terrível noite da Idade Média. Quatro séculos mais tarde, em Paris, O Espírito Joana D’Arc dirigiu e mediunidade da jovem Ermance Dufaux que ainda contava com seus 14 anos de idade quando psicografou a obra “História de Joana D’Arc, ditada por ela própria”. Destaque-se que das 300 obras queimadas em praça pública no Auto de fé de Barcelona, constava alguns volumes dessa obra psicografada por Ermance. 3. A Lição de Humildade e Mediunidade de Joana D’Arc No capítulo XXXI de O livro dos médiuns, vindo a lume no ano de 1861, quando o Codificador reúne Dissertações Espíritas, confere à de Joana D’Arc o número 12, onde ela se dirige aos médiuns, em especial, concitando-os ao exercício do mediunato. Recomenda-lhes, ainda, que confiem em seu anjo guardião e que lutem contra o escolho da mediunidade que é o orgulho. Conselhos que ela, em sua vida terrena , na qualidade de médium, muito bem seguira. “O Papa Calixto III, em 1456, por uma comissão eclesiástica, fez pronunciar a reabilitação de Joana e foi declarado, por uma sentença solene, que Joana morreu mártir para a defesa de sua religião, de sua pátria e de seu rei. O Papa quis mesmo canonizá-la, mas sua coragem não foi tão longe. A Igreja, arrependida do grave erro cometido pela Inquisição, buscou reabilitá-la e a beatificou em 24 de abril de 1909, na Catedral de São Pedro, no Vaticano, em Roma, com enorme pompa, sob a direção do papa Pio X, diante de mais de 30.000 pessoas presentes. Em 1920 foi canonizada, recebendo o título de “santa”. 04. Joana D’Arc e o Espiritismo Joana d’Arc não é um problema nem um mistério para os espíritas. É um modelo eminente de quase todas as faculdades mediúnicas, cujos efeitos, como uma porção de outros fenômenos, se explicam pelos princípios da doutrina, sem que haja necessidade de lhes buscar a causa no sobrenatural. Ela é a brilhante confirmação do Espiritismo, do qual foi um dos mais eminentes precursores, não por seus ensinamentos, mas pelos fatos, tanto quanto por suas virtudes, que nela denotam um Espírito superior. “Não há muitos personagens históricos que tenham estado, mais que Joana d’Arc, expostos à contradição dos contemporâneos e da posterioridade. Não há nenhum, entretanto, cuja vida seja mais simples nem melhor conhecida.” Temos que aprender com esses Espíritos a desenvolver em nosso caráter a disciplina, a seriedade e o planejamento organizado, que são virtudes a serem conquistadas por todos os Espíritos que ainda não as possuem, ao longo das reencarnações. Joana d’Arc (1412-1431) Joana d’Arc (em francês: Jeanne d’Arc, em francês médio: Jehanne Darc, Domrémy-la-Pucelle, ca. 1412 – Ruão, 30 de maio de 1431) foi uma camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Nasceu filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, numa família camponesa, em Domrémy no nordeste da França. Joana alegava receber visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a França do domínio da Inglaterra. O não coroado Carlos VII enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de Orleães. Após apenas



