EUTANÁSIA – A FALSA PORTA DA PAZ
1. **Sofrimento psicológico ou físico insuportável**
A Bélgica legalizou a eutanásia em 2002, com critérios que exigem sofrimento psicológico ou físico insuportável. A prática gera debates éticos e jurídicos, especialmente em países como o Brasil, onde a eutanásia é considerada homicídio pela legislação. O texto também aborda o caso de Sébastien, que busca autorização legal para morrer devido à sua dificuldade em aceitar sua homossexualidade, embora sua condição não preencha os critérios legais para eutanásia na Bélgica.
2. **Eutanásia uma forma de suicídio**
Do ponto de vista espírita, a eutanásia é vista como inadequada e contraditória às leis divinas, sendo a vida considerada um bem sagrado. Para os espíritas, o sofrimento prolongado tem propósito espiritual, e a busca pela morte através da eutanásia é vista como uma forma de suicídio indireto com consequências espirituais negativas.
3. **1.807 casos de eutanásia**
A eutanásia é legalizada na Bélgica desde 2002, fato que suscita amplas discussões éticas e jurídicas. De acordo com a legislação belga, os pacientes que desejam recorrer a esse procedimento devem comprovar sofrimento físico ou psicológico constante e insuportável. Em 2013, foram registrados 1.807 casos de eutanásia no país, a maioria envolvendo idosos com doenças terminais (apenas 4% dos casos relacionavam-se a transtornos psiquiátricos).
4. **Exemplo do Brasil**
No âmbito jurídico, o tema é controverso. No Brasil, por exemplo, a Constituição Federal e o Código Penal classificam a eutanásia como homicídio simples. Sob a perspectiva médica, a ética profissional reforça a vida como um valor sagrado, vedando aos profissionais da saúde qualquer pretensão de decidir sobre a existência alheia. Nesse sentido, a Associação Médica Mundial, desde a Declaração de Madrid (1987), posiciona-se contra a prática, considerando-a eticamente inadequada.
5. **Sébastien não atende aos critérios**
Recentemente, na Bélgica, ganhou destaque o caso de Sébastien, um cidadão que busca autorização para eutanásia alegando sofrimento psicológico decorrente da não aceitação de sua homossexualidade. Ele relata viver em constante estado de vergonha e exaustão mental por se atrair por pessoas do mesmo sexo, contrariando, em sua visão, padrões sociais ou morais. Apesar do amplo apoio popular à eutanásia no país — com números crescentes de casos aprovados desde 2002 —, especialistas como Gilles Genicot, professor de legislação médica da Universidade de Liège e membro do comitê de revisão de casos, afirmam que o pedido de Sébastien não atende aos critérios legais estabelecidos.
6. **Exemplo da Bélgica**
Em 2013, a legislação belga foi ampliada para permitir a eutanásia em crianças em estado terminal, sob análise rigorosa de um comitê composto por médicos e juristas. Contudo, do ponto de vista doutrinário, especialmente sob a ótica espírita, a prática é considerada um contrassenso. Defende-se que a vida, enquanto oportunidade de prova e expiação, não deve ser interrompida por decisão humana, ainda que motivada por compaixão. Conforme ensinamentos de *O Livro dos Espíritos* (questão 920), cabe ao ser humano buscar amenizar suas dores e as dos outros, confiando na sabedoria divina que rege as leis da existência.
7. **A Doutrina Espírita**
Para a Doutrina Espírita, a eutanásia — muitas vezes vista como um “suicídio indireto” — não resolve o sofrimento, mas adia seu enfrentamento. Acredita-se que o indivíduo que recorre a essa prática carregará, em futuras existências, as consequências de sua escolha, além de precisar reencarnar em condições semelhantes às que não soube superar. Assim, o verdadeiro espírita orienta-se pelo respeito à vida, buscando aliviar as dores por meio da caridade, da fé e da aceitação dos desígnios divinos, que, em sua perfeição, distribuem a cada um segundo suas necessidades e méritos.
8. **O direito soberano do Criador**
Em síntese, a defesa da vida, mesmo em meio ao sofrimento, fundamenta-se na crença de que toda experiência terrena contribui para o crescimento espiritual, cabendo aos seres humanos acolher essa jornada com resignação e esperança, jamais usurpando o direito soberano do Criador sobre a existência.
12. **A visão espírita sobre a eutanásia**
Muitos infelizes crêem que a solução para seus sofrimentos é a morte através da eutanásia oficializada. Todavia, afirmamos que além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas consequências de seu gesto equivocado de acovardamento e revolta diante das leis da vida, aquele que procura recursos para morrer pela eutanásia (uma espécie de suicídio indireto) ainda renascerá com todas as sequelas físicas resultantes da deliberação da morte antecipada, e terá que enfrentar novamente a mesma situação dolorosa que a sua inexistente fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.
O verdadeiro espírita porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida, respeitando os desígnios de Deus, buscando não só minorar seus próprios sofrimentos, mas também se esforçar para amenizar as dores do próximo (sem eutanásias), confiando na justiça perfeita e na bondade do Criador, até porque, nos Estatutos Dele não há espaço para injustiças e cada qual recebe da vida segundo suas necessidades e méritos. É da Lei maior! 😊
Fonte
Jorge Hessen
http://aluznamente.com.br/eutanasia-a-falsa-porta-da-paz-eterna/
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36591159
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2002, pergunta 920
Imagem: portaldoenvelhecimento.com.brwp-contentuploads202002EUTANASIA2.jpg
😊
"O Livro dos Espíritos"
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espiritual.” Publicado em 1857, O livro dos espíritos marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia o conjunto de cinco publicações que formariam a Codificação Espírita por Allan Kardec. Considerado o Consolador Prometido por Jesus Cristo.
Livros Indicados
“O Livro dos Espíritos”
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Castigos não existem, Deus não nos pune, nós merecemos, e as dificuldades de nossa encarnação são lições valiosas.. 🌈 Divaldo Franco Divaldo Pereira Franco disse em uma de suas apresentações que os pais de pessoas com deficiência podem estar diretamente envolvidos no modo atual como a vida espiritual das pessoas com deficiência é vivida. De certa forma, eles cooperaram ou permaneceram desleixados e não puderam ajudar o irmão que teve a chance de salvar seus erros deficientes hoje numa reencarnação juntos. Perante a deficiência 🎯 Missão E como podemos agir perante a deficiência? Culpar a Deus pela situação não ajudará em nada, pelo contrário, só prejudicará e dificultará ainda mais a condição do deficiente e do cuidador. É preciso garantir um ambiente de muita oração, muita vibração positiva, buscando a fé em Deus para cumprir a missão, para que essa seja uma reencarnação redentora. 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Crueldadel! A crueldade (do termo latino crudelitate) é a qualidade do que é cruel. Se define como uma resposta emocional de indiferença e prazer diante do sofrimento e a dor de outros. É considerada como um sinal de distúrbio psicológico pela Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos. Essa patologia é observada tanto em crianças como em adultos. É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A Visão Espírita 1 . A Visão Espírita Na perspectiva espírita, a crueldade é compreendida como uma manifestação da ignorância espiritual e do afastamento das leis divinas de amor e caridade. O Espiritismo ensina que todo ato cruel, seja físico ou moral, contra animais, pessoas, ou ao meio ambiente, nasce da falta de compreensão da fraternidade universal e da incapacidade de enxergar o próximo como irmão em jornada evolutiva. 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É um sinal clínico incluído em nosologia psiquiátrica, estando relacionado a desordens antissociais e de conduta. A propensão à crueldade se associa com a patologia sadomasoquista. A mais dura e insidiosa das crueldades não é aquela que grita, agride ou transborda em gestos visíveis. É a que se instala silenciosamente no olhar, no julgamento ácido disfarçado de opinião, no abandono afetivo que se justifica como indiferença. Ela não precisa de ferramentas brutais; basta um silêncio calculado, uma palavra escolhida para diminuir, uma expectativa imposta como norma. Muitos a Praticam 3. Muitos a praticam Muitos a praticam sem sequer reconhecer seu nome, acreditando estar apenas “dizendo a verdade”, “ensinando uma lição” ou “fazendo o bem”. No entanto, a essência da crueldade reside justamente nesse descompasso: a capacidade de causar dor ou desprezo com plena consciência do ato, mas com total negligência sobre sua consequência no outro. É a violência que nega a humanidade alheia. 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